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Sábado, 19 de setembro de 2026
Destaque deste mês para a Solução ao Problema Curto - 10
MORTE NA TEMPESTADE
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Aquela noite, de um Outubro terrível em intempéries, apresentava-se, no entanto, seca, quente, sem chuva… quase parecendo uma noite de verão, depois de na véspera uma forte e horrenda tempestade ter assolado a localidade com chuvadas, relâmpagos e trovões que derrubaram algumas árvores, no campo e na localidade do Montijo, uma jovem cidade que mereceu esta distinção, num Agosto quente, quando o Inspector Alfama ainda não tinha completado os seus 20 anos e frequentava a Universidade, com alguns destes seus inestimáveis amigos.
O carismático Inspector recordava, em algumas ocasiões, o dia em que a freguesia do Montijo foi distinguida como cidade, porque foi um dia quente em Portugal. Os dias de maior calor, desse mês de Agosto, nesse verão, foram históricos e sucederam nos primeiros dias, mas nos meados do mês, concretamente a 14 de Agosto, continuaram sob a influência de um verão seco com as temperaturas demasiado elevadas para a época em quase todo o território nacional. Estávamos em 1985.
- Pois, se o tempo estivesse igual a ontem… de certeza que não vinha… depois da chuvada que apanhei na mansão do Artur Robalo, um vosso conhecido empresário!
- Sim… é verdade… corre o boato que foi assassinado no seu escritório, ontem, à noite… com aquela tempestade… a notícia até já deu na TV! Sabes concretamente quem o assassinou, segundo consta… com um tiro no peito?
- Ora… fui requisitado para ir ao local do crime… estava de serviço… e quando pensava passar uma noite sossegada… lá recebi um telefonema para ir até à mansão do Robalo… tomar conta do assunto!
- Então e como foi…? Conta-nos lá! – proferiu um amigo, já curioso.
- Olhem, o Artur foi assassinado com um tiro no peito, no seu escritório, enquanto a tempestade acontecia, precisamente às 21 horas e 15 minutos, pela conclusão do Filipe, o vosso conhecido Médico legista e meu amigo! 15 minutos antes, da hora em que o crime ocorreu, aconteceu um apagão, como vocês sabem, que durou até às 21e 45 horas. Nesse espaço de tempo, alguém, lá de casa, disparou sobre o Artur Robalo e o corpo foi encontrado pelas 22 horas.
- Bolas! Descobriste o assassino… ou teria sido alguém de fora!?
- És doido, Miguel! Com um temporal daqueles quem é que iria matar o homem… a partir do exterior!? Até porque ele daria pela presença do intruso e por certo… tentaria defender-se! Não. Quem matou foi alguém que estava dentro da mansão… até porque não havia vestígios de presença alheia, tais como chão molhado, desarrumações, etc.
- E a cápsula do disparo, estava no chão!? – perguntou o Pedro, curioso.
- Bem, vocês estão a ficar peritos na matéria… têm assimilado bem, os casos que lhes tenho narrado! – proferiu o Inspector Alfama e continuou.
- Por acaso não havia nenhum invólucro no chão pelo que deduzi que teria sido utilizado um revólver que, como sabem, não o ejecta após o disparo… ou, o assassino teria apanhado a cápsula, do chão, em caso de pistola utilizada!
- Então… e descobriste quem foi o assassino!? – interrogou um outro amigo.
- Claro! Já está preso para ser levado a tribunal porque o seu depoimento foi tão contraditório e inverosímil com os factos e situações que depressa o, ou a…, incriminei e chamei o piquete que estava de serviço para a pessoa certa… ser detida! Mas… não lhes vou dizer, de bandeja, qual o culpado, no grupo das cinco pessoas que interroguei que pode ser homem ou mulher… vou-lhes mencionar os pormenores e sejam vocês a resolver e a descortinar quem mentiu nas declarações, tratando-se de o assassino ou a assassina!
- Claro… vamos a isso! Sebastião traz um whisky, aqui, para o Alfama.
Todos os presentes engoliram mais um pouco da bebida que tinham nos copos e acomodaram-se, atenciosos, ouvindo as descrições do Inspector:
- Ora, já sabem que o assassínio ocorreu às 21h15m, o corpo foi encontrado às 22h e que um apagão surgiu entre as 21h e 21h45m. O Rodrigo, motorista da vítima declarou-me que enquanto durou a falta de luz esteve dentro do carro, na garagem, a ouvir rádio, mas, mesmo assim, observou uma luz de uma lanterna, às 21h e 10m no jardim.
- Então se o tipo estava na garagem como é que viu a luz da lanterna no jardim!? Com aquele temporal a porta da garagem devia estar fechada! Foi ele o assassino? – inquiriu um dos presentes.
- Calma, Miguel – tranquilizou o Inspector – o depoimento pareceu-me verídico e até podia ter a porta da garagem aberta! Além de mais… pode-se ouvir rádio, no carro, apesar das tempestades!
- Hum… mais uma afastada de culpabilidade, parece-me! – disse o José.
- Sérgio, o mordomo da mansão…
- Ui, esses costumam ser, quase sempre, os assassinos! – interrompeu o Joel, todo entusiasmado por ouvir o depoimento do mordomo.
- Isso acontece nas histórias policiais, meu caro, na vida real não é bem assim – esclareceu o Inspector e continuou – no entanto oiçam o que tenho para vos dizer…
- Ele justificou-se que após o apagão se dirigiu à casa das máquinas, no subsolo, na área do jardim, para tentar ligar o gerador, mas que não conseguiu. Levou consigo uma lanterna.
- Cá está… foi a luz da lanterna do mordomo que o Rodrigo, o motorista, lobrigou quando estava na garagem, recolhido. – deduziu o Pedro.
- “Lobrigou”!? Que palavra é essa, perguntou o José.
- “Lobrigou”… quer dizer “vislumbrou”… viu com dificuldades! – respondeu o Pedro, a sorrir e contente com a observação.
- Bolas! Estás um erudito! Deve ser das “aulas” dos casos do Alfama. – exclamou, concordante, o José.
- Pronto… já são três suspeitos e estão, todos, ilibados! Ainda havia mais gente na mansão!? – perguntou o Joel.
- Há mais dois suspeitos e um deles foi quem cometeu o assassínio, deixem-me contar-lhes.
Disse, calmamente, o Inspector Alfama enquanto levou, de novo, o copo à boca, depois de rodopiar o mesmo movendo as pedras do gelo.
- Beatriz é, ou era, a contabilista do Artur Robalo e afirmou que sempre esteve na biblioteca – no mesmo piso do escritório onde o empresário se reuniu com a sócia Laura – enquanto decorreu o apagão. Lembra-se de ouvir passos apressados a subir a escadaria, pelas 21h e 20m e julgou tratar-se da Laura.
- Eh, lá! Nesta altura já o crime tinha sido cometido! Então porque é que não ouviu o som do disparo que foi às 21h e 15m!? Aliás, a Laura acabou a reunião com o sócio pelas 20h50m! – comentou o Joaquim que até àquele momento tinha estado calado absorvido nas descrições do Alfama. E quem lhe respondeu, de chofre, foi o Joel, perante o silêncio do Inspector:
- Calma, calma… o tiro podia ter sido dado com pistola munida de silenciador e com o barulho da trovoada também seria impossível de ouvir! E se a Beatriz estava na biblioteca não tinha bem a noção de quando a reunião tinha terminado e ao ouvir os passos apressados – talvez num intervalo dos trovões – julgou tratar-se da Laura, a subir em direcção à sala no 1.º andar. Penso que fala verdade e sendo assim… vamos ao último suspeito que, pelos vistos, deve ser o assassino, por isso mesmo o nosso querido Alfama o deixou para o fim!
- O último interveniente, do crime de ontem, trata-se do irmão da vítima, o Vicente que me contou ter estado a noite inteira no seu quarto, enquanto decorria a tempestade e aconteceu o apagão. Precisamente, à hora do crime, indicada pelo Filipe, 21h e 15m, lembrava-se com toda a certeza, estava à janela, porque viu, com a ajuda e através de um relâmpago, o relógio de Sol, que está colocado no jardim, a mostrar e a indicar essa mesma hora: 21h15m. Não tinha dúvidas! E foi nessa mesma hora, a hora exacta do crime, que ouviu um estampido seco vindo do andar de baixo. Disse-me que não ligou importância porque havia trovoada no ar.
O Inspector Alfama terminou, assim, a sua narrativa e calou-se. Observou todos os seus amigos de olhos bem abertos, de copo na mão, a olharem uns para os outros… não compreendendo se estavam surpreendidos, indecisos, intrigados ou estupefactos! O momento durou breves segundos que pareceram horas e, de repente, em uníssono, todos bateram com os copos, uns nos outros, ingeriram os líquidos de uma só vez, abriram as bocas e começaram a rir, às gargalhadas, situação que levou alguns dos outros frequentadores do bar a olhar para eles, pasmados!
Riram, riram, riram, sem parar, até que o Pedro foi quem tomou a palavra:
- Oh, meu grande amigo Alfama, então esta história é para os “apanhados”… e os “apanhados” somos nós (!)… aconteceu mesmo assim (!?)… ou, hoje, queres-te divertir connosco…!?
- Foi mesmo assim, que tudo aconteceu, caríssimos amigos! Esta é a verdade! Então digam-me, lá, de entre os suspeitos, interrogados por mim, quem mentiu e consequentemente foi detido para ser indicado como culpado do assassinato do empresário Artur Robalo, mediante a minha narração… - sugeriu o Inspector Alfama, enquanto o Joel se voluntariou para falar:
- Estimado amigo, este caso foi muito fácil de resolver… porque um relógio de Sol é um instrumento ancestral que mede a passagem do tempo através da posição do Sol no Céu. O relógio é possuidor de um pino ou uma haste que fica presa no centro e projecta uma sombra consoante a incidência dos raios solares. A sua superfície contém linhas numeradas que indicam as horas. Com a rotação da Terra, o Sol parece mover-se no Céu e a sombra da haste ou pino central desloca-se sobre o mostrador que vai indicando as horas! O mostrador, com a configuração redonda de um relógio assenta-se numa superfície, no chão, ou em mesas de um qualquer jardim, como parece ser o caso da mansão do empresário Artur Robalo.
- Grande crânio, este Joel! – comentou o José, quase a gozar.
A noite terminou com sorrisos e abraços e mais umas bebidas ingeridas enquanto o Inspector Alfama produzia as últimas palavras da noite:
- Se vocês não fossem tão velhos, como eu, à beira da reforma… ainda podiam fazer uma “perninha” na Polícia Judiciária!
Ouviram-se mais umas gargalhadas e o brindar de copos no ar.
Arco-Íris
Também aqui a merecer uma Menção Honrosa ficam os "Projectos de Solução" de:
Smasher Smile 👇
... pode ser visto AQUI o original
Detetivesca 👇
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sábado, 19 de setembro de 2026
Morte na Tempestade
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SOLUÇÃO :
O assassino foi o Vicente, o irmão.
Vicente afirmou ter olhado pela janela às 21h15, no meio da noite e sob uma tempestade, e visto o relógio de sol marcar 21h15 graças ao clarão de um relâmpago.
Isso é fisicamente impossível por dois motivos:
1. Relógios de sol só funcionam com a luz solar, pois dependem da projecção contínua da sombra em um ângulo específico conforme a Terra gira em relação ao Sol. A luz de um relâmpago vem de cima/lados em ângulos aleatórios e dura apenas uma fracção de segundo.
2. Mesmo que a luz fosse forte o suficiente para criar uma sombra instantânea, a posição do clarão no céu não corresponde à trajectória do sol, tornando impossível "ler a hora" em um relógio de sol durante a noite.
Ao inventar um detalhe visual para dar precisão ao seu álibi, Vicente denunciou-se que não estava apenas observando a tempestade, mas sim criando uma história falsa e, situando a hora do crime naquela hora...!
Beatriz Alegou ter ouvido, aquilo que lhe pareceu, ser passos apressados a subir a escadaria por volta das 21h20, (isto atesta que só poderia ter sido o Vicente a subir depois de matar o tio). Com a falta de luz e a propriedade às escuras, alguém a subir as escadas assim apressadamente reforça a ideia de que, neste caso o Vicente, teria uma lanterna a mesma que utilizou para confrontar o tio na escuridão e matá-lo.
Diz o Vicente ter ouvido um estampido seco, com tanta precisão e, vindo do andar de baixo. É difícil isso atendendo à intensa trovoada na altura. E também porque Beatriz no andar térreo não ouviu absolutamente nada.
Detective Izadora | Detective Jeremias
Detetivesca | Dick Tracy | Didão
Inspector Ryckyi | Mali | Mandrake Mágico
Smasher Smile | Os Super Heróis do Policiário
Veni Vidi Vici
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Arjacasa
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Inspector Moscardo | Veni Vidi Vici
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Arco-Íris
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Clóvis
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Inspector 27797
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Bela | Os Super Heróis do Policiário
O Pegadas | Paulo
Inspector do Reino | Mali
Pintinha
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Smasher Smile
Didão | Pedro Monteiro | Rainha Katya
E porque de um DESAFIO CURTO se tratou… participar, marcando presença, é sem dúvida alguma muito mais apelativo, essa a finalidade, não existindo assim a mais leve pressão de ter que ser-se melhor… ou diferente!
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👏👏👏 UM ENORME APLAUSO PARA TODOS OS CONCORRENTES!
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O Gráfico – RO 🕵️
Repórter de Ocasião
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🔎Ao... Clube de Detectives!
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Impecáveis estas soluções do Arco-íris, Smasher Smile e Detetivesca ! Muitos Parabéns a todos👏👏👏👏👏👏👏👏
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