📚Aspecto geral de como ficou a nova SALA das PESQUISAS, após as obras de remodelação, onde a "Família MVP", os "Animadores do "Blogue RO"... se reúnem em colaboração e tratam da recolha dos artigos a publicar!📖
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🔎 Uma homenagem ao cónego Novenat 🔍
Episódio Final de Detective Jeremias
(Última cena -
Cai o pano)
Tempicos sentiu um frio fininho a descer pela espinha.
’Tava tramado!
O plano magnífico, sem um único defeito, tinha falhado.
Sentia-se só, triste e abandonado.
E agora? Como é que poderia sair desta?
Tinha passado os últimos tempos na horizontal, entre a
rede espreguiçadeira e a toalha fofa esticada no areal, a beber sumos de fruta
tropical e a ver as vistas. Os seus “colaboradores” iam alinhavando as cenas da
produção teatral enquanto ele descansava. Estava no seu direito, caramba, pois,
bem vistas as coisas, ele é que era o cérebro, o ideólogo, enfim o motor de um
sucesso teatral garantido.
Tempicos até já tinha imaginado o seu nome em néon na
Broadway. A peça, graças a ele, seria um sucesso de bilheteira. Era uma
história com drama e paixão, com um clima espiritual e profano em simultâneo,
com um toque de gastronomia e de religião q.b., com crime … ah e não esquecer o
nu integral de Anadrá que garantiria o letreiro “ESGOTADO” durante semanas a
fio e a venda de bilhetes no mercado paralelo.
Tudo terminara com a entrada de Santi em cena. Ao fim e
ao cabo Salvador Santi era o “patrão” de Tempicos e o homem que garantiria o
pagamento chorudo por transferência bancária ou em notinhas novas cor púrpura
de 500 € perfiladas em maços numa mala de marca. Mas fora precisamente o Santi
que metera a boca no trombone ao falar na exploração dos “colaboradores” de
Tempicos, na boa-fé de escritores ilustres… patati patatá… Estes tinham
conhecimento do negócio. Bom, mais ou menos tudo… Quase tudo… Para falar
verdade, todos eles desconheciam que existia uma verba elevadíssima prestes a
dar entrada no bolso, ou melhor, no cofre do Tempicos. A Broadway não brinca em
serviço.
Por tudo isto os “colaboradores” de Tempicos uniram-se
e disseram-lhe a uma só voz: “Queres um final para a história? Encaixa a caneta
nos dedinhos e desvenda tu o crime!”.
Agora Tempicos estava metido na chamada
camisa-de-onze-varas. Quem poderia ele escolher para culpado do assassinato do
Marquês?
Salvador Santi estava fora de causa. Tempicos ainda
tinha pensado nele. Mas Santi leu-lhe os pensamentos e, abandonado a sua classe
de produtor teatral, sussurrou-lhe uma ameaça velada com voz rouca: “Se me pões
como culpado nem vês a cor do dinheiro”.
A Madame de Chamborg e o motorista Joseph d´Ambrósio
também não podiam ser acusados. Ela esticada das plásticas e ele chupadinho das
carochas não teriam força para jogar ao berlinde, quanto mais para atirar uma
seta. Com estes dois, setas só as do Cupido.
Tempicos pensou que poderia incriminar a enfermeira
Frau Jeremein ou a cozinheira Arnéss ou ainda o cónego Novenat, mas para falar
verdade tinha medo deles. Uma estava armada com seringas gigantescas, outra com
facalhões, ou pior ainda, com venenos naturais e o cónego tinha poderes para o
excomungar. A Kátinha nem pensar! A sua Kátinha nunca poderia ser a culpada.
Era uma questão de princípio!
Restava-lhe o Anadrá. Neste ponto, Tempicos sentiu o
friozinho na espinha para cima e para baixo. Imaginou as consequências
tenebrosas que lhe estariam destinadas caso tivesse o atrevimento de apontar o
Tarzan Anadrá como assassino do Marquês.
Tempicos pensava, pensava. Tempicos desesperava.
Nada de nada, nem uma única pista para encontrar um
culpado e um desfecho à maneira.
Finalmente enxergou uma luz ao fundo do túnel. Só lhe
restava uma saída. Apesar de preferir os detectives americanos do policial
negro, via-se obrigado a optar por uma saída à Poirot.
Convocou todos os envolvidos (com excepção do morto)
para a biblioteca do castelo e deu início a uma prelecção. Tempicos fazia
acusações e deixava os ouvintes inquietos. É bem verdade que cada um deles
tinha culpas no cartório.
Tempicos, implacável, não deixou ninguém falar. Estava
prestes a transformar-se no alvo onde se iriam cravar as flechas da indignação,
da revolta e da ira do grupo: da marquesa, de Joseph, de Jeremein, de Arnéss,
de Novenat, de Anadrá, de Santi e até da doce Kátinha.
Mas ficaram todos congelados, em suspenso, como uma
velha cassete-vídeo avariada quando ouviram as derradeiras palavras de
Tempicos:
“Quem assassinou
Mendés-de-Chamborziac fui eu, Tempicos, detective Tempicos, o
detective-criminoso!”
🔎 COM o Episódio Final de "Detective Jeremias" damos por concluída a divulgação de mais uma odisseia das "Edições Fora da Lei" da Tertúlia Policiária da Liberdade, denominada "TEMPICOS NO CASTELO DE CHAMBORG"!
VOLTAREMOS na próxima SEMANA, DIA 11 de OUTUBRO, dando início a nova aventura da "TPL", com mais uma realização de alto gabarito que julgamos inédita em Convívios Policiários que revela a enorme PEGADA que este insigne grupo de Policiaristas deixou no Policiário há duas dezenas de anos, ou seja, um LEGADO dourado através das suas acções positivas em prol da Problemística Policiária. Memórias inolvidáveis!
2013 – 1.ª Rapidinha Policiária (Junho 2013 - Colectânea de Problemas Policiários do VIII Convívio TPL em Maio 2012)... é a Etapa que se segue... esperando, como sempre, agradar ao Leitor!
👌 FELIZ Domingo!
📔BOAS Leituras!