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domingo, 19 de julho de 2026

TEMPICOS NO CASTELO DE CHAMBORG - Mais "Crimes"! 🕵 Autores: A. Raposo, Detective Jeremias, Onaírda, Zé Arnes, Inspector Boavida e Nove -- Os Sete Magníficos! 📚 Edições TPL -- 📖 1.ª Edição, Lisboa, Outubro, 2011

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 🔎 Uma homenagem ao cónego Novenat 🔍 

 

CAPÍTULO CINCO 

Regresso de um Passado Nunca Esquecido


De: Arnes

Regresso de um passado nunca esquecido. -Arnéss, Arnéss - entrou cozinha dentro Frau Jeremien como um furacão – Viste o Joseph, preciso urgentemente que me leve à cidade, para me encontrar com um velho amigo que está por cá de visita à “belle France”. Arnéss figura frágil e doce, não tinha acordado nos seus melhores dias. Tinha sonhado que subia a serra do Caramulo ao lado do seu amor de juventude no seu Alfa Romeu e este entre curvas e contracurvas, lhe ia metendo as mudanças. Primeira, segunda, terceira e quarta (naquela altura era as que havia) e não se cansava. Acordou esbaforida e mal disposta, afinal...era mesmo só um sonho. Arrefeceu as entranhas, mas uma fúria pouco habitual foi tomando conta dela. Contrariamente ao seu costume, respondeu de forma ríspida.

 – Frau Jeremien, com esse sotaque arrastado, nem és “chat” nem “chien”. Tu para mim vens de carrinho, já te topei faz tempo. Dei-te uns copitos de Cabeça de Burro bem fresquinho, e foi ver-te a desfiar as aventuras, nas Beiras e nos Centros. Até dançaste o corridinho e o tango enquanto te arrastava para a cama. No dia seguinte só dor de cabeça, não te lembravas de nada, mas tudo que me contaste...isso, isso ainda me há-de ser útil um dia. Para começar, deixas esse ar de galinha emplumada sempre que te diriges a mim e se queres o Joseph, procura-o, sou cozinheira, não sou cão pisteiro de ninguém.

F. J. conforme ia ouvindo, as faces iam ficando rubras, os olhos iam inchando de raiva, mas manteve a postura, disse algo inaudível aos ouvidos de Arnéss, virou costas e saiu tão rápida como entrou.

Arnéss sentou-se e colocou a cabeça entre as mãos. Tinha vindo para o castelo como cozinheira do Marquês, ao qual dedicava verdadeiro afecto e dedicação. Era mais que a cozinheira, pois era na cozinha entre um chá feito de ervas naturais, que o Marquês tirava a sua capa e despia a alma. Mas o destino pode ser cruel, padrasto mesmo e reservou-lhe uma surpresa, da qual não estava à espera. Quando voltou de umas merecidas férias, encontrou o Marquês casado, com uma flausina que metia medo a um susto. Disfarçava as "trombas" com pó de arroz que gastava em doses cavalares e lá ia escondendo as rugas e as marcas das bexigas. Aproveitava-se da doença do marido, para lhe colocar umas armações, que fariam corar os veados do bosque circundante. Só se preocupava com roupas, cabelos, joias e festas deixando o Marquês abandonado dias e dias a fio. Arnéss quando a via posar pelo castelo para a "Carras Francesa", com os seus agasalhos em pele e as suas jóias sobrepostas umas nas outras, que mais parecia um expositor de uma ourivesaria, pensava em como ficaria bem um casaco de tábuas àquela sirigaita, sem berço, sem classe e sem vergonha. Mas o verdadeiro golpe ainda estava para vir. Os patrões foram de viagem a Itália e voltaram com a enfermeira F.J., um calmeirão que se dizia Alemã, mas para ela que tinha passado uns anos na Alemanha, era preciso mais que um carregado sotaque para a enganar, com um belo carro vermelho e...ele. Sim ele, o homem que tinha mostrado a Arnéss todas as linhas da vida, todos os prazeres e delírios a uma menina apaixonada. Jovem, inexperiente e cheia de sonhos, imaginava o dia que o amado acabasse o curso, fosse um mal pago, mas honesto professor e juntos ficassem numa casinha à beira-mar, onde pudessem ouvir o sussurrar das ondas enquanto viam o pôr-do-sol com os corpos entrelaçados. Mas o sonho, tornou-se num pesadelo. Uma verdadeira tormenta chegou no dia em que ela se preparava para lhe dar a novidade. Sim uma nova que tinha guardado por umas semanas, mas não o podia fazer mais. Nesse dia, Joseph (então Zé) chegou eufórico, quase histérico, disse-lhe de rajada: – Concretizei um sonho, vou trabalhar para a fábrica de Maranello, nunca me senti tão feliz, parto amanhã mesmo para Itália. O mundo caiu-lhe nos ombros, a mágoa silenciou-a. “Parto”, disse ele, nem por momentos equacionou partirem juntos, nem lhe perguntou se queria ir com ele, logo a ela que lhe tinha dado o melhor da sua essência. O amor que sentia parece ter sido substituído por um ódio visceral e só lhe disse:

– Parabéns, que sejas muito feliz na tua nova vida.

Virou costas e afastou-se para que ele não visse as grossas lágrimas que lhe corriam pelas faces. Ele nem tampouco a chamou, deixou-a ir e foi a última vez que se cruzaram. Até ao dia que o viu chegar ao volante daquele carro pequeno, com a patroa no banco ao lado...

Não a reconhecera, muito embora achasse que lhe lembrava alguém. Tinha-lhe falado uma vez na Lina, (nome pela qual ela era tratada na juventude) enquanto comia um saboroso e tenro polvo à lagareiro, feito com azeite dos planaltos de Portugal. Nesse dia dissera, que conheceu na juventude, uma miúda que também o fazia magistralmente. Arnéss, ou melhor Lina, tinha sido resumida a uma lembrança de tentáculos.

– Arnéss, Arnéss, sentes-te bem?

Arnéss levantou os olhos e à sua frente estava um preocupado Anadrá. Sabia que ele tinha tido um fraquinho por ela, mas o seu coração estava fechado a sete chaves. Seria melhor, não lhe criar nenhum tipo de ilusão. Era um pouco mexeriqueiro e tinha a mania da perseguição, achando sempre que todos tinham razões para lhe fazer mal, mas no fundo era um bom homem se bem com uns hábitos um pouco estranhos e uma imaginação muito fantasiosa. Muito prestável, o que em Portugal se chamava de pau para toda a obra, também ele vivia amargurado pela recordação de um amor de juventude. Tentou recompor-se e disse-lhe:

– Tudo bem, é só uma dor de cabeça, mas ainda bem que apareces, pois preciso pedir-te uma coisa, já que és um “expert” no assunto. Amanhã ao almoço quero fazer bifes com o meu famoso molho de champignon. Fazes-me o favor de ir ao bosque, apanhar uma cesta dos selvagens, pois estamos na melhor altura para os colher.

A Patroa, a Frau J e o Joseph, gostam tanto, que até se esquecem dos bons modos e rapam o prato – continuou Arnéss quase como se falasse para si própria – Para o Marquês e a Katinha, que não podem comer cogumelos, farei um molho com umas ervas aromáticas que é uma delícia e assim todos ficarão contentes.

Anadrá com um estranho e pouco habitual brilho no olhar respondeu:

– Os teus desejos são ordens para mim e considera feita a minha parte, para que amanhã o almoço seja um divinal repasto. Quanto às tuas dores de cabeça, se calhar era melhor deixares de receber no quarto quem só anda em círculos e não consegue meter a primeira, para entrar na garagem.

Sem lhe dar oportunidade de resposta, Anadrá saiu entre risinhos abafados.

O telemóvel de Arnéss tocou, ela olhou-o e atendeu.

– Estou, padre Novenat, a sua bênção.

– Deus te abençoe minha filha, liguei para saber se finalmente falaste com aquele pecador, desencaminhador de donzelas e mestre em fornecer armações - perdoe-me Pai esta linguagem, mas aquele homem tira-me da habitual Santidade - Disse o pároco entre dentes, coisa que Arnéss por educação fingiu não ouvir.

– Não. Ontem foi ao meu quarto como faz tantas vezes e a cena repetiu-se. Anda por lá às voltas, senta-se, mais uma volta e vai desfiando os seus problemas, as suas angústias. Vai dizendo que se sente cada dia mais fraco, que não sabe se tomou a melhor atitude em vir para o Castelo e lá me vai confessando o que nem a vossa excelência confessa. Conta os passeios que dá com a Madame e as viagens às compras que faz com F.J. Diz que se sente bem junto a mim, que sente uma paz muito grande quando está no meu quarto, pois sou a única que não quer tirar-lhe “forças”. Mal sabe o desgraçado que foi ele que me comeu o “file mignon” e me reduziu ao osso duro de roer, que hoje sou…Vou adiando e começo a achar que nunca lhe contarei Padre. Confesso ter um pouco de receio pela forma como reagirá. Lembro-me que certo dia descobriu, que um amigo o tinha enganado num negócio de carrinhos de colecção e não fosse, outros amigos segurá-lo, temo que nesse dia ele se tivesse tornado um assassino. Vou continuar a ser sua confidente, assim sempre vou observando os “apetites” que ainda possa ter, muito embora enfraqueça de dia para dia.

 – Filha, tens que lhe dizer, tens que lhe dizer, antes que uma tragédia muito maior se abata na tua vida. Ou lhe dizes, ou o afastas para sempre seja de que modo for. O Senhor vai ajudar-te nessa missão minha filha. Ah, e já agora também te quero dizer, que conta comigo para almoçar amanhã.

Arnéss ia dizer algo, mas uns braços pequenos e quentes embrulharam-na num abraço, fazendo com que ela se despedisse rapidamente e desligasse o telefone. Era Katinha, uma menina que veio passar uns tempos ao castelo. Menina meiga e muito dada a afectos, por vezes mal interpretados pelos “gabirus” que coabitavam no Castelo e pelas más-línguas de quem por lá servia.

Arnéss parecia ter sido inundada pelo sol e uma doçura encheu-lhe as faces, levantou-se e retribuiu o abraço e beijou aquelas faces rosadas e cheias de vida. Recomeçou as suas lides habituais enquanto pelo canto do olho, observava Katinha, que estava com ar sonhador, a olhar pela janela. Perguntou-lhe:

– Então minha princesa, que vai fazer hoje?

– Sabe, o Joseph, tem algo que me fascina. Estou a pensar pedir-lhe que sele a égua Alfa e o cavalo Romeu e me leve a cavalgar por entre os bosques, serpenteando o monte que se avista daqui.

– Nãooooo!! - Gritou Arnéss deixando escapar de entre as mãos o monte de pratos Limoges da colecção particular da “madame” que tinha acabado de pegar para colocar na pia. Centenas de estilhaços espalharam-se pelo chão da cozinha.

  


 

 












 

🔎 VOLTAREMOS na PRÓXIMA SEMANA, DIA 26 de JULHO, COM A DIVULGAÇÃO do CAPÍTULO SEIS "As dúvidas de Novenat", De: NOVE.



 

👌 FELIZ Domingo!




📔BOAS Leituras!

sábado, 18 de julho de 2026

☝ Problemas Policiários Curtos e Soltos! Solução! PC-8 📜O DESTAQUE DO MÊS Pertence a ARCO-ÍRIS! 🌈🌈

🕵Saiu...Hoje! 

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Solução e Classificações! 👀


Sábado, 18 de julho de 2026

 


Destaque deste mês para a Solução ao Problema Curto - 08


OS GÉMEOS
* * * * *

Estamos numa manhã, de sábado, com muito calor, 4 de julho de 2026, nos Estados Unidos da América festejam-se os 250 anos da sua independência, no Policiário é dia de aniversário da consagrada “Detective Jeremias” e o “Momento do Policiário” apresenta mais um “Problema Curto”, o n.º 8, desta vez designado como “Os Gémeos...”! No Céu, nada de “Arco-Íris”… porque ele encontra-se resguardado em sua “casa”… a decifrar este problema policiário… onde uma rapariga, numa viagem às Caraíbas, conheceu dois jovens negros, conviveu com um deles na praia, durante a noite… e acabou sendo assassinada, por uma pancada na cabeça, através de uma garrafa de cerveja! Ambos, rapariga e um dos rapazes, foram vistos por testemunhas… na praia… só ela e um deles…, mas apesar dos recipientes encontrados junto do cadáver… terem vestígios de ADN, da vítima e do agressor… proveniente de saliva e impressões digitais… como se poderia provar… quem teria sido o assassino… se os gémeos tinham o mesmo ADN?? E ao correr da pena, o “Arco-Íris”, após leitura, atenta, das imagens, começou a redigir os seus raciocínios pela maneira que se segue:


O primeiro reparo foi verificar que os jovens com quem a rapariga se divertiu eram gémeos de raça negra, mas esse facto não servia para deslindar o caso, ou seja, identificar o assassino porque apesar de serem de raça negra, o seu ADN, por serem gémeos, não se diferencia! A saliva encontrada na garrafa, aquela que parecia ser a prova irrefutável, não servia para identificar o assassino!

Esta é uma questão muito interessante e desafiadora na área da genética forense!

Quando os suspeitos são gémeos idênticos (monozigóticos: (Biologia) - Que provém do mesmo ovo ou óvulo), o ADN nuclear tradicional — que normalmente é usado para identificar pessoas — é praticamente idêntico entre eles, já que derivam do mesmo zigoto. Isso significa que os testes de ADN convencionais não conseguem diferenciar um do outro.

No entanto, há algumas abordagens que podem ajudar a distinguir entre gémeos idênticos:

1. Análise de mutações somáticas: Ao longo da vida, pequenas mutações vão acontecendo nas células de cada pessoa. Em gémeos idênticos, essas mutações podem ser ligeiramente diferentes, criando variações no ADN que podem ser detetadas através de técnicas muito sensíveis, como o sequenciamento profundo (deep sequencing).

O sequenciamento profundo (ou deep sequencing) é uma técnica de análise genética de alta resolução que lê os fragmentos de DNA ou RNA de uma amostra centenas ou milhares de vezes. Esta repetição (profundidade de cobertura) garante uma precisão extrema, permitindo detetar mutações raras ou células tumorais isoladas que passariam despercebidas em métodos tradicionais. É frequentemente utilizado na área clínica e de investigação através de plataformas de Sequenciação de Nova Geração (NGS).

 2. Metilação do ADN e epigenética: Algumas diferenças epigenéticas, como padrões de metilação do ADN, podem variar entre gémeos e, potencialmente, ajudar na diferenciação.

3. Análise do ADN mitocondrial ou outros marcadores genéticos menos convencionais: Embora o ADN mitocondrial seja herdado da mãe e seja igual nos gémeos, em alguns casos pode haver pequenas variações.

4. Outras evidências forenses complementares: Além do ADN, pode-se considerar impressões digitais, imagens de vídeo, testemunhos, entre outros elementos para ajudar na identificação correta.

Portanto, apesar da enorme semelhança genética entre gémeos idênticos, avanços tecnológicos permitem, em alguns casos, encontrar distinções genéticas suficientes para identificar o indivíduo específico.

Humanos, gémeos de raça negra têm ADN diferente que se possam diferenciar?

Depende exclusivamente do tipo de gestação.

Geneticamente, a raça ou etnia não altera o código genético base ou a forma como os gémeos são formados. O fator decisivo é se são gémeos idênticos (univitelinos) ou falsos (bivitelinos):

• Gémeos idênticos (Univitelinos): O ADN é virtualmente idêntico. Não podem ser diferenciados por testes de ADN convencionais.

• Gémeos falsos (Bivitelinos): O ADN é diferente. Formam-se a partir de dois óvulos e dois espermatozoides diferentes, sendo geneticamente como irmãos normais que partilham cerca de 50% do ADN.

Após estas deduções, o “Arco-Íris”, descortinou, também, que os gémeos, negros, um era destro e o outro canhoto, porque pegavam nos copos de cerveja, com mãos diferentes!



Mas tal pormenor igualmente não serviria para resolver o imbróglio do caso porque em termos gerais, o ADN nuclear de gémeos idênticos (monozigóticos: (Biologia) - Que provém do mesmo ovo ou óvulo) é praticamente igual independentemente de um ser canhoto e o outro direito. Isso porque eles derivam do mesmo óvulo fertilizado e, portanto, possuem a mesma sequência genética.

No entanto, a lateralidade (ser canhoto ou destro) não depende apenas do ADN em si, mas também de fatores epigenéticos e ambientais durante o desenvolvimento no útero e após o nascimento. Esses fatores podem influenciar como certos genes são expressos e podem levar a diferenças na função cerebral que determinam a preferência manual.

Ou seja:

- Sequência de ADN: Igual nos gémeos idênticos, independente da lateralidade.

- Expressão gênica e epigenética: Pode variar e contribuir para diferenças como um ser canhoto e o outro destro.

Portanto, o facto de um gémeo ser canhoto e o outro destro não significa que o ADN deles seja diferente; as diferenças emergem principalmente da regulação genética e de influências não genéticas.


Ora, o caso continuava por resolver… mesmo que existissem testemunhas a afirmar que viram a rapariga na areia a confraternizar com um dos gémeos, mas… qual deles?

Provar que o ADN pertence especificamente a um dos gémeos idênticos sem engano é realmente um desafio, pois o ADN nuclear deles é praticamente igual. No entanto, existem algumas abordagens avançadas que podem ajudar a distinguir entre os gémeos:

1. Análise de mutações somáticas: Ao longo da vida, pequenas mutações ocorrem no ADN de cada pessoa. Mesmo gémeos idênticos podem desenvolver diferenças genéticas mínimas em algumas células. Técnicas muito sensíveis de sequenciação do ADN podem detetar essas mutações exclusivas num dos gémeos.

2. Epigenética: Embora o ADN seja igual, a forma como ele é "marcado" (metilação do ADN, por exemplo) pode ser diferente entre gémeos. Estas diferenças epigenéticas podem ser usadas para diferenciar os indivíduos.

3. ADN mitocondrial (ADNmt): O ADN mitocondrial é passado apenas pela mãe e costuma ser igual entre gémeos, portanto, normalmente não ajuda na diferenciação.

4. Outras evidências forenses complementares: Testemunhos, imagens de vídeo, impressões digitais (que são diferentes mesmo em gémeos), análises de saliva ou outros fluidos em locais específicos, etc.

5. Análise de RNA ou proteomas: Em investigação científica, às vezes se estudam diferenças na expressão gênica ou perfil proteico, que pode variar com base em fatores ambientais, mas isso ainda não é rotineiramente usado para provas legais.  

Resumindo: Para provar com certeza que o ADN é de um dos gémeos, normalmente recorre-se a técnicas muito sofisticadas de sequenciamento e análise genética que detetem pequenas diferenças adquiridas após a divisão do zigoto. Além disso, qualquer prova forense deve ser complementada com outras evidências para garantir a identificação correta.


…De repente, quando o deslindar do caso parecia complicado… o “Arco-Íris” que escrevia… escrevia… raciocinava… em base dos seus vastos conhecimentos… abriu-se-lhe uma “luzinha” no cérebro… que fez com que ele pensasse para si mesmo: “Mas… o que estou eu a dizer!? Ora, bolas… é mesmo isto…!! E já sublinhei sem pensar naquilo… a sério!! São as impressões digitais deixadas na garrafa! A história inclina-nos para a saliva do agressor deixada na garrafa assassina, mas SÃO AS SUAS IMPRESSÕES DIGITAIS QUE O INCRIMINAM! E SERÃO ATRAVÉS DELAS… QUE SE DESCOBRE O ASSASSINO! POIS… AS IMPRESSÕES DIGITAIS, MESMO DE GÉMEOS, SÃO DIFERENTES!! QUE COISA…”


Portanto, o caso não seria insolúvel! 

Na verdade, mesmo gémeos idênticos não têm impressões digitais iguais. As impressões digitais são formadas durante o desenvolvimento fetal e são influenciadas tanto por fatores genéticos quanto por pequenas variações ambientais no útero, tornando cada impressão digital única — até entre gémeos idênticos.

Portanto, se houver impressões digitais numa cena de crime, normalmente é possível distinguir a quem pertencem, mesmo que os suspeitos sejam gémeos idênticos.

Resumindo:

- Gémeos idênticos têm ADN nuclear praticamente igual, mas…

- Impressões digitais diferentes e exclusivas para cada indivíduo.

Assim, as impressões digitais podem ser usadas como prova para identificar qual dos gémeos esteve presente num local.

E após estas deduções… seria identificado o criminoso através das suas impressões digitais deixadas na garrafa assassina! Estavam na praia, com calor… não há a possibilidade de o assassino ter utilizado luvas! Seria facilmente identificado, apesar de ser gémeo!

E, de repente, parece que já não havia calor neste infernal 4 de julho!

SAUDAÇÕES Policiárias.

Arco-Íris 🌈

 

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🔦 Problemística Policiária 🔍

 

 

sábado, 18 de julho de 2026


 

Problema Curto  | PC - 08 |

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Os Gémeos
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SOLUÇÃO :

Embora os gémeos verdadeiros tenham de facto, ADN idêntico, as impressões digitais são individualizadas. Não há duas pessoas com impressões digitais iguais. Pese embora o facto de as testemunhas oculares não serem capazes de distinguir os gémeos entre si, as autoridades conseguiram usar as impressões digitais deixadas na garrafa de cerveja para identificarem qual dos gémeos manobrara a arma do crime.

Entender a diferenças entre os métodos:

 

· Impressões Digitais (Papiloscopia): São únicas para cada indivíduo. A formação das cristas e linhas na ponta dos dedos sofre influência de factores como a posição do feto, a pressão exercida e o contacto com o líquido amniótico. Mesmo em gémeos idênticos, os padrões são diferentes, permitindo a identificação INEQUÍVOCA de cada um. Método este amplamente utilizado…!

 

· Teste de ADN (Genética): Gémeos idênticos possuem um ADN praticamente igual, pois derivam da divisão do mesmo óvulo fecundado. O teste de genética forense padrão NÃO CONSEGUE diferenciá-los, servindo apenas para confirmar se são monozigóticos.

A diferenciação só é possível com testes moleculares altamente avançados e caros, que procuram mutações genéticas e epigenéticas únicas, um processo de pesquisa bastante elaborado e logo raramente utilizado, nas circunstâncias de reconhecimento…!


💢 💢 💢 💢 💢 
Arco-Íris - Arjacasa - Bela - Carlinha
Clóvis - Detective Izadora - Detective Jeremias
Detective Verdinha Detetivesca - Dick Tracy  
Inspector 27797 - Inspector Moscardo Inspetor Boavida  
Inspector do Reino - Inspector Ryckyi
Mali - Mandrake Mágico - O Pegadas
Pintinha - Smasher Smile - Os Super Heróis do Policiário
Veni Vidi Vici - Freddy


💢 💢 💢 💢

Paulo



 
 

| GERAL |

(1 + 2 + 3 + 4 + 5 + 6 + 7 + 8)   


 
----- 39 -----
Arjacasa
----- 38 -----
Inspector Moscardo – Veni Vidi Vici
----- 37 -----
Arco-Íris
----- 36 -----
Clóvis
----- 35 -----
Inspector 27797
----- 34 -----
Bela – Os Super Heróis do Policiário
----- 33 -----
Detective Jeremias  Detective Verdinha  – Detetivesca  Mandrake Mágico
----- 32 -----
O Pegadas – Paulo
----- 31 -----
Detective Izadora  Dick Tracy  Mali
----- 29 -----
Inspector do Reino
 Pintinha
----- 26 -----
Inspetor Boavida
----- 21 -----
Columbo
----- 15 -----
EGO
----- 09 -----
Inspector Ryckyi
----- 08 -----
Smasher Smile
----- 05 -----
Carlinha
 Faria  Freddy
----- 03 -----
Agente Silva 

 E porque de um DESAFIO CURTO se tratou… participar, marcando presença, é sem dúvida alguma muito mais apelativo, essa a finalidade, não existindo assim a mais leve pressão de ter que ser-se melhor… ou diferente!


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👏👏👏 UM ENORME APLAUSO PARA TODOS OS CONCORRENTES!

🔦📖🏆🎓🔍🧐 Muitos parabéns e palmas estrondosas para todos aqueles que se esforçam e teimam em manter viva e bem acesa a chama fraterna do POLICIÁRIO, Coordenadores de Sites e Blogues, Contistas, Produtores e Decifradores da Problemística Policiária!

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O Gráfico RO 🕵️

Repórter de Ocasião

 Luís Rodrigues 🖊

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