🧐 POLICIÁRIO 🕵️
Episódio 13
13. ª colaboração - "A melhor defesa é o ataque"
(por: SEVERINA)
Só a minha indecisão sobre o testemunho do lenço ensanguentado me deteve. Formava-se no meu espírito uma ligação entre o lenço sujo de sangue e o conhecimento da irmã do padre sobre o aparecimento do corpo do desaparecido, com a sua presença nesses lados - quem sabe se para um encontro com o misterioso Dr. Fortes! Talvez o lenço lhe pertencesse e o tenha perdido nesse dia ao passar por ali, sendo utilizado por outra pessoa a tentar estancar o sangue do desconhecido.
Naquele breve Instante, ideias novas deslizavam pela minha mente com enorme rapidez e concisão: Com que arma fora o homem atingido na nuca? Com uma espingarda? Quem as usava?... E o padre? Teria sido com um tiro da mesma arma? E as razões que pensava ter contra mim seriam justas em relação a outra pessoa com quem me confundira?
Mas, Matos Vargas esperava uma resposta.
-Prefiro a sua primeira pergunta. Quem melhor poderá falar do Dr. Fortes senão ele? Porque não vai interrogá-lo? Talvez queira esperar, ainda, pelo telefonema...
Depois de breve silêncio, durante o qual Matos Vargas ponderava no que lhe dissera, anuiu: -Tem razão. Vou esperar! Todavia não julgue que se escapa assim! Quem foi que o visitou logo pela manhã em sua casa? Teve notícias depois? Quem acha que teria interesse em lhe apanhar o cachimbo? Por mim, penso que o assassino do padre esteve em sua Casa...
-Exagera. Logo pela manhã? Ninguém... Lembre-se que pela manhã ainda o padre não fora morto. Só se fosse crime premeditado com intenção de me comprometer...
(Continua no próximo número)
REGRESSAREMOS na próxima semana, 8 de Julho, com o texto do 14.º Episódio, “Bomba!”, de: MED VET, publicado na Secção “Código Secreto” n.º 229, Jornal “Barlavento” (21 de Julho de 1988).






Sem comentários:
Enviar um comentário
Os seus comentários são bem-vindos. Só em casos extremos de grande maldade e difamação é que me verei obrigado a apagar.