NO último Convívio Policiário realizado em S. Pedro de Sintra, Domingos Cabral ofereceu aos presentes mais uma iniciativa das “EDIÇÕES D. C.” referente a ANTOLOGIA DE SHORT STORIES (Contos Curtos de Autores Portugueses). No interior da Obra, encadernada com argolas, mostrava, em anexo, um Conto de “Jartur”, de última hora, que não pôde ser incluído na própria Edição.
O Blogue do “Repórter de Ocasião” faz hoje notícia daquele acontecimento e divulga aos seus Leitores o Conto do “Jartur Mamede”!
Aos Confrades “Jartur” e “Inspector Aranha”, os nossos agradecimentos.
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O Gráfico – RO 🕵️
Repórter de Ocasião
Luís Rodrigues 🖊
O LAMBORGHINI DA LOURA!
Escrito por: João Artur Mamede (JARTUR)
Para os participantes no
CONVÍVIO POLICIÁRIO S. PEDRO DE SINTRA – 31 DE MAIO DE 2026
Naquela sexta-feira, ao fim-de-tarde, a Juanita, - “Ju” para os amigos - loura escultural e curvilínea, muito famosa na vila, por razões óbvias, entrou no salão de beleza, radiante, pois arranjara sem dificuldades um excelente lugar, para estacionar o seu carro, a tempo de não faltar à marcação.
Durante duas horas de bom ambiente, deixou-se embalar pelas suaves e competentes mãos das (algumas dos) profissionais, gratificando cada, com uma nota de cinquenta e um significativo e suave roçar traseiro, dirigiu-se à caixa onde a competente chefe das cabeleireiras e manicures, operando na caixa, digitou na leitora de cartões uma anafada conta pelos serviços prestados, que a máquina digital velozmente processou, e o cartão de crédito saldou.
Espetacularmente, como bamboleante «top-model» em desfile internacional, dirigiu-se ao lugar, bastante próximo, onde aparcara confiadamente o seu esplendoroso e chamativo “Lamborghini” prateado.
Atravessou a passadeira para peões, e ficou como que paralisada no meio da marcação, pois o bólide flamejante não estava no local onde três horas antes o estacionara.
Na dúvida, e com a perplexidade estampada no rosto, cuja lividez a maquilhagem não deixava transparecer, caminhou com ritmo, empenhadamente observadora, cinquenta passos para a esquerda, e cem para a direita, e de novo cinquenta para a esquerda, mas os seus olhos soberbamente ornamentados por artesanais pestanas, sobrancelhas, vernizes e rímel, não vislumbraram a prata reluzente da invejável viatura.
Ficou estaticamente aparvalhada, durante infindáveis minutos, olhando em roda do alto dos seus dezoito centímetros de tacões, e por fim viu-se na eminente necessidade de tomar uma corajosa atitude...
Pegou no telemóvel, e ligou ao marido da sua melhor amiga:
- Ói! Querido, como sabes fui à cabeleireira, onde tinha hora marcada, e quando saí, o “Lambor” que me ofereceste, tinha desaparecido. Terá sido roubado?! O que achas que devo fazer?! Vens cá resolver o problema, ou regresso de táxi?
- Não, não!! Minha maravilhosa anta!!... Não, não vás para as Antas! Liga para o 112 e participa o desaparecimento. Verás que em poucos minutos, os zelosos policiais encontrarão o teu precioso brinquedo. A nossa polícia é bastante eficiente! Vais saber que não brincam em serviço. Depois liga-me, a contar o sucedido... Ok!?
Ainda não haviam passado 15 minutos, quando ela ligou ao seu caridoso apaixonado:
- Querido, tu tinhas razão! Liguei ao 112, e pela matrícula encontraram o carro imediatamente!
- E então?
- Está na fila "G", lugar 369, no «PEVRGM». Não sabes?! Disseram-me que é o Parque de Estacionamento dos Veículos Rebocados pela Grua Municipal!
- Eu não te disse!?... a Polícia não brinca em serviço.
- Vou ter de apanhar um táxi para lá - respondeu ela - e vou ter de pagar a multa e o reboque. Disseram-me que rondará os 500€. Já esgotei o saldo deste cartão, mas ainda tenho umas notas para as aflições. Achas que dê uma gorjeta? Não, não há problema! Tenho duas notas de cinquenta euros.
Uma hora mais tarde, ela volta a ligar ao amante da melhor amiga da mulher dele:
- Ói... gato! Vem-me buscar à 13.ª Esquadra! Meti cem euros no decote da sub-chefe, e acusam-me de corrupção. Há uma agente que prometeu querer tomar conta de mim durante a noite, para mais ninguém me importunar!...
Tens de vir pagar a fiança, para eu poder ir dormir ao nosso apartamento! Compreendes?
- Querida, temos que deixar isso para segunda-feira... estou a fi... carrrrr ss ssem bat..eeeria... e os ban... cos já... fe... cha...ram z...z...z...zzzzzzzzzzzzzzzz...
FOI-SE
Com um forte abraço do











