🧐 POLICIÁRIO 🕵️
Episódio 22
22.ª colaboração – UMA FALSA PARALISIA
(por: Repórter SOU EU)
(...) No entanto, a sua paralisia, pelos vistos e tendo em conta as declarações do Saraiva, só acontecia aos Domingos, no momento em que o seu irmão dava a missa semanal aos devotos daquela terra. Bem, por mim, estava à vontade porque nunca tinha entrado na igreja e, sinceramente, nunca pensei que tal criatura tivesse papel importante neste intricado caso.
O agente Matos Vargas é que, como autoridade principal, deveria ter feito as suas averiguações, mas, sempre se preocupou comigo e com o meu cachimbo enquanto - agora começava eu a perceber - a “caça grossa” pairava noutras bandas!
Ah, mas eu ainda haveria de lhe atirar tudo isto à cara, palavra de investigador, palavra de EFE Mendes. E, até já estava mesmo a meditar sobre aquilo que estaria naquele momento a fazer a menina Margarida Melo, solteira, irmã mais velha do pároco, quarenta e dois anos de idade, bem conservada, alta, morena c com uma força de dois homens - ao que diziam, pois, a paralisia dera-lhe toda aquela robustez, enquanto que da cintura para baixo nada sentia em virtude de andar sempre na cadeira de rodas!
(Bem, afinal, sabia-se agora que aquela força da natureza passeava por todo o belo e prazenteiro corpo de Margarida e que as cenas domingueiras não passavam de uma farsa).
(Continua no próximo número)
REGRESSAREMOS na próxima semana, 09 de Setembro, com o texto do 23.º Episódio, “AS DECLARAÇÕES IMPORTANTES DO JOÃO SARAIVA”, de: O GRÁFICO, publicado na Secção “Código Secreto” n.º 238, Jornal “Barlavento” (06 de Outubro de 1988).
















