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quarta-feira, setembro 30, 2026
O DESAFIO DOS ENIGMAS - edição de 1 de outubro de 2026
É HOJE CONHECIDO O PROBLEMA 10 DO TORNEIO “SOLUÇÃO À VISTA!”
“Chega-nos hoje do Feijó, Almada, o problema nº 10 do nosso torneio de decifração “Solução à Vista!”, também participante no nosso concurso de produção policiária “Mãos à Escrita!”, da autoria de Luís Rodrigues, O Gráfico, animador do blogue Repórter de Ocasião (reporterdeocasiao.blogspot.com), espaço que aconselhamos vivamente a visitar. É lá que se prepara o grande torneio comemorativo do centenário do nascimento da problemística policiária no nosso país, ocorrido no dia 1 de fevereiro de 1927, data da publicação do primeiro problema, de uma série de 51, da autoria de Repórter X (Reinaldo Ferreira), dados à estampa no jornal Primeiro de Janeiro. Mas enquanto não chega esse momento, são inúmeras as razões para visitar esse blogue, que mantém viva a atividade policiária e funciona como ponto de encontro e partilha.
LOCALDOCRIME
Torneio de Decifração “Solução à Vista!” – 2026
Problema n.º 10
Um Crime Limpo, de Repórter SOU EU
Habitavam e viviam, os dois, em perfeita sintonia do cumprimento do dever, de aptidões, vigilância e conhecimentos, há bastante tempo, naquele parque estadual de uma grande cidade do Brasil. Eram portugueses emigrantes, amigos de infância e numa oportunidade, única, especialistas que eram em proteger e conservar a natureza, por ali conseguiram uma óptima oportunidade de realizar as suas vocações... de nascença! Há muitos anos que eram os guardas apreciados do parque, mas sempre viveram em casas separadas, aliás, enormes moradias que lhes foram concedidas, bem acolhedoras, para que o repouso fosse confortável e tranquilizante após as tarefas, por vezes difíceis, de assegurarem o funcionamento natural e normal do parque que tinha animais, vegetação, caminhos, paisagens extraordinárias e quotidianamente as visitas de turistas eram inúmeras!
O Luís e o José sempre foram amigos, eternamente solteiros, uma opção de vida e já tinham ultrapassado a meia-idade, quando este “crime limpo” ocorreu, mas fazendo jus ao provérbio popular “cada macaco no seu galho”... após os deveres profissionais, dia, após dia, recolhiam aos seus aposentos e não interferiam nas saídas ocasionais de cada um... normalmente andavam por lugares e sítios diferentes!
O José era mais comedido, em tudo, na indumentária, no automóvel que possuía, nas saídas temporárias, não regressava muito tarde, ao parque, à sua moradia e não ingeria bebidas alcoólicas. O Luís, ao contrário, gostava de se vestir bem, adorava dar nas vistas, usava em todos os momentos umas luvas grossas, pretas, de lã, calças de flanela, robustas e nunca dispensava as suas botas de cabedal, enormes, exclusivas, diria incomuns, com as solas extravagantes, poderosas, duras que mais pareciam evidenciar o “jogo do galo”!
De inverno ou de verão... era o que calçava. Com o seu veículo, a mesma coisa, um carro aparentemente não muito moderno, mas com uns grossos e largos pneus que não se viam em viatura nenhuma! Ao contrário do “jogo do galo”, da sola das botas, os pneus do seu carro eram caracterizados pelo “jogo da macaca”... inconfundíveis!
Amigos, amigos, negócios à parte... e apesar de competentes na guarda do parque, ambos gozavam a sua vida, em momentos de lazer, à sua maneira. As casas, de cada um deles, eram lindas, iguais, situadas em local próprio, mas afastadas uma da outra, muitos, muitos, muitos metros, circundadas por um pequeno muro de arame, suportado por postes de madeira, com um portão de ferro muito largo por onde podia entrar qualquer carro. A entrada estava protegida com um cadeado, mas que nunca estava trancado! Do portão à entrada principal de cada habitação não existia nenhum caminho empedrado, era tudo natural, terra solta.
***
Até que um dia... encontraram-se no mesmo bar e conheceram uma rapariga linda, mais jovem do que eles... e o José para se igualar com o Luís, vá lá saber-se porquê, começou a beber álcool! E uma enorme rivalidade nasceu entre eles, pela disputa da rapariga – isto não tem piada nenhuma, nem devia ser narrado é trivial, mas, na realidade foi o que aconteceu! – e, em determinado momento, deixaram de ser amigos, porque a jovem, saturada de ambos e atormentada, acabou por desaparecer daquele lugar!
O parque, apesar de bem protegido e as casas do Luís e do José também, não estavam imunes a sofrer qualquer acto de vandalismo e nalgumas ocasiões já tinham sido alvo de roubo e destruição, mas os culpados foram, sempre, descobertos e presos.
***
E o impensável aconteceu! Desgostoso pela ausência da moça e culpando o José por esse motivo... o Luís decidiu-se a pôr termo à vida do seu amigo! Num dia diferente, chuvoso, já próximo da meia-noite, em que estava bem bebido, fora de si, entrou com o seu carro até próximo da porta principal da casa do José. Ia colocar em prática aquilo que julgava ser “um crime limpo”. Saiu do carro, a cambalear, de mãos nuas, andou uns metros, rodou a maçaneta da porta e entrou na habitação do companheiro de profissão. Este veio ao seu encontro, assustado, mas não teve tempo de dizer nada... porque o Luís munido de uma faca de mato esfaqueou-o mortalmente! José tombou ensanguentado, depois de se agarrar ao seu assassino. Teve morte imediata. Luís guardou a faca... depois de limpá-la nas roupas da vítima... calçou as suas luvas e eliminou possíveis impressões dedais na roupa e corpo do José. Tirou as luvas. Deixou as luzes acesas tal e qual como estavam e saiu de casa. A chuva cessara. Não mais caiu água naquela noite nefasta. Meteu- se no carro fez meia-volta e abandonou o local daquele que julgava ser... “um crime limpo”... pois as culpas iam, provavelmente, ser atribuídas a mais um caso de vandalismo.
***
E o leitor o que deduz deste homicídio, acha que o Luís escaparia à justiça? Sim ou não. Apresente a sua proposta de solução justificando a sua opinião.

E por agora é tudo. Ficamos à espera das vossas propostas de solução a
este décimo problema, que devem ser enviadas até 31 de outubro de 2026,
através dos seguintes meios:
a) - por email, através
do endereço eletrónico: salvadorsantos949@gmail.com;
b) - por correio,
através do endereço postal Salvador Santos
Rua Quinta do Modelo, 40 / 2820-261 Charneca
de Caparica;
c) - entregando em mão
própria ao orientador da secção, onde quer que o encontrem.
Por último, recorda-se que, conjuntamente com a proposta de
solução deste problema policiário, os nossos concorrentes devem enviar a pontuação
atribuída ao 9.º problema do torneio, cuja solução de autor será
publicada na próxima edição d’ O Desafio dos Enigmas, no dia 10 de outubro
de 2026.

E, já sabem, não se
esqueçam de identificar a proposta de solução enviada com o vosso nome (ou com
o pseudónimo adotado).
PARTICIPEM!!!
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CONCURSO DE CONTOS EM MARCHA...👣
INICIOU-SE a 1 de Setembro, a realização de mais um concurso de contos, desta vez subordinado ao tema “um caso policial… nas férias”, que se propõe estimular cada um dos confrades a aproveitar esta época de descanso e lazer para libertar a sua veia de contista, por mais empedernida e seca que ela se mostre. Um crime à beira-mar ao pôr de sol, um homicídio à noite num parque de campismo, um cadáver descoberto ao nascer do dia numa praia paradisíaca na costa alentejana, um tiro à queima-roupa numa esplanada da costa vicentina ou uma facada fatal numa briga de bêbedos numa vila espanhola ou numa excursão a Marrocos, são pontos de partida possíveis para um conto de sucesso. O que é preciso é que a inspiração nasça e a vontade de escrever se instale. Vamos a isso?!

CONCURSO DE CONTOS
“UM CASO POLICIAL… NAS FÉRIAS”
REGULAMENTO
1. O concurso está aberto a todos, sem quaisquer condicionalismos de idade, sexo ou nacionalidade, podendo cada concorrente apresentar mais do que um original.
2. Os trabalhos, na modalidade de conto policial, em língua portuguesa, deverão ter ação durante um período de férias (em qualquer mês do ano), terão obrigatoriamente o mínimo de duas páginas de formato A4 e o máximo de quatro, escritas a 1,5 espaços, na fonte Times New Roman e corpo de letra 12.
3. Os originais poderão ser enviados em formato digital para o endereço eletrónico salvadorsantos949@gmail.com, ou impressos em papel para o endereço postal rua Quinta do Modelo, 40 / 2820-261 Charneca de Caparica, dirigida a Salvador Santos, a partir de 1 de setembro de 2026.
4. Os trabalhos serão publicados por ordem de receção, a partir do mês de janeiro de 2027.
5. A classificação dos contos será definida através da média da pontuação atribuída pelos seus leitores.
6. No final da publicação de cada conto, os leitores do jornal AUDIÊNCIA GP e/ou seguidores do blogue Local do Crime terão 30 dias para enviar a sua pontuação, numa escala de 5 a 10 pontos, em função da qualidade e originalidade, através dos endereços referidos no ponto 3.
6.1. Após a publicação do último conto, em período a definir pelo orientador da secção, haverá uma votação final dos contos, sendo os leitores do jornal AUDIÊNCIA GP e/ou do blogue Local do Crime chamados a atribuir pontuação aos cinco contos considerados como os melhores, atribuindo 10 – 8 – 6 – 4 – 2 pontos a cada um deles.
7. Será vencedor do concurso o conto que alcançar uma maior pontuação média da soma dos pontos obtidos nas duas votações (inicial + final), sendo distinguidos os restantes trabalhos classificados nas dez primeiras posições.
8. Serão atribuídos os seguintes prémios: 1º a 4º Lugar – Taças; 5º a 10º Lugar – Medalhas.
9. Os casos omissos serão resolvidos pelo orientador da secção O Desafio dos Enigmas, não havendo recurso das decisões tomadas.
