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🔎 Uma homenagem ao cónego Novenat 🔍
Intróito
“Este
livro é uma homenagem ao cónego Novenat.
(Do seu admirador Tempicos)!”
COMEÇAM a faltar palavras para classificarmos estes “crimes” dos “Fora
da Lei” da Tertúlia Policiária da Liberdade (TPL) que comemorou no passado dia
31 de maio, 20 anos de Convívios Policiários - entre outros e bastantes
“crimes” - ultimamente, realizados em S. Pedro de Sintra.
DESTA feita, numa homenagem a
um dos seus “capangas”, reuniram-se sete dos seus magníficos “malfeitores” para
perpetuar mais uma obra-prima, desta vez com os “crimes” de cada um deles a
serem vistoriados e escalpelizados, ao pormenor, por um dos “Rei-Mor” do grupo
(sei que estou a cometer, também um “crime” por escrever esta palavra, mas foi
a que melhor achei… para adjectivar a competência de quem teve a coragem de
escolher “o melhor destes Crimes”!) que considerou, para si, o mais perfeito,
2.º melhor e terceiro, dos sete “crimes” protagonizados por: A. Raposo, Arnes,
Detective Jeremias, Inspector Boavida, Nove, Onaírda e Zé.
ESTES "CRIMES"...,
DA "TPL", COMETIDOS PELOS SEUS "FORA-DA-LEI", FICARAM
FAMOSOS... NO "MUNDO POLICIÁRIO"! SE O LEITOR É UMA PESSOA
SENSÍVEL... TENHA CUIDADO... AO LER OS PRÓXIMOS 16 EPISÓDIOS DESTA HISTÓRIA...
UM bom conselho: ao contrário
daquilo que se possa imaginar… estes episódios podem ser lidos, na cama, antes
de adormecer, pois, pode crer, estimado leitor… que adormecerá, tranquilamente,
com um sorriso nos lábios e desfrutará de um sono sereno e agradável e acordará
muito bem-disposto.
O Gráfico (RO)
Luís Rodrigues
FICHA TÉCNICA
Título: TEMPICOS NO CASTELO DE CHAMBORG
Autores: A. Raposo, Arnes, Detective Jeremias, Inspector
Boavida,
Nove, Onaírda, Zé
Colaborador: Cloriano M. Carvalho
Copyright © 2011 TPL
Capa: Composição de D.J.
Contracapa: Texto de A. Raposo & Lena
Depósito ilegal nº 2
/000/11
1ª Edição, Lisboa, Outubro, 2011
2ª Edição, Lisboa, Fevereiro, 2026
Reservados todos os direitos
Para Portugal e Europa à
TERTÚLIA POLICIÁRIA DA LIBERDADE
HOMENAGEM
Este livro é uma homenagem ao cónego Novenat.
(Do seu admirador Tempicos)
De todos os personagens desta história sobressai a figura bondosa e
misteriosa do nosso cónego. Homem de mãos suadas e cabelo oleoso. Sempre
crente, mas pouco praticante. Incapaz de deixar nos umbrais do esquecimento um
bom rabo de saia.
Um padre não é de ferro e sabemos que o diabo espreita e as tentações
abundam.
Especialista em passar um pano com “solarine” em crucifixos de latão. Capaz
de bajular Belzebu, desde que isso lhe deixe alguns recursos económicos.
Não será um homem santo, mas é um santo homem. Ficará na história,
provavelmente e será em breve beatificado não obstante dizer-se que cobrava na
sua diocese imposto de prostíbulo, segundo a wikipédia. Tudo mentira, posso
jurar.
Novenat em breve vestirá a farda cardinalícia, pois a cor fica-lhe bem e ele
gosta.
Se o FMI não o queimar na fogueira da Santa Inquisição Capitalista, prevemos
um futuro brilhante que poderá chegar ao além, ou quiçá ainda mais longe.
Um abraço dos seus colegas de ficção, da história policial passada no
castelo de Chamborg: - Arnêss, Anardá, Joseph, Madame Point (aliás Lilly), Frau
Jeremein, Mendês (O Marquês assassinado) e Tempicos.
PS: - E um beijinho da Kátinha.
CAPÍTULO ZERO
Em Jeito de Prefácio
De: A. Raposo & Lena
Cena nº1 - ruído das ondas a espraiar na areia
Tempicos deitado numa rede espreguiçadeira,
segura entre dois coqueiros, numa praia das Ilhas Seychelles, mais exactamente
na Ilha de Mahé.
(Câmara faz zoom e simultaneamente a cena
esfuma-se)
“Explicação da cena: Tempicos, farto de ser
assediado por gerontes inglesas, resolve tomar o avião e fugir das praias
portuguesas, pois tinha uma encomenda de escrita criativa a executar e as
“gajas” não o deixavam sossegado para se poder concentrar. Num bloco-notas
Tempicos começa a delinear a história, encomendada pelo seu amigo Salvador
Santi, responsável pela programação do teatro Ambassador da Broadway, Nova
York, USA. A peça teria que ir à cena na próxima saison.”
(Tempicos toma notas dos tópicos e começa a
escrever o esqueleto da história). Tinha que meter um crime! Era uma imposição
do amigo Salvador Santi. Era forçosamente uma história policial. Não havia
volta a dar. Um drama ou uma comédia, isso era indiferente. Alguém teria que
matar e alguém teria que ser morto.
Tempicos começou por idealizar uma moça, jovem,
roliça natural de Sobral de Monte Agraço. Nos anos 60, tinha dado o salto para
França, à procura de trabalho e de fama. Se tropeçasse em homem rico também
calhava. Mas não seria fácil. A primeira ocupação que arranjou, provisória –
para assentar arrais foi a de “concierge”.
Nas folgas ia até ao “BalaJô”, rue de Lappe,
dançar umas “musettes” e acabava a beber um copo no “caveau” onde cantava
Juliette Greco. Fizeram-se amigas e o “milieu” abriu-se à Maria Pontes que
rapidamente arranjou pseudónimo: Madame Point.
Um dia sai-lhe na rifa um tal
Mendés-de-Chamborziac, viúvo, dono do castelo de Chamborg, no Loire. Não se
desaproveitou e rapidamente viu-se no castelo, rodeada de mordomias e claro
teve que mudar de nome. Desta vez escolheu Lilly de Chamborg.
Mendés-de-Chamborziac levava a vida entretido
entre a caçada aos veados e a ocupação na cave, rodando as garrafas de
champanhe, para não criarem borras.
Rapidamente a nossa Lilly teve que arranjar um
motorista para conduzir o seu Ferrari.
Saí-lhe Joseph d´Ambrosio um motorista que
desenrascava.
Para a cozinha manteve Arnéss uma bretã
baixinha, mas muito viva que fazia uns petiscos de primeira. Dizia-se que
gostava de ouvir histórias picantes (poivrés).
Para todos os serviços tinha um moço forte e
peitudo que se chamava Anarda (leia-se Anardá)
Na casa vivia ainda uma menina (au pair) que
trocara com a filha de Mendés seu nome era Kátinha Vanessa, uma moça (100%
virgem, afirmava-se) endiabrada.
Uma vez que Mendés caía muitas vezes do cavalo
quando das caçadas, resolveram contratar uma enfermeira Frau Jeremein. Uma
mulher que lhe tratava da saúde e de outros achaques…
Aos domingos, vinha dar missa o cónego Novenat
um personagem complicado que diziam era bi.
Muita intriga se tecia naquele castelo.
Dizia-se que Novenat queria à força mostrar os paramentos à Menina Kátinha, à
Frau Jeremein e ao Anarda, ele não era esquisito.
Dizia-se que Madame Point (Lilly) facilitava.
Dizia-se que Anarda e Joseph assim que podiam espreitavam Kátinha. Mas de certo
só temos a morte de Mendés, atravessado por uma flecha de caça ao veado, e para
resolver esse imbróglio foi chamado um detective que passava de férias lá pela
terra. Andava a visitar os castelos do Loire.
Tempicos de seu nome. Homem que raramente se
enganava.
🔎 VOLTAREMOS na PRÓXIMA SEMANA, DIA 21 de JUNHO, COM A DIVULGAÇÃO do CAPÍTULO UM "Malandrices no Castelo de Chamborg", DE: A. Raposo & Lena.
👌 FELIZ Domingo!
📔BOAS Leituras!