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quarta-feira, 15 de abril de 2026

"Não há crimes perfeitos!" - Romance Colectivo - 1988🖋️Secção Policiária-Código Secreto-Jornal Barlavento

🧐 POLICIÁRIO 🕵️ 

 


 

Episódios 1 e 2

 


 


        INICIATIVA CONJUNTA foi o título dado, a princípio, àquele que agora se chama “NÃO HÁ CRIMES PERFEITOS”. Trata-se, conforme foi explicado, de um romance escrito por vários policiaristas cuja publicação iniciamos neste número, vindo depois a publicar-se, semanalmente, uma colaboração. Nesta semana ficam duas colaborações para introduzir bem os elementos que compõem esta estória policial. Já temos recebido algumas propostas para continuação da série, que neste momento vai um pouco mais avançada, isto é, está no 11.º capítulo (mini), pelo que, ainda estão abertas as inscrições para este trabalho conjunto, devendo os interessados entrar em contacto com esta secção para a morada indicada acima.

        O conto que deveria ser publicado esta semana fica adiado para o próximo mês, dado que aqueles contos que nos chegaram vieram um pouco tarde em relação a uma selecção cuidada que se impõe.

 

 


1.ª colaboração - "Morte Misteriosa"

(por: DANIEL SILVA)

        “Que história é essa que você me vem contar afinal?! Você acha-me com cara de parvo ou por acaso pensa que eu não tenho mais que fazer?!”

        Foi assim que se exprimiu iniquamente o Dr. Fortes quando eu lhe cheguei perto da vista o lenço ensanguentado que tinha encontrado não longe do sítio onde tinha visto o seu carro parado horas antes.

        Mas, não foi só pelo facto de eu lhe ter mostrado o lenço cheio de sangue que ele me dirigiu aquelas palavras, pois que entretanto eu tinha perdido o tempo entre o momento do achado e aquele minuto em que estava em frente dele para fazer algumas investigações por minha conta e que, por acaso, e passe a modéstia, tinham dado para chegar a algumas conclusões interessantes sobre o possível envolvimento do proprietário do lenço, com o que originara algumas marcas bem fortes no coiro cabeludo de um indivíduo desconhecido na zona, e que aparecera morto não longe do local em que eu tinha encontrado o dito lenço.

        A Guarda Republicana tinha tomado conta da ocorrência, como sói dizer-se, remexera o corpo por todos os lados em busca de algum documento de identificação, mas, nada tinha apurado.

        O indivíduo não era daqueles lados, ninguém o conhecia, e o Cabo da Guarda estava visivelmente chateado por ele ter vindo ali morrer, ou deixar-se matar, em território da sua jurisdição.

        Talvez por ter ficado chateado, não perdera tempo em chamar a Judiciária, e isso tendo em conta também que o assunto ultrapassava largamente a sua capacidade de intervenção e de investigação.

       Assim, e como o indivíduo que ali se finara o deveria ter feito noutro sítio, achava o Cabo que era um grande aborrecimento quebrar-se assim a calma daquela zona, onde, desde que o taberneiro dera um tiro de caçadeira (por acaso sem consequências graves), num indivíduo que andava a tanguear abertamente a sua mulher, nada mais acontecera digno de registo especial, e isto já lá iam um bom par de anos.

 


 

2.ª colaboração - "O Misterioso Dr. Fortes"

(por: JOE LANCE)

        Após ter ouvido as “amáveis” palavras do Dr. Fortes, olhei-o de alto a baixo, dizendo para os meus botões que, embora todos os habitantes da aldeia recorressem aos serviços do médico, que há alguns anos se tinha vindo instalar naquele lugar escondido no meio da serra, ninguém sabia ao certo quem ele era, nem de onde tinha vindo.

        Senhor de uma forte compleição física, reforçada pelo morenão tropical que lhe cobria os poros da pele, o Dr. Fortes nunca deixava escapar uma palavra, onde uma pessoa de inteligência média não poderia deixar de reconhecer a existência de um estudo prévio à sua pronúncia. Parecia esconder qualquer coisa de muito grave, que tinha o máximo cuidado em ocultar.

        Na aldeia corria a história, em que os mais crédulos acreditavam piamente, que o Dr. Fortes vivera na África portuguesa, mais propriamente em Moçambique, e que aí fizera tais atrocidades aos negros que só escapara com vida e regressara a Portugal, após a independência daquela ex-colónia, graças a uma fuga rocambolesca que não ficara a dever nada a qualquer boa história de “suspense”. A crendice local ia ainda mais longe, e afirmava que o exílio do Dr. Fortes naquele ermo, perdido, tinha como objectivo esconder-se dos serviços secretos do novo país, que o procuravam afanosamente para o fazer pagar a dívida que tinha para com a raça negra.

        Abstraí-me dos meus pensamentos e do mito popular que envolvia a personagem, lançando-lhe um olhar dissimulado, mas penetrante. Sem que desse conta, percorri-lhe todo o corpo, como se os meus olhos fossem munidos de uma potente lupa, detendo-me fracções de segundo nos mais pequenos detalhes. Tudo estava normal, exceptuando um pequeno pormenor que logo me intrigou.

        As unhas da sua mão esquerda – a mesma que levantou em tom ameaçador quando me chamou, indirectamente, parvo – estavam cheias de uma finíssima serradura.

        “Não vale a pena zangar-se com o que acabo de dizer. O que for se verá. Não há crimes perfeitos. Deixe que me apresente – disse-lhe estendendo a mão – O meu nome é EFE... EFE Mendes”.

(Continua no próximo número)

 

 


REGRESSAREMOS na próxima semana, 22 de Abril, com o texto do 3.º Episódio, “O lenço comprometedor”, de: M. W. (CDP-Oeiras), publicado na Secção “Código Secreto” n.º 218, Jornal “Barlavento” (5 de Maio de 1988).

terça-feira, 14 de abril de 2026

O "Blogue RO" hoje suplantou as 2 MIL "Visitas"!👀👏 ✌ 👏 As Visualizações Diárias Estão Imparáveis!! 👨👩

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🧐 POLICIÁRIO 🕵️




📰 DEPOIS  de muitos dias consecutivos com mais de mil visualizações, em cada dia, o "Blogue RO", no dia de hoje... superou as DUAS MIL! Fantástico! Muito agradecido aos nossos indefectíveis Leitores, Visitantes, Admiradores e Seguidores!

 

»»» Já, de seguida, vamos iniciar a nossa maratona de publicações do Romance Colectivo "Não há crimes perfeitos!"🖋️ publicado na Secção Policiária - Código Secreto - Jornal Barlavento, em 1988, por um grupo de duas dezenas de entusiastas POLICIARISTAS!   

»»» Saudações Policiárias e Charadísticas «««

O Gráfico RO 🕵️

Repórter de Ocasião

 Luís Rodrigues 🖊