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Intróito
1.ª Rapidinha Policiária – Colectânea de Problemas Policiários
VIII Convívio TPL – 27 de Maio de 2012 – Edição de Junho 2013
DESTA vez os famigerados “FORA
DA LEI”, elementos da Tertúlia Policiária da Liberdade (TPL) e quejandos…
resolveram digladiar-se entre si e esgrimindo as suas armas brancas, entenda-se
esferográficas e folhas de papel, quiseram ficar na História do Policiário
cometendo um “crime” inédito (mais uma façanha ímpar, única, nunca vista!) que
consistiu em reunir sete “capangas” onde todos eles competiriam, entre si, no
Convívio Policiário de 27 de Maio de 2012 através de um pequeno torneio
policiário rápido e original em que cada um foi simultaneamente produtor de um
problema, solucionista de outro, júri dos dois e fornecedor de prémios a
atribuir.
ESTÃO a ver a confusão… quase
deu para o torto, no final, como o leitor se aperceberá, pois perderia a piada
revelarmos, já, no início de mais esta aventura, a ponta do véu… desta nova
urdidura dos enigmáticos FORA DA LEI da TPL.
O BLOGUE do “Repórter de Ocasião”
iniciará, já na edição de hoje, domingo, 11 de Outubro, a publicação do
primeiro trabalho e respectiva “solução”… de um dos sete “meliantes”,
juntamente com as explicações, notas introdutórias, etc… e durante mais seis
semanas encerraremos o “assunto”… que foi editado, em livrinho, em Junho de
2013 e, que, agora, fica perpetuado neste nosso espaço de policiaristas, mais
conhecido como o “Blogue RO”!
Ah… os nomes dos autores:
Nove, A. Raposo & Lena, Búfalos Associados, Cloriano, Inspector Boavida,
Detective Jeremias e Inspector Aranha… olha que “meninos”!
O Gráfico (RO)
Luís Rodrigues
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1.ª RAPIDINHA POLICIÁRIA
PRÉMIO DICK ROLAND
VIII CONVÍVIO ANUAL
QUINTA DO RIO – AZEITÃO MAIO 2012
Ficha Técnica
Título: 1.ª Rapidinha Policiária –
Prémio Dick Roland
Autor: TPL – Tertúlia Policiária da
Liberdade
Copyright © 2013 TPL
Capa: TPL
1.ª Edição,
Lisboa, Junho 2013
A TLP utilizou a ortografia consagrada antes do
novo acordo ortográfico, mas respeita a vontade do autor em cada texto.
NOTA EXPLICATIVA
No domingo 27 de Maio de 2012 teve lugar na
Quinta do Rio, entre Brejos de Azeitão e Sesimbra, o VIII Convívio anual da
Tertúlia Policiária da Liberdade.
Além do tradicional almoço de confraternização, antecedido de uma prova de
vinhos de alta qualidade e várias surpresas, realizou-se um pequeno torneio
policiário rápido e original em que cada um foi simultaneamente produtor de um
problema, solucionista de outro, júri dos dois e fornecedor de prémios a
atribuir.
O regulamento, os problemas do torneio e as respectivas soluções são agora
apresentados de acordo com a ordem ditada pelo sorteio.
REGULAMENTO – RAPIDINHA POLICIÁRIA
Cada concorrente deverá fazer-se acompanhar de
um livro à sua escolha que irá enriquecer a mesa dos prémios a atribuir. Terá
ainda de ter elaborado um pequeno problema policial, bem como a respectiva
solução, em textos separados, cada um não excedendo uma página A4,
identificados apenas com o título comum e sem qualquer assinatura.
Deverá introduzir as duas folhas num sobrescrito, esse sim, identificado no
exterior com o nome do concorrente e o título do problema, que entregará ao
Secretariado da prova. Receberá por sorteio um dos outros problemas a concurso,
que terá de solucionar num máximo de 20 minutos. Depois de entregar à mesa esta
solução, receberá a oficial, devendo então classificar o trabalho do autor
(problema + solução) com uma apreciação de 0 a 5 pontos. Finalmente cada autor
será chamado a avaliar a solução elaborada pelo concorrente ao seu próprio
problema, também com uma pontuação de 0 a 5. Somando as duas avaliações (como
autor + como solucionista) obtém-se uma classificação final de 0 a 10 pontos.
Os mais bem classificados terão então oportunidade de escolher os prémios da
mesa onde estarão os livros que cada um terá trazido. A TPL fará também a sua
oferta de livros que se juntarão aos restantes e determinará a quantidade de
livros a premiar cada concorrente. Pretende-se que tudo decorra no melhor
espírito de camaradagem e são desportivismo mas fica estabelecido que a
Comissão Organizadora decidirá sobre reclamações. Claro que a presença no
Convívio não obriga a concorrer à prova, mas a TPL lança um desafio a todos os
convivas para esta inovadora competição. O importante é participar.


RAPIDINHA 1 - Crime na Casa Amarela
Autor: Nove
O coronel Ferraz vivia
com os seus dois sobrinhos, Carlos e João, numa vivenda chamada “Casa Amarela”,
da qual fazia parte um vasto terreno que se estendia das traseiras da moradia
até uma linha de caminho-de-ferro, que corria a cerca de 100 metros de distância.
Numa bela mas infeliz
manhã de Maio, o coronel apareceu morto no seu escritório, uma divisão situada
na parte da frente do rés-do-chão da “Casa Amarela”. Foi a empregada quem
encontrou o corpo, cerca das 9h10, pouco depois de ter entrado ao serviço.
A polícia foi chamada e, pelas 10h20, chegou o
Inspector Pereira, o agente Dias e o Dr.
Martins, médico legista.
Foi tudo examinado com
cuidado. Concluiu-se que o coronel Ferraz havia sido atingido com um tiro na
nuca, desferido a uma distância entre 0,5m e 1,0m e que a morte ocorrera entre
as 7h45 e as 8h15. A cápsula do projéctil estava no chão do escritório mas a
arma fatal não se encontrava lá. Não havia sinais de movimentação do cadáver.
O Inspector Pereira
chamou a empregada e os dois sobrinhos para um primeiro interrogatório.
A senhora fora ao posto
médico daquela povoação, onde estivera, segundo se comprovou, das 7h45 às 8h50.
O sobrinho Carlos
declarou o seguinte: “Desci para o meu exercício matinal cerca das oito menos
um quarto. O meu primo João estava a tomar o pequeno-almoço com o tio. Quando
eu andava lá por baixo, na nossa quinta, perto da linha de caminho-de-ferro,
ouvi um barulho, semelhante a um tiro, vindo do lado de casa. Estranhei o facto
mas não lhe dei importância. Deviam ser 8h10 porque, no momento em que senti o
tiro, estava a passar o primeiro comboio rápido da manhã, que costuma ser muito
pontual. Regressei já depois das oito e meia e fui para o duche. Fiquei muito
surpreendido ao ouvir os gritos da nossa empregada... tinha eu acabado de me
vestir. Depois de ver o que acontecera telefonei de imediato para os senhores.”
O sobrinho João disse:
“Vi o meu tio ao pequeno-almoço. Ele estava bem-disposto e encarregou-me de
tratar de uns assuntos na cidade. Saí um ou dois minutos antes das oito. Fui
primeiro falar com o empreiteiro com quem ajustámos o arranjo da garagem e
depois desloquei-me ao nosso banco. Quando aí me encontrava, perto das nove e
meia, telefonou-me o meu primo Carlos a dizer que o tio tinha sido encontrado
morto no escritório. Por uns instantes fiquei sem fala. Recompus-me, pedi-lhe
pormenores e vim logo para aqui.”
Após ter interrogado os
dois sobrinhos o Inspector Pereira ficou satisfeito. O caso não parecia
complicado.
Foi acidente? Foi
suicídio? Se foi assassínio, quem o terá perpetrado? Justifique a sua resposta.
SOLUÇÃO
Rapidinha 1 - Crime na Casa Amarela
As hipóteses de
acidente ou de suicídio têm de ser postas de lado por duas razões de peso:
· O coronel Ferraz foi
atingido na nuca e com um tiro desferido a uma distância compreendida entre
0,5m e 1,0m. Ora não é de esperar que alguém se mate com um tiro na parte de
trás da cabeça e com a arma a mais de meio metro de distância. Também não se
compreenderia um acidente devido ao manuseamento de uma arma de fogo que a
vítima estivesse a segurar atrás da cabeça e a mais de meio metro de distância.
· A arma fatal não se
encontrava no local onde o coronel Ferraz foi atingido, ao contrário do que
aconteceria em caso de suicídio ou acidente devido ao manuseamento da arma.
(Dir-se-á que alguém poderia ter retirado o instrumento de morte por não estar
interessado em que o falecimento do coronel fosse dado como consequência de
suicídio. No presente caso, todavia, não temos razões para aventar tal hipótese
nem a tese do suicídio poderia prevalecer face ao facto do tiro ter sido dado
na nuca e a uma distância superior a meio metro).
A hora da morte do
coronel Ferraz ocorreu, segundo a estimativa do médico legista, entre as 7h45 e
as 8h15.
Neste período de tempo
a empregada esteve, conforme se comprovou, no posto médico. Ela, portanto não é
suspeita.
O sobrinho João, embora
sem um álibi perfeito, nada disse que o pudesse comprometer.
Já o sobrinho Carlos
tentou, sem dúvida, enganar a polícia, ao declarar que ouvira o barulho de um
tiro, vindo da vivenda, quando se encontrava perto da linha de comboio, no
momento em que estava a passar o rápido das 8h10. Com efeito, como poderia ele
ter dado conta do tiro a cerca de cem metros da moradia e quando estava sujeito
ao elevado ruído que o comboio produzia perto de si? Claro que não lhe era
possível ouvir o som do tiro nessas condições. Além disso, o disparo ocorreu
dentro de casa e numa divisão virada para a frente.
Portanto, é lícito concluir que Carlos, muito
provavelmente, matou o coronel Ferraz.
Pode-o ter feito quando o tio ficou sozinho,
imediatamente depois de João sair.
🔎 VOLTAREMOS na próxima SEMANA, DIA 18 de OUTUBRO, com a Rapinha (2) - QUEM MATOU? - Autores: A. Raposo & Lena, da Aventura "1.ª Rapidinha Policiária (Junho 2013) - Colectânea de Problemas Policiários do VIII Convívio TPL realizado em Maio de 2012"... Edições FORA DA LEI.
👌 FELIZ Domingo!