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sexta-feira, 13 de fevereiro de 2026

🔎🌞CONTRA-SENHA FOLHA INFORMATIVA DO NÚCLEO POLICIÁRIO DO BARLAVENTO (NPB) N.º 12 - JULHO 1987


📑TRATA-SE de uma publicação em folha A/4, fotocopiada, dos Anos 80, produzida pelo Confrade "FERMAN" (Fernando Vieira) do então NÚCLEO POLICIÁRIO DO BARLAVENTO (NPB) - uma espécie de Boletim que acompanhou a distinta Secção "CÓDIGO SECRETO" - onde além de evidenciar alguns dos notáveis do POLICIÁRIO e da sua PROBLEMÍSTICA incluiu outros motivos de interesse, sobre as Actividades Policiárias, na Época.

 

CONTRA-SENHA

BOLETIM INFORMATIVO DO NÚCLEO

POLICIÁRO DO BARLAVENTO

1 de Agosto de 1986 a 29 de Fevereiro de 1989

»»» 29 Edições «««




UM ANO A FAZER

A  M  I  Z  A  D  E

        Foi a partir da carta de apresentação NPB 0001 g. de 19 de Junho de 1986 que começou a tomar corpo o Núcleo Policiário do Barlavento, e ao longo de um ano de actividade regular solidarizou-se com o nosso projecto uma significativa parcela dos policiaristas interessados num melhor futuro para a problemística policiária.

        Código Secreto, Contra – Senha, opúsculos e todo o diverso tipo de cooperação nunca negada a outros agrupamentos existentes, podem atestar os desígnios e a capacidade motora que apenas e só uma simples declaração de intenções despoletou, já lá vai um ano.

        Pena é que, em casos felizmente esporádicos, nos tenhamos defrontado com uma certa forma obtusa de não-colaboração, mãos que se deveriam unir e que — todas cheias de si mesmas — se recusam a participar com humildade e total afeição a uma causa que deve ser de todos nós, os que — sem rebuço — afirmamos a nossa presença sempre que a p.p. necessite do esforço tendente a atingir o destaque merecido no campo dos passatempos (ditos) mentais. A arte dedutiva, como vitalizante estímulo para as células cinzentas, nunca reuniu tantas condições em bruto para se afirmar perante a opinião pública e (assim) seduzir um leque cada vez mais representativo de bons aderentes. Mas, ao invés, não são poucos os que receiam estar a assistir a um malbaratar de oportunidades, demasiado individualizadas, tristemente descoordenadas...

        O Núcleo Policiário do Barlavento, desde a primeira hora, tem chamado a atenção dos policiaristas responsáveis para que conjuguem efectivamente esforços. Que não restem dúvidas: se queremos fazer o melhor pela p.p., é preciso trabalhar para isso, tendo presente que na sua essência esta actividade lúdica é, antes do mais, uma escola de amizade.

        A tarefa não é fácil, pelo que continuaremos na primeira linha até que a UNIÃO ENTRE TODOS OS POLICIARISTAS passe de uma velha frase feita a uma nova fase de efeitos, palpáveis e positivos.






M

ANUEL JACINTO GOMES SEMEÃO FARIA (o bom amigo “Faria”) nasceu na Freguesia da Sé, em Évora, no dia 10 de Junho de 1951.

        EMPREGADO comercial, deixou-se “levar” pelo policiarismo em 1975 na secção “Mistério... Policiário” do “Mundo de Aventuras”, começando do por brincadeira... só que o “bichinho” pegou e há 12 anos que não arreda pé.

        NORMALMENTE participa em todas as iniciativas e passatempos policiários e de cruzadismo, o que lhe ocupa alguns dias durante a semana, isto se somarmos as horas “perdidas” aqui e ali.

        TARDAVA a concretizar o sonho de criar uma tertúlia policiária em Évora, mas finalmente esse desejo foi alcançado e, com o contributo de alguns destacados amigos policiaristas da zona, a TPE já é uma realidade.

        APESAR do tempo “gasto” com os passatempos, quando se trabalha por gosto não se cansa e por isso mesmo a sua actividade policiária não esmorece (antes pelo contrário), pelo que, com todos os outros elementos da TPE, certamente muito ainda será de esperar deste alentejano.

        QUE o NPB vá para a frente, são os seus ardentes votos.

 


📝


 Policiário!

O "Blogue RO" tem para oferecer a quem estiver interessado 1 exemplar da "CONTRA-SENHA" N.º 12, datada, de: JULHO de 1987. A referida folha será enviada, gratuitamente, via CCT, a quem a solicitar! 

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2026

POLICIÁRIO para 2026! 🧐 Blogue LOCALDOCRIME 🔍

http://localdocrime.blogspot.com/

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LOCALDOCRIME

 

TORNEIO "SOLUÇÃO À VISTA!" – Problema 1

Torneio de Decifração “Solução à Vista!” – 2026

 

Problema n.º 1

A Vingança, de Paulo

 

 

O DESAFIO DOS ENIGMAS - edição de 10 de fevereiro de 2026

 

EIS A SOLUÇÃO DE AUTOR DO 1º PROBLEMA

 

Ansiosamente aguardada pelos cerca de meia centena dos leitores e seguidores que apresentaram propostas de solução ao problema 1 do torneio de decifração “Solução à Vista!” e do concurso de produção “Mãos à Escrita!”, da autoria do confrade viseense Paulo, publicamos hoje a sua solução oficial e os critérios de presidiram à avaliação e pontuação das propostas apresentadas, cuja classificação geral será divulgada na edição na nossa secção de 20 de fevereiro.


Eis a informação quanto ao nome da vítima, local onde foi morta, e com quantos tiros.

Número de tiros – quatro, sete, oito, dez e doze tiros; Nomes dos mortos – Ana Luísa, Martinho Neto, José Ramos, João Ramadas, Ivo Silva; Localidade onde se encontram os corpos – Beja, Gondomar, Sagres; Maia; Fundão

 

Identificação das distintas informações presentes no texto.

A – Quem levou número ímpar de tiros não foi morto em Beja nem em Gondomar; B – O corpo de Sagres não era o da Ana Luísa nem levou 7 tiros. Levou mais tiros do que o número de letras do nome. (Foi morto com número par de balas); C – Houve quem levasse um tiro por cada letra do nome. D – O corpo que ficou em Gondomar apanhou metade dos tiros do João Ramadas. E – A vítima morta na Maia levou número par de tiros, mas não levou com o maior número de disparos, e não foi a Ana Luísa nem o José Ramos. F – O Ivo Silva foi o que levou menos tiros


Análise dos elementos recolhidos.

1 – O que levou 7 tiros foi morto no Fundão porque

a) O que levou único número ímpar de tiros não foi morto em Beja nem Gondomar (A)

b) O corpo de Sagres não levou sete tiros (B)

c) O corpo deixado na Maia levou número par de tiros (E)

Excluídas as localidades de Beja, Gondomar, Sagres e Maia, resta o Fundão

 

2 – João Ramadas levou 8 tiros, porque

O que foi morto em Gondomar levou metade dos tiros do João Ramadas (D).

Olhando para o número tiros disparados o único valor metade de outro é 4.

Os 8 tiros foram no João Ramadas. O corpo de Gondomar levou com 4 projeteis.

 

3 – O Martinho Neto levou 12 tiros porque houve um que apanhou um tiro por cada letra do nome (C)

Temos: Ana Luísa – 8 letras; Martinho Neto – 12; José Ramos – 9: João Ramadas- 11; Ivo Silva – 8. Como as coincidências de número entre letras e tiros são o 8 e o 12 e quem levou (demonstrado em 2-) 8 tiros foi o João Ramadas, a Ana Luísa já não poderia apanhar com 8 tiros e apenas o Martinho Neto poderia levar 12 tiros.

 

4 – O corpo encontrado em Sagres levou 10 tiros porque

a) Levou mais tiros do que o número de letras do nome do assassino (B)

b) João Ramadas e Martinho Neto já se sabe quantos tiros levaram, e todos têm ou menor número de tiros do que número de letras do nome (8 tiros, 11 letras- em, 2-) ou igual número (Martinho Neto 12, 12, em 3-).

c) Sobram os que levaram 4,7 e 10 tiros e os nomes de Ana Luísa (8 letras), Ivo Silva (8 letras) e José Ramos (9 letras). Os 10 tiros são sempre número superior ao de letras.

 

5 – O corpo encontrado na Maia só pode ser o que levou 8 tiros, porque, (E), não levou o maior número de tiros, e os corpos encontrados no Fundão, em Gondomar e em Sagres (1; 2; 4), também apanharam com número diferentes de disparos. Pode-se então concluir: João Ramadas; 8 tiros; Maia.

 

6 – Com base nestas atribuições apenas falta indicar onde foi encontrado o corpo que levou 12 tiros, e apenas pode ser em Beja. Então, Martinho Neto, 12 tiros, Beja.

 

7 – Em Gondomar apareceu o Ivo, porque quem apareceu em Gondomar levou 4 tiros (2), e o Ivo Silva foi o que levou menos tiros, (F). Fica então, Ivo Silva; 4 tiros; Gondomar.

 

8 – Por exclusão de partes, como o corpo da Ana Luísa não apareceu em Sagres (B), então em Sagres surgiu o José Ramos e a Ana Luísa foi morta no Fundão.

 

9 – Concluindo: os nomes das vítimas, quantos tiros levaram e onde surgiram os corpos. Ivo Silva; 4 tiros; Gondomar. Ana Luísa; 7 tiros; Fundão. João Ramadas; 8 tiros; Maia. José Ramos; 10 tiros; Sagres. Martinho Neto; 12 tiros; Beja.

 


CRITÉRIOS DE PONTUAÇÃO/CLASSIFICAÇÃO

Indicação certa de todas as combinações de “nome, número de tiros, cidade”: 10 pontos.

Indicação certa de 3 combinações de “nome, número de tiros, cidade” + 1 incompleta: 8 pontos.

Indicação certa de 3 combinações de “nome, número de tiros, cidade”: 7 pontos.

Indicação certa de 2 combinações de “nome, número de tiros, cidade” + 1 incompleta: 6 pontos.

Indicação certa de 2 combinações de “nome, número de tiros, cidade”: 5 pontos.

Indicação de 2 combinações incompletas de “nome, número de tiros, cidade”: 4 pontos.

Presença: 3 pontos.

 

Fatores de valorização para atribuição dos pontos especiais: qualidade e clareza da narrativa, originalidade na abordagem ao tema, criatividade nos meios e modos utilizados, imaginação na forma de apresentação da solução, referência a pormenores que não sejam fundamentais para a resolução do problema e enriqueçam a narrativa do ponto de vista literário ou artístico.