🧐 POLICIÁRIO 🕵️
Episódios 29, 30, 31 e 32
29.ª colaboração – O INSPECTOR RODRIGUINHO
(por: MASANMA)
(...) O Matos Vargas até
parece que me leu o pensamento, pois, pronunciou, de seguida:
-Olhe, Mendes, não vou esperar
por nenhum mandado e vamos imediatamente a casa do Fortes. Entretanto, cabo Seromenho,
faça me um favor. Telefone para este número e diga que fala da minha parte,
dentro de duas horas o Inspector Rodriguinho estará aqui connosco!
Parece-me que temos isto
resolvido! Ah, quanto ao Saraiva, uns momentos atrás das grades
proporcionar-lhe-ão o repouso necessário.
-Sim senhor, sim senhor... sim
senhor! – proferiu atabalhoadamente o cabo da guarda, todo contente por,
finalmente, fazer qualquer coisa de útil neste caso.
30.ª colaboração – O INSPECTOR RODRIGUINHO II
(por:
MASANMA)
Eu é que não tinha ficado
muito contente com a possível comparência, ali, do Insp. Rodriguinho! Esta
“raposa velha” da
Polícia Judiciária, onde punha as mãos era seguro! Nunca deixara um caso por
desvendar...! Estava mesmo a ver que o agente Vargas fora mandado por ele, para
aquela missão e que, agora, por fim, ele aparecia e, mais uma vez, iria
assenhorear-se de mais um caso!
Sendo assim, lá se ia, outra
vez, a reputação do Efe Mendes por água abaixo! Ah, mas eu ainda tinha uma
palavra a dizer... E estava confiante de que em casa do Fortes muita coisa iria
ficar decidida.
31.ª colaboração – O DESAPARECIMENTO DOS DIAMANTES
(por: O
GRÁFICO)
Chegámos. Armas em punho.
Precaução. Segurança. Olhos abertos. Atentos. Espertos. Bonança. Fortes!!!
Gritámos. Uma vez. Outra vez. Três vezes. Nada. Na encosta. Silêncio. Foi a
resposta... Um passo. Dois. Três. Quatro passos. Rasos. Já perto da porta. Um
gemido. Armadilha? Não acredito. No interior. Alguém sofrendo. De repente.
Armas na mão. Um pé. Somente. Porta no chão..! Fortes. Coitado. Caído. Por
terra. Deitado. Na nuca. Ferida. Coisa nunca vista! Sangue. Muito sangue.
Derramado.
32.ª colaboração – O DESAPARECIMENTO DOS DIAMANTES II
(por: O
GRÁFICO)
Cara. Camisa. Da vítima (viva).
Ensanguentada. Ao lado. Derramada. Uma caixa. Pequena. Roubada?! Serradura.
Serradura. Só! Vítima. Socorrida. Levanta-se. Fala. Devagar. Com calma.
-Diamantes... Diamantes! Na
caixa... Dantes... Outrora... Magui... Agora... Eu vi… Roubou… Agrediu... Quase
matou...! Fugiu... Margarida... Antecipou-se... Numa corrida... à Lei...! Pr'a
onde foi?... Não sei... Diamantes... Diamantes...! Ferido no carro. Banco de trás.
Partida. Atrás da Margarida…
(Continua no próximo número)
REGRESSAREMOS na próxima semana, 28 de Outubro, com os textos do 33.º Episódio, “A PERSEGUIÇÃO”, de: LUÍS CORREIA; 34.º Episódio, “MANUEL ROCHA”, de: SAMUEL T. e o 35.º Episódio, “UM BARRIL DE PÓLVORA”, de: LOURDES C., todos publicados na Secção “Código Secreto” n.º 245,
Jornal “Barlavento” (24 de Novembro de 1988).