PÁGINA CULTURAL DE DIVERTIMENTO

Divirtam-se neste espaço onde não se ganha milhões de euros e ninguém fica rico! Este é um local de diversão e puro lazer onde a única riqueza se granjeia a fomentar e divulgar a amizade, a alegria e a liberdade de expressão — e lucrando-se, isso sim, montes de Companheirismo e Fraternidade! (RO)

domingo, 4 de outubro de 2026

☝ Problemas Policiários Curtos e Soltos! Até dia 16! 🕵

🕵Saiu...Ontem! 

🕵️ Problemística!🧐

 📖🎖POLICIÁRIO em ALTA!! 🔍🎉 

https://momentodopoliciario.blogspot.com/

viroli@sapo.pt

 Saiu Sábado!👀



 Envie a sua Resposta, até dia 16!📝

sexta-feira, 16 de outubro de 2026 - Último dia do prazo!

  

(ali no blogue, mensalmente, no 1.º sábado de cada mês!)

 

| PC - 11 |

O Inspector em Férias...


O Inspector Alfama visitava a Bretanha quando travou conhecimento com Luc Bearnais, poeta, artista de variedades, pintor, enfim um homem dos sete ofícios. Luc era francês e naquela altura servia de guia aos turistas que queriam visitar a Costa Selvagem, com as suas grutas e rochedos metendo-se pelo mar dentro, os seus recifes e locais de beleza surpreendente. O Inspector Alfama, interessado na visita, aderiu também ao grupo de Luc Bearnais : um publicitário, José Leloup, um industrial, José Beny e um joalheiro e coleccionador de arte, Bob Montreux, que se fazia sempre acompanhar de um colar de ouro e marfim de elevado valor . Ao todo, cinco pessoas.

Luc conhecia bem a zona e os quatro homens não escondiam a sua satisfação e o seu espanto pelo espectáculo que lhes era dado ver. Em certo momento, porém, envolveu-os um espesso nevoeiro e o Inspector encontrou-se separado dos outros por densa cortina branca. Com mil cautelas, pé aqui pé ali, foi andando e ouvindo vozes. Vozes abafadas, que o Inspector não conseguia distinguir a quem pertenciam. Em diálogo quase surdo, percebeu que duas pessoas combinavam atacar o joalheiro. Apercebendo-se da situação e nada podendo fazer para a evitar, gritou: — Montreux, atenção! Dois dos seus companheiros vão atacá-lo! Era tarde porém. Um grito estridente, logo abafado pelo nevoeiro, veio até ele.

Passados momentos, o nevoeiro foi-se dissipando. Correram todos para o corpo que jazia sobre os rochedos e com o colar já desaparecido. Claro que não fora nenhum deles... Pelo menos assim o afirmaram sem demora. E o Inspector Alfama também não estava em condições de dizer a quem pertenciam as vozes que ouvira, pois não as distinguira como pertencendo a qualquer dos seus companheiros. Luc Bearnais, que guiava o grupo, afirmou que seguia distanciado mas ouvira de facto duas vozes, sem se aperceber do que diziam. Os outros dois turistas também ouviram vozes de dois homens.


O Inspector Alfama marcou então uma reunião de todos eles na cabana de Luc Bearnais. E aí, gravando o interrogatório com os três homens, apercebeu-se de que não seria fácil a solução do enigma. Até que, de súbito, um elemento novo veio dar a resposta às dúvidas do Inspector... !

Ele sabia finalmente quem tinha sido o assassino.

E você?
Responda, pormenorizando de como chegou a essa conclusão.

 

 
 
Pode enviar as suas respostas até às ...24h00 do dia 16..., 
deste mês de Outubro 2026, para viroli@sapo.pt

No dia 17 será publicada em simultâneo, a solução e assim bem como o desempenho (de 3 a 5) de todos os participantes neste "Problema Curto" e, ainda, a Classificação Geral!

Também será publicada a solução que mais se destacou neste Problema.

 



👏👏👏 UM ENORME APLAUSO PARA TODOS OS CONCORRENTES!

🔦📖🏆🎓🔍🧐 Muitos parabéns e palmas estrondosas para todos aqueles que se esforçam e teimam em manter viva e bem acesa a chama fraterna do POLICIÁRIO, Coordenadores de Sites e Blogues, Tertúlias Policiárias, Secções Policiárias em Jornais, Boletins Informativos e de Entretenimento, Contistas, Produtores e Decifradores da Problemística Policiária!

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O Gráfico – RO 🕵️

Repórter de Ocasião

 Luís Rodrigues 🖊
🔦 Problemística Policiária 🔍


TEMPICOS NO CASTELO DE CHAMBORG - Mais "Crimes"! 🕵 Autores: A. Raposo, Detective Jeremias, Onaírda, Zé Arnes, Inspector Boavida e Nove -- Os Sete Magníficos! 📚 Edições TPL -- 📖 1.ª Edição, Lisboa, Outubro, 2011

📚Aspecto geral de como ficou a nova SALA das PESQUISAS, após as obras de remodelação, onde a "Família MVP", os "Animadores do "Blogue RO"... se reúnem em colaboração e tratam da recolha dos artigos a publicar!📖 

 


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 🔎 Uma homenagem ao cónego Novenat 🔍 

 

Episódio Final de Detective Jeremias

 


(Última cena - Cai o pano)

Tempicos sentiu um frio fininho a descer pela espinha. ’Tava tramado!

O plano magnífico, sem um único defeito, tinha falhado. Sentia-se só, triste e abandonado.

E agora? Como é que poderia sair desta?

Tinha passado os últimos tempos na horizontal, entre a rede espreguiçadeira e a toalha fofa esticada no areal, a beber sumos de fruta tropical e a ver as vistas. Os seus “colaboradores” iam alinhavando as cenas da produção teatral enquanto ele descansava. Estava no seu direito, caramba, pois, bem vistas as coisas, ele é que era o cérebro, o ideólogo, enfim o motor de um sucesso teatral garantido.

Tempicos até já tinha imaginado o seu nome em néon na Broadway. A peça, graças a ele, seria um sucesso de bilheteira. Era uma história com drama e paixão, com um clima espiritual e profano em simultâneo, com um toque de gastronomia e de religião q.b., com crime … ah e não esquecer o nu integral de Anadrá que garantiria o letreiro “ESGOTADO” durante semanas a fio e a venda de bilhetes no mercado paralelo.

Tudo terminara com a entrada de Santi em cena. Ao fim e ao cabo Salvador Santi era o “patrão” de Tempicos e o homem que garantiria o pagamento chorudo por transferência bancária ou em notinhas novas cor púrpura de 500 € perfiladas em maços numa mala de marca. Mas fora precisamente o Santi que metera a boca no trombone ao falar na exploração dos “colaboradores” de Tempicos, na boa-fé de escritores ilustres… patati patatá… Estes tinham conhecimento do negócio. Bom, mais ou menos tudo… Quase tudo… Para falar verdade, todos eles desconheciam que existia uma verba elevadíssima prestes a dar entrada no bolso, ou melhor, no cofre do Tempicos. A Broadway não brinca em serviço.

Por tudo isto os “colaboradores” de Tempicos uniram-se e disseram-lhe a uma só voz: “Queres um final para a história? Encaixa a caneta nos dedinhos e desvenda tu o crime!”.

Agora Tempicos estava metido na chamada camisa-de-onze-varas. Quem poderia ele escolher para culpado do assassinato do Marquês?

Salvador Santi estava fora de causa. Tempicos ainda tinha pensado nele. Mas Santi leu-lhe os pensamentos e, abandonado a sua classe de produtor teatral, sussurrou-lhe uma ameaça velada com voz rouca: “Se me pões como culpado nem vês a cor do dinheiro”.

A Madame de Chamborg e o motorista Joseph d´Ambrósio também não podiam ser acusados. Ela esticada das plásticas e ele chupadinho das carochas não teriam força para jogar ao berlinde, quanto mais para atirar uma seta. Com estes dois, setas só as do Cupido.

Tempicos pensou que poderia incriminar a enfermeira Frau Jeremein ou a cozinheira Arnéss ou ainda o cónego Novenat, mas para falar verdade tinha medo deles. Uma estava armada com seringas gigantescas, outra com facalhões, ou pior ainda, com venenos naturais e o cónego tinha poderes para o excomungar. A Kátinha nem pensar! A sua Kátinha nunca poderia ser a culpada. Era uma questão de princípio!

Restava-lhe o Anadrá. Neste ponto, Tempicos sentiu o friozinho na espinha para cima e para baixo. Imaginou as consequências tenebrosas que lhe estariam destinadas caso tivesse o atrevimento de apontar o Tarzan Anadrá como assassino do Marquês.

Tempicos pensava, pensava. Tempicos desesperava.

Nada de nada, nem uma única pista para encontrar um culpado e um desfecho à maneira.

Finalmente enxergou uma luz ao fundo do túnel. Só lhe restava uma saída. Apesar de preferir os detectives americanos do policial negro, via-se obrigado a optar por uma saída à Poirot.

Convocou todos os envolvidos (com excepção do morto) para a biblioteca do castelo e deu início a uma prelecção. Tempicos fazia acusações e deixava os ouvintes inquietos. É bem verdade que cada um deles tinha culpas no cartório.

Tempicos, implacável, não deixou ninguém falar. Estava prestes a transformar-se no alvo onde se iriam cravar as flechas da indignação, da revolta e da ira do grupo: da marquesa, de Joseph, de Jeremein, de Arnéss, de Novenat, de Anadrá, de Santi e até da doce Kátinha.

Mas ficaram todos congelados, em suspenso, como uma velha cassete-vídeo avariada quando ouviram as derradeiras palavras de Tempicos:

 “Quem assassinou Mendés-de-Chamborziac fui eu, Tempicos, detective Tempicos, o detective-criminoso!”

 

  

 



🔎  COM o Episódio Final de "Detective Jeremias" damos por concluída a divulgação de mais uma odisseia das "Edições Fora da Lei" da Tertúlia Policiária da Liberdade, denominada "TEMPICOS NO CASTELO DE CHAMBORG"! 
 
VOLTAREMOS na próxima SEMANA, DIA 11 de OUTUBRO, dando início a nova aventura da "TPL", com mais uma realização de alto gabarito que julgamos inédita em Convívios Policiários que revela a enorme PEGADA que este insigne grupo de Policiaristas deixou no Policiário há duas dezenas de anos, ou seja, um LEGADO dourado através das suas acções positivas em prol da Problemística Policiária. Memórias inolvidáveis! 
 
2013 – 1.ª Rapidinha Policiária (Junho 2013 - Colectânea de Problemas Policiários do VIII Convívio TPL em Maio 2012)... é a Etapa que se segue... esperando, como sempre, agradar ao Leitor!



 

👌 FELIZ Domingo!




📔BOAS Leituras!