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domingo, 3 de maio de 2026

Triângulo Equilátero - Uma História de Faca e Alguidar 🕵 Autores: A. Raposo, Detective Jeremias, Onaírda, Zé 🕵️ Edições TPL - 📖 1.ª Edição, Lisboa, Abril, 2011 📚

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🔎 Drama Escrito a oito mãos 🔍  

 

CAPÍTULO TRÊS

Esvaído Num Mar de Sangue 



De: Detective Jeremias

 

Pi Pi Piiii … Pi Pi Piiii … Pi Pi… Piiii …

Tempicos acordou entre uma onda de calor que lhe atormentava o corpo e um suor frio fininho que lhe percorria a espinha. “Salvo pelo rádio despertador…” suspirou.

As noites dos últimos dias tinham sido povoadas por uma onírica dança fandanga, em que o sono era perturbado por um conjunto recorrente de imagens. O mesmo argumento base, mas com um guião sempre diferente, como os remakes dum filme.

Tudo começava com um vislumbre da Nelinha, ou da Mary Lou, num transporte público – eléctrico, metro, cacilheiro ou alfa pendular. Depois de uma curta cena secundária, variável, o sonho evoluía para o melhor take: Tempicos rodeado de beldades semi nuas, sempre num tórrido ambiente escaldante, quer fosse uma paradisíaca praia tropical ou um gélido lago nórdico.

 

Por fim vinha a parte do pesadelo que atormentava Tempicos. Uma voz acordava-o, dizendo que estava a sonhar. Tempicos, aquecido pelo sonho, virava-se na cama para propor uma sessão de sexo matinal ao amor da sua vida, e dava de caras com algumas aberrações – uma mulher barbada de um circo itinerante, uma obesa de 370 quilos com uma imensa lingerie púrpura e até um marinheiro musculoso com o corpo tatuado. Eram estas as figuras que depois se instalavam em permanência na sua cabeça, sem lhe darem direito a descanso.

 

Tempicos estava no limite. Todas as noites, um sonho dentro de um sonho, ou melhor, um pesadelo dentro de um sonho. Era demais! Isto já para não falar que desde que se conhecia sempre fora namoradeiro, mas só de mulheres bonitas e fugia de compromissos como o diabo da cruz.
 

Levantou-se, decidido a pôr um ponto final no assunto. “Hoje não vai ser mais um dia igual aos outros”– anunciou com determinação. Vagueou horas sem fim por Lisboa, com o cérebro em permanente efervescência: era imperioso encontrar uma solução, um novo projecto de vida. Estava farto de viver de lembranças, dos engates de viúvas – mesmo as ricas - e das férias nas praias algarvias. “Afinal, o que é que tu queres Tempicos?” – perguntou em voz alta, espantando os pombos do jardim. Fechou os olhos, reflectiu, respirou fundo e concluiu sem hesitar: “Quero voltar à investigação, quero as células cinzentas activas de novo, quero ver sangue com um leve cheirinho a pólvora, quero …”

 

Chegou à “A Ginjinha” do Largo de São Domingos, num ritual sagrado que cumpria sempre que estava em Lisboa. E foi aqui que lhe entregaram a folha cor-de-rosa, “Deixaram cá isto, ontem p’ra ti”.

 

No papel, uma letra feminina pedia “Sexta-feira, 20 horas nos Goliardos à Praça da Alegria” Seguia-se um suplicante “Por Favor” sublinhado três vezes e terminava assinado por um enigmático “H”.

 

Tempicos consultou o relógio, eram quase sete e meia. Atirou o dinheiro para o balcão e saiu apressado.

 

“Goliardos… Goliardos… sugeria uma sociedade secreta”. Tempicos cravou as unhas na palma da mão. A dor que sentiu deu- lhe a garantia que não estava a sonhar. Chegou ofegante à Praça da Alegria onde um anacrónico piano branco estava afogado no lago. Céptico, perguntou a uma velhota, que passeava um cão, se conhecia os goliardos e, surpreendido por obter uma resposta rápida, ficou a saber que eram “já aí, logo à sua esquerda, ao subir a Mãe d’ Água”. Entrou nos Goliardos – Bar garrafeira e ficou bem impressionado, não era uma tasca manhosa, nem um bar fino para intelectuais. Um espaço pequeno e agradável acolhia apenas duas ou três mesas. Um homem com ar de proprietário saiu detrás do balcão e disse com um leve sotaque: “Estávamos à sua espera. Tenho a mesa preparada ali ao fundo, no pátio”.

 

Tempicos viu-se sentado na companhia de uma tábua de queijos e enchidos, um prato com fatias de pão caseiro, dois copos de pé alto e uma garrafa de vinho tinto. No rótulo “um final de boca persistente e prolongado…” Pressionou com força o polegar esquerdo sobre a serrilha da faca dos queijos até sentir dor e ver surgir uma linha de sangue vivo. Safa! Estava acordado e o “final de boca” dos sonhos era uma premonição. Tempicos nem deu pela chegada da mulher. E que mulher! Uma amazona! Uma deusa! Um toque de ficção científica dado pelos largos óculos escuros e pelo fato de cabedal preto colado ao corpo. Só a palidez do rosto destoava do conjunto, ou talvez não…

 

A mulher, num agradecimento genuíno, cingiu as mãos (e o polegar enguardanapado por causa do corte recente) de um Tempicos embasbacado.

“Obrigada, muito obrigada! Tinha a certeza que viria! Sabe, primeiro foi a minha grande amiga Mary Lou – que Deus a tenha em descanso – que me apareceu, em sonhos, despida e com uma bola de luz na mão direita e me disse, só o Tempicos te poderá ajudar. Nem liguei muito, porque sou pouco dada a estas coisas dos sonhos. Mas ontem recebi um telefonema da Lilly, que está a par de toda a minha vida, e também ela me disse que o senhor era a única pessoa no mundo com capacidade para resolver os meus problemas. Foi ela que me deu as indicações para o poder contactar”.

A mulher falava de rajada, enquanto Tempicos beliscava repetidamente a barriga da perna direita para garantir que estava acordado.

“O meu marido foi assassinado em Janeiro, na nossa casa em Cascais. Morreu degolado, esvaído num mar de sangue. A Judiciária não encontrou ainda respostas. Ajude-me, ajude-me, suplico-lhe! Tenho dinheiro. Posso pagar. Pagar tudo aquilo que quiser. Tenho aqui comigo todos os dados do crime e da investigação feita até agora.”

Finalmente a mulher fez uma pausa, para abrir uma pasta repleta de folhas e fotos. Tempicos pousou os olhos sobre a primeira foto: um homem boiava de bruços, numa piscina interior, a água era vermelha. Tempicos beliscou, uma vez mais, a perna e torceu. Estava, também ele, mergulhado num crime com sangue, muito sangue…

“Ai…, Senhor Tempicos, mas que falta de educação a minha! Nem sequer me apresentei. Chamo-me H…

 

 

 





 

»»» 🔎 VOLTAREMOS NA PRÓXIMA SEMANA, DIA 10 DE MAIO, COM A DIVULGAÇÃO DO CAPÍTULO QUATRO "O CASO DO BANQUEIRO DEGOLADO", DE: ONAÍRDA.

»»» ESTES "CRIMES"..., DA "TPL", COMETIDOS PELOS SEUS "FORA-DA-LEI", FICARAM FAMOSOS... NO "MUNDO POLICIÁRIO"! SE O LEITOR É UMA PESSOA SENSÍVEL... TENHA CUIDADO... AO LER OS OITO EPISÓDIOS DESTA HISTÓRIA... DE FACA E ALGUIDAR! 



 

👌 FELIZ Domingo!

CAPA DA 1.ª EDIÇÃO



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