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domingo, 5 de julho de 2026

☝ Problemas Policiários Curtos e Soltos! Até dia 17! 🕵

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 Envie a sua Resposta, até dia 17! 👀

sexta-feira, 17 de julho de 2026 - Último dia do prazo!

  

(ali no blogue mensalmente no 1.º sábado de cada mês!)

 

| PC - 08 |

Os Gémeos...



Pode enviar as suas respostas até às ...24h00 do dia 17..., deste mês de Julho 2026, para viroli@sapo.pt
No dia 18 será publicada em simultâneo, a solução e assim bem como o desempenho (de 3 a 5) de todos os participantes neste "Problema Curto" e, ainda, a Classificação Geral!

Também será publicada a solução que mais se destacou neste Problema.

 



👏👏👏 UM ENORME APLAUSO PARA TODOS OS CONCORRENTES!

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O Gráfico RO 🕵️

Repórter de Ocasião

 Luís Rodrigues 🖊
🔦 Problemística Policiária 🔍

🌷 HOJE Faz Anos a Seguidora n.º 138 do BLOGUE RO!! 🎉CANTEMOS TODOS... OS "PARABÉNS A VOCÊ!" 🌹🌻

🌻🍾5 de Julho de 2026 🌹🥂

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🎂 Muitos Parabéns,

Teresa Silva,

que seja um dia bastante feliz!

👏👏👏

TEMPICOS NO CASTELO DE CHAMBORG - Mais "Crimes"! 🕵 Autores: A. Raposo, Detective Jeremias, Onaírda, Zé Arnes, Inspector Boavida e Nove -- Os Sete Magníficos! 📚 Edições TPL -- 📖 1.ª Edição, Lisboa, Outubro, 2011

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 🔎 Uma homenagem ao cónego Novenat 🔍 

 

CAPÍTULO TRÊS

Vier Augen sehen mehr als zwei 




De: Detective Jeremias

 

Muito se especula sobre Frau Jeremein (FJ).

Quase sempre, por onde ela passa as conversas de café, os mexericos das senhoras vizinhas, as bisbilhotices do chá das cinco, as colunas sociais do jornal da terra ou as páginas das revistas cor-de-rosa inventam-lhe um passado, um presente e até lhe profetizam um futuro. Não passam de delírios mirabolantes, ou seja, de chorrilho de mentiras.

Uma coisa posso eu garantir ao leitor, tudo o aqui vier a ler é a mais pura verdade, sem ficções, invenções, disfarces ou fingimentos.

Para começar, FJ é tão alemã como a Padeira de Aljubarrota. Sabe-se que é portuguesa, mas o local exacto do seu nascimento, um lugarejo sem nome, permanece no segredo dos deuses. Cedo verificou que o seu futuro profissional iria passar pela polivalência e, talvez por isso, na faculdade, em vez da frequência às aulas, optou por adquirir competências no grupo cénico universitário, onde só não foi cabeça de cartaz porque imperava a democracia e eram todos iguais. O espírito aventureiro, a capacidade para encarnar diferentes personagens e uma certa facilidade para falar idiomas levaram FJ a mudar de profissão como quem muda de camisa e a percorrer todo o mundo.

FJ tudo falsificava, identidades, currículo, credenciais, diplomas e até boas referências de entidades empregadoras. Mas no fundo era uma mulher cumpridora e honesta. Mantinha os problemas à distância, primeiro porque a sua cabeça pragmática não lhe permitia simular conhecimentos que não tinha, não a deixando ir além das suas competências; segundo, a sua costela anarquista não a deixava envolver em intrigas políticas ou religiosas; e, finalmente a sua veia sarcástica impedia-a de se enrolar de amores com patrões, camaradas de trabalho e homens que fossem “colas” ou pés de chumbo.

E quando se fartava do trabalho, das pessoas, ou do local onde estava, despedia-se e partia para outra.

Falta apenas esclarecer o leitor que FJ, cujo verdadeiro nome se desconhece, tem escolhido desde 1985 nomes derivados de Jeremias. É que FJ é fã do Jorge Palma, e quando ouviu “Jeremias fora da lei” identificou-se com o personagem. Assim, já foi Miss Jerô, Jerônima, Jay, Jéry, Jeh-ri-miah, Jeriminova e outros tantos devaneios conforme a nacionalidade adoptada no momento.

E para não perder mais tempo, passo já de imediato ao que me traz aqui hoje: como e porquê FJ e o castelo de Chamborg aparecem ligados nesta história.

FJ estava em Itália, mais precisamente em Siena onde trabalhava em restauro de livros antigos, quando soube que o Marquês Mendés de Chamborziac procurava uma enfermeira diplomada que lhe tratasse da saúde (sem ironia). Para a Madame de Chamborg era condição essencial que tal pessoa fosse alemã, nem precisava de ser, desde que desse injecções e usasse estetoscópio – ficava bem nas fotos das revistas e por tabela, provocava dor de cotovelo nas amigas.

FJ frequentara o Goethe Institut em Lisboa (não sabia nada de alemão, mas tinha um sotaque germânico perfeito quando falava qualquer língua, tinha o curso de primeiros socorros e trabalhara durante um ano na Argentina como auxiliar de um veterinário especializado em cavalos. Investiu numa bata branca, numa maleta de enfermeira e num estetoscópio garantindo assim ordenado chorudo e um emprego numa zona da França que ainda não conhecia.

Ao fim de uma semana a viver no castelo de Chamborg, FJ topou logo que andava mistério no ar. E do grosso! Cheirava a tramóia mesmo com máscara cirúrgica. E a nossa FJ não estava a considerar a rebaldaria de Joseph d´Ambrosio com a Madame Point no Ferrari, nem nas práticas dominicais entre o Padre Novenat e a Kátinha, nem outros jogos de lençóis que pareciam ser o pão-nosso de cada dia, no Castelo de Xôborga nas palavras de FJ.

Talvez fosse por isso que FJ não se surpreendeu quando, já depois do jantar, a chamaram ao telefone fixo e do outro lado ouviu a voz inconfundível de Tempicos: “Um informador meu transmitiu-me que havia por aí uma enfermeira diplomada chamada Jeremein. Topei logo que devias ser tu.” - atirou o Tempicos de rajada logo que ouviu o áspero “Halô” germânico de FJ. Sem dar hipóteses ao diálogo, Tempicos continuou: “Ouve bem com atenção! Amanhã chego aí ao castelo. Fui contactado para deslindar um mistério. Preciso da tua colaboração, porque duas cabeças pensam melhor que uma, mas nada de meteres o bedelho.’Té ‘manhã.” E desligou.

FJ suspirou alto e disse para o ar intrigado da Madame especada no átrio: “Mein Gott. Érrá enganô.”

Abro aqui um parêntesis para esclarecer que a linguagem desbragada do Tempicos para FJ se deve à forma como se conheceram, no bas fond lisboeta. Tempicos andava numa linha de música jazz e FJ vendia discos vinil numa cave clandestina onde também havia música ao vivo e sessões de striptease. Três meia-volta encontravam-se nos locais mais improváveis e mantinham a cumplicidade dos bons malandros. Fecho aqui o parêntesis.

À noite, no seu quarto numa das alas do imponente castelo, FJ alinhava teorias. Qual seria o mistério? Um crime em fase de planeamento? Um roubo? Ou um golpe mais obscuro? A Madame só queria “bem bom” e revistas do jet set. Andaria de olho na fortuna do Marquês? O Marquês andava achacado, cabisbaixo por causa do peso das traições da Madame. Estaria ele a pensar tornar-se viúvo pela segunda vez? Joseph motorista estava tão trinca-espinhas que se lhe contavam os ossinhos das costelas. Estaria a engendrar alguma tramóia? Novenat, à pala das confissões obrigatórias, conhecia os podres de toda a gente (excepto de Joseph e FJ). Teria o padre armado um esquema de chantagem generalizado? Arnéss, a cozinheira, tinha como livro de cabeceira um tratado de plantas com o subtítulo de “Venenos e Toxinas Naturais”. Seria esta mulher uma psicopata à boa maneira da ficção policial? Anadrá, mesmo quando praticava nudismo, não largava os potentes binóculos com bússola incorporada. Que segredo carrega este homem? E Katinha Vanessa com o seu ar de Lolita lusitana puritana, mas de comportamento duvidoso?

FJ estava decidida. Iria colaborar com Tempicos, porque como diz o provérbio alemão Vier Augen sehen mehr als zwei, ou seja, 4 olhos vêem melhor do que 2, em tradução literal, ou ainda no equivalente em português: 2 cabeças pensam melhor do que 1.

 


 

 








  

🔎 VOLTAREMOS na PRÓXIMA SEMANA, DIA 12 de JULHO, COM A DIVULGAÇÃO do CAPÍTULO QUATRO "Culpa vacare maximum est solatium (que bom não nos sentirmos culpados)", De: ONAÍRDA.



 

👌 FELIZ Domingo!




📔BOAS Leituras!

sábado, 4 de julho de 2026

☝ Problemas Policiários Curtos e Soltos! Solução! PC-7 📜O DESTAQUE DO MÊS Pertence a O PEGADAS 👣👣

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Solução e Classificações! 👀


quarta-feira, 1 de julho de 2026

 

Destaque deste mês para a Solução ao Problema Curto - 07


UM CRIME COM HORAS CERTAS
 

* * * * *

Relatório de: O Pegadas

Conclusão: O sobrinho de Baltazar Julião cometeu o crime.

Fundamentação da Resposta

1. FACTORES TEMPORAIS

O Corte de energia ocorreu entre as 21h45 às 23h00 (1h15).

O relógio, derrubado, parou exactamente às 22h15 – “o disco interior moveu-se juntamente com os ponteiros”, ou seja, não há desfasamento entre o mecanismo e o mostrador: 22h15 foi, de facto, o momento da morte.

O corpo foi descoberto às 23h15.

O crime ocorreu às 22h15, durante o corte de energia (entre 21h45 e 23h00). Neste momento do crime, a casa estava (quase) totalmente às escuras — excepto pela vela na biblioteca.

2. O DEPOIMENTO DOS SUSPEITOS

Fazendo uma análise detalhada, todos tiveram "oportunidade" para cometer o homicídio: cada um estava sozinho, num local diferente da casa durante o corte, sem testemunhas que confirmem o que fizeram entre as 21h45 e as 23h00. Por isso, a oportunidade por si só, não faz recair a suspeita sobre ninguém, portanto, é preciso encontrar alguma incoerência factual numa das versões.

Esposa: estava no quarto, sozinha, acendeu uma vela e leu uma revista. Sem testemunhas, mas também sem nada que contradiga os factos relatados.

Mordomo: estava na cozinha sozinho, preparou o chá usando o fogão a gás e esperou que  a luz voltasse. Quando a luz volta (23h00), aquece o chá, vai à biblioteca, descobre o corpo e telefona à Polícia — e nesta sequência (reaquecer o chá → caminhar até à biblioteca → descobrir → telefonar) que se justifica a descoberta apenas às 23h15, ou seja, 15 minutos depois da luz ter voltado.

Governanta: estava no corredor, usou a lanterna do telemóvel, arrumou os produtos de limpeza e foi para o quarto. Não há nada que contradiga a sucessão.

Sobrinho: estava na cave a testar o projector. Esperou cerca de uma hora no escuro (até cerca das 22h45), desistiu, subiu às apalpadelas e foi até à rua ver o "cenário" do “apagão”. Quando a luz regressou (23h00), entra em casa e vê o Mordomo "muito atarefado", que lhe diz o que se tinha passado.

  3. A INCOERÊNCIA DO DEPOIMENTO DO SOBRINHO

Aqui está a contradição segundo a própria versão do Mordomo (e segundo o enunciado, que situa a descoberta do corpo às 23h15), o Mordomo só descobre o crime depois da luz voltar, entretanto teve que reaquecer o chá e de caminhar até à biblioteca — ou seja, só por volta das 23h15 (hora da morte).

Mas o Sobrinho afirma que, logo às 23h00 (no preciso momento em que a luz regressa e ele entra em casa), o Mordomo já estava "atarefado" e aí é que lhe contou "o que se tinha passado".

Ora, às 23h00 o Mordomo ainda não tinha ido à biblioteca — ainda nem sabia que o patrão estava morto. Não podia, portanto, ter contado nada sobre o crime ao Sobrinho nesse momento, porque essa informação só existiria 15 minutos mais tarde.

 4. Conclusão 

O Sobrinho demonstra ter conhecimento do que aconteceu antes de essa informação existir, segundo a ordem temporal dos acontecimentos. A sua "viagem à rua para ver o apagão" é, muito provavelmente, uma versão feita para se ausentar do seu álibi (a cave) durante o tempo necessário, quando na realidade se deslocou à biblioteca por volta das 22h15 — exactamente a hora marcada pelo relógio caído, depois, atingiu o tio na nuca, e regressou depois, tentando reconstituir alterando, os factos.

Portanto, o assassino é o Sobrinho, e a justificação assenta na incompatibilidade horária entre o momento em que ele afirma ter sido informado do crime (23h00) e o momento em que o crime foi efetivamente descoberto pelo Mordomo (23h15)

uma diferença de 15 minutos. 

 

OUTRAS PERSPECTIVAS PASSÍVEIS DE ANÁLISE FORENSE 

O DEPOIMENTO DO MORDOMO

O MORDOMO E A HORA DO CHÁ

 O mordomo, poderá ser indiciado também como suspeito, devido à sua própria rotina, que o poderá colocar precisamente na biblioteca, por volta da hora do crime (22.15m). O próprio Mordomo diz que "tacteei no escuro até encontrar a caixa de fósforos" — ou seja, ele prova ter os meios e a capacidade de se orientar e agir no escuro totalmente, usando fósforos. Se conseguiu fazer isso para acender o fogão, porque não o fez também para levar o chá (com uma vela, tal como a Esposa fez no quarto, e tal como o próprio Baltazar tinha feito na biblioteca)? Isto é uma inconsistência de capacidade: ele resolveu o problema da escuridão para uma tarefa pequena (o fogão), mas alega impotência total durante mais de uma hora para a tarefa maior (entregar o chá). No entanto é plausível a acção de esperar que a luz regresse.

O MORDOMO E A VELA

Se o Mordomo só entrou na sala às 23h15 — uma hora e meia após a vela ter sido acesa, a descrição do seu estado "quase toda consumida" é plausível. No entanto, a referência à vela ainda acesa é relevante: a Polícia Forense deve recolher o restante da vela, determinar o tipo e a dimensão originais, e calcular a taxa de combustão para aferir se o tempo decorrido é consistente com o estado em que foi encontrada. Nesta análise, se a vela não pudesse ainda estar acesa às 23h15, o Mordomo só poderia descrever o seu estado se tivesse estado antes no escritório enquanto ela ardia.

Por outro lado, se a morte tivesse sido mesmo às 22h15, a vela só teria ardido cerca de 30 minutos desde o início do corte da luz e desta forma, não faria sentido estar “quase toda consumida”. Isso indicaria que Baltazar morreu bem mais tarde, perto da hora em que o mordomo diz ter ido lá… e que o relógio foi manipulado para marcar 22h15.

O MORDOMO E A MANIPULAÇÃO DO RELÓGIO:

A indicação do relógio como prova da hora da morte, deve também ser questionada, dado o comportamento anómalo do disco interior descrito no texto — o que sugere possível manipulação por parte de quem teve acesso ao corpo antes da chegada da Polícia, portanto, o Mordomo. É possível abrir um relógio de mesa antigo e mover manualmente os ponteiros para a hora que se quiser, e depois deixá-lo cair para que pare nessa hora falsa.

O que uma queda de relógio de mesa não faz, em condições normais, é avançar ou recuar os ponteiros de forma controlada. As engrenagens de um relógio mecânico resistem à rotação "inversa" ou "forçada" — são concebidas para rodar num único sentido de forma contínua, não para saltar para uma hora diferente por impacto. Portanto, o mordomo, poderia ter manipulado o relógio de forma a alterar a hora da morte de Baltazar Julião.

Braga, Junho de 2026

O Pegadas 👣👣👣


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Repórter de Ocasião

 Luís Rodrigues 🖊
 
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quarta-feira, 1 de julho de 2026




Problema Curto  | PC - 07 |

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Um Crime com Horas Certas
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SOLUÇÃO :

... O assassino foi o Sobrinho ...

O Sobrinho mentiu nas suas declarações. Ele disse que ficou no porão à espera da luz voltar quando o projector parou. Se ele estivesse no porão (um lugar sem janelas) em um apagão total, ele não saberia se a luz voltou ou não no resto da casa após 1 hora, a menos que tivesse deixado o interruptor ligado — mas ele disse que "desistiu e subiu , tateando, "antes da luz voltar , às 23h00.

Atente-se que o crime teria acontecido às 22h15 (confirmado pelo relógio mecânico que parou ao tombar) e o apagão começou às 21h45.

O sobrinho afirmou que, quando a energia faltou, ele ficou sentado no porão, no escuro total, " à espera da luz voltar por cerca de uma hora".

Se ele estava num porão (geralmente um local sem janelas) durante um apagão total naquela zona, o ambiente estaria em escuridão absoluta. Num caso desta natureza , ninguém ficaria sentado no escuro total por cerca de 60 minutos (1 hora como afirmou) à espera da luz voltar , sem tentar sequer ir buscar uma vela, um telemóvel ou mesmo sair do local de imediato , para saber o que se estava  passar.

Ele disse que após a espera de cerca de 1 hora "desistiu e subiu" por volta das 22h45h imaginariamente. Se a luz só voltou às 23h00, como ele sabia que já tinha passado "uma hora" quando saiu do porão e subiu? No escuro absoluto do porão, sem energia para o projector e sem mencionar sequer ter consultado um relógio de pulso iluminado ou telemóvel (como a governanta fez), ele perderia claramente a noção do tempo.

Provavelmente o Sobrinho queria usar o escuro como esconderijo, mas esqueceu-se que, para o álibi dele ser “real”, ele teria que ter tido uma paciência fenomenal, fora do normal mesmo, para ser verdade o que ele disse.

Assim sendo, o que poderia ter acontecido seria que ele matou o tio às 22h15 , durante a falha da luz, disso não “restam dúvidas” e saiu de casa provavelmente, a coberto da escuridão, esperando a reposição da luz para poder voltar a casa novamente.

Inventou depois a cena da espera no porão… para dar continuidade ao final do ocorrido, querendo deixar claro que saiu do porão pelas 22h45, logo já depois da morte do tio que ele sabia ter sido ás 22h15…!

Ao dizer que ficou no porão durante cerca de uma hora inteira (das 21h45 às 22h45), o sobrinho está a tentar criar uma "margem temporal" para se proteger.

Ele sabe que o crime aconteceu por volta das 22h15, logo todo o seu esquema é na intencionalidade de o afastar da cena do crime nesse preciso horário.

Ao estender o seu suposto isolamento no porão até às 22h45, ele garante que a hora do crime (22h15) fica mesmo no meio do período em que ele alega que estava "preso" e sem se "conseguir mover" no escuro.

Desta forma, se as perícias determinarem que a morte foi mesmo às 22h15, ele pode simplesmente dizer: "Impossível ter sido eu, às 22h15 eu ainda estava sentado no escuro do porão, frustrado com o meu projector, e só saí de lá 15 minutos antes de a luz reaparecer..."

Agora, ficar “exactamente” uma hora inteira sentado no escuro, por tempo prolongado , sem fazer nada, à espera que a luz que não sabe quando volta, ou o que é que aconteceu mesmo, é um comportamento muito estranho e demasiado suspeito. Simplesmente ele calculou essa "uma hora" mentalmente para cobrir a hora do crime com uma margem de segurança, que ele sabia ser-lhe útil para o seu alibi!

| NOTAS IMPORTANTES |

1. Entretanto uma das "pontas soltas" do problema passa pela declaração do Sobrinho quando diz que voltou a casa quando a luz foi retomada e que encontrou o Mordomo muito “atarefado“ (possivelmente pela descoberta do corpo do patrão e consequente telefonema à Polícia) que havia lhe contado o que aconteceu. Não há aqui uma clara alusão a que horas entrou o Sobrinho em casa, depois da retoma da luz, mas a avaliar pelas suas declarações será de supor que seria já depois das 23h15. Pois também nem se sabe se ele se manteve perto de casa ou se afastou entretanto o que lhe dá a casualidade para o período de entrada!

2. Convém reter ainda: o mordomo não tinha como prever que o relógio iria cair e marcar as 22h15. Se ele estivesse a planear um crime, não faria sentido inventar uma história onde se coloca preso na cozinha durante todo o período do apagão, sem testemunhas. O seu depoimento é simples e directo porque ele estava, de facto, ocupado com uma tarefa analógica (o fogão a gás) que não dependia da electricidade.



💢 💢 💢 💢 💢
O Pegadas

💢 💢 💢 💢
Arjacasa - Inspector 27797 - Inspector do Reino
Inspetor Rickyi - Paulo

 💢 💢 💢
Arco Íris - Bela - Columbo - Clóvis - Detective Izadora
Detective Jeremias - Detetivesca - Detective Verdinha
Dick Tracy - Inspetor Boavida - Inspector Moscardo
Mali - Mandrake Mágico - Pintinha - 
Smasher Smile
Os Super Heróis do Policiário - Veni Vidi Vici
 
 
 
 

| GERAL |

(1 + 2 + 3 + 4  + 5 + 6 + 7) 

 

----- 34 -----
Arjacasa
----- 33 -----
Inspector Moscardo – Veni Vidi Vici
----- 32 -----
Arco-Íris
----- 31 -----
Clóvis
----- 30 -----
Inspector 27797
----- 29 -----
Bela – Os Super Heróis do Policiário
----- 28 -----
Detective Jeremias – Detective Verdinha – Detetivesca
Mandrake Mágico  Paulo
----- 27 -----
O Pegadas
----- 26 -----
Detective Izadora – Dick Tracy  Mali
----- 24 -----
Inspector do Reino  Pintinha
----- 21 -----
Columbo – Inspetor Boavida
----- 15 -----
EGO
----- 05 -----
Faria
----- 04 -----
Inspetor Rickyi
----- 03 -----
Agente Silva  Smasher Smile

E porque de um DESAFIO CURTO se tratou… participar, marcando presença, é sem dúvida alguma muito mais apelativo, essa a finalidade, não existindo assim a mais leve pressão de ter que ser-se melhor… ou diferente!