🔎 Memórias do Policiário – 081 🔍
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Gráfico 🕵️
Memórias do Policiário – 081
“Parabéns a Você!”
= 12 de Março de 1942 =
= 12 de Março de 2026 =
81 EDIÇÕES das Memórias do Policiário – O Gráfico
OITENTA E UMA que se completam com esta edição e, inevitavelmente, com o indispensável anexo da rubrica “PEGADAS” que as acompanham e enaltecem!
TENHO um grande desgosto por, sem querer, magoar alguém, Policiarista e/ou Charadista, por não conseguir escrever sobre todos aqueles que ficaram e estão no meu coração, desde o primeiro momento em me iniciei no POLICIÁRIO… pois, por vezes, a ocasião não surge!
SINCERAMENTE, não tinha pensado, premeditado, elaborar esta edição das minhas memórias sobre o Confrade MAGNO, mas… a oportunidade surgiu… e aqui estou para felicitar este ilustre CHARADISTA, pelos seus 84 Anos, que um dia aderiu, também, ao POLICIÁRIO e fez furor, com decifrações e produções, de superior qualidade, na Secção O DETECTIVE/ZONA A-TEAM, Jornal de Almada, nos Anos 90, evidentemente, do século passado!
EU conheço muito pouco sobre a sua actividade CHARADÍSTICA, mas toda-a-gente sabe que é um dos GRANDES, uma alma cheia de entusiasmado, um gigante baluarte deste entretenimento, para não dizer… ARTE!
SEI que enquanto POLICIARISTA, (*) enraizamos uma longa e duradoura AMIZADE, daquelas que ficam para sempre!
HÁ poucos meses… retomámos o contacto e o distinto MAGNO… hoje… faz… 84 ANOS! Daí esta Homenagem!
POIS… que seja um dia bastante feliz!
ISTO É… O POLICIÁRIO!
SAUDAÇÕES POLICIÁRIAS.
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| Molécula - M. Lima - Magno - Mindogues - Almada - 29 Maio 1994 |
* O POLICIÁRIO (*) também se fez notado e se emancipou, tornou-se fraterno, bastante sério, familiar, único (!) e deveras exemplar, valorizando-se, magistralmente e inequivocamente, repleto de entusiasmo, criatividade, perseverança e fraternidade, graças à participação do Confrade MAGNO em “O DETECTIVE/ZONA A-TEAM” que também marcou presença no “PÚBLICO POLICIÁRIO”!
“O Policiário e o Charadismo são
artes culturais e desportos mentais que geram o desenvolvimento das “células
cinzentas” e têm proporcionado ao longo dos anos, montanhas de camaradagem,
entretenimento e convívio entre os seus praticantes! - O Gráfico
O CURRÍCULO
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E |
MANUEL Magno de Moura Correia nasceu no Funchal, em 12 de Março de 1942.
Aos 13 anos, decifra o seu primeiro problema de palavras-cruzadas, incentivado pelo pai, Francor, e participa nos concursos dos jornais locais, ganhando os prémios mais díspares. Em 1959, por proposta de A.L.C., orientador da secção de Cruzadismo do Norte Desportivo, torna-se sócio da Tertúlia Edípica. Nesse ano, cria a secção Esfinge de Édipo, no Jornal da Madeira, que durará até Dezembro de ‘64, já a cumprir serviço militar em Santarém, onde vem a conhecer o tenente e charadista Aldimas. Em 1960, com Francor, Baby, Anicolina, Horácio e Raf, fundam a Tertúlia Edípica Madeirense.
A partir de 1962, mantém uma relação muito forte com Ordisi, que vem a conhecer na «Festa do Charadismo» de Portalegre, com o pai, após atribulada viagem entre Lisboa e a capital do Alto Alentejo, sob uma temperatura de 45º à sombra. Na «festa» de Alcobaça (1963), é eleito Charadista do Ano. Ainda em 1962, ingressa na redacção do Jornal da Madeira. Entre 1964/66 – época de grandes descobertas pessoais –, cimenta duradouras amizades com charadistas de renome em Lisboa e no Porto, em Maio de 1965, onde faz exames psicotécnicos a 1500 condutores-auto. Em 1966, entra para a redacção do Diário de Notícias, Funchal, funções que acumula entre 1968/1975 com a entrada no Banco Lisboa & Açores. Em 1990, é convidado para o Dep. de Imagem do Banco, em Lisboa. É o autor do slogan «Queres dinheiro? Vai ao Totta!», remate de uma história em BD, produzida em 1989, para lançamento do «Totta Estudante», depois aproveitado na publicidade do Santander Totta.
Seguindo o exemplo de Diro Nino, nos primórdios de ’70 dá explicações de cruzadismo nas aulas de Português do curso nocturno da Escola Técnica do Funchal.
Na pré-reforma, intensifica a sua actividade charadística, e faz uma incursão no Policiário (*), como Ordisi, Diro Nino, El Nunes, Aldimas e outros charadistas, período áureo na conquista de prémios, os quais vai oferecendo a alguns jovens da época.
Além do Norte Desportivo, colaborou no Almanaque do Recife, Diário Insular de Angra do Heroísmo, Jornal do Exército, Lume no Olho, A Charada, Diário de Coimbra, Voz do Mar, Campo de Jogos de Zepote, Jornal de Almada, Cantinho de Marsil. Dirige, desde 1994, a secção Tempo Livre de O Bancário, e colabora na Agenda Doméstica da Porto Editora, Ecos de Braga, O Charadista. Em 1997, é eleito membro da Direcção da Tertúlia Edípica, juntamente com Donanfer I, Amon, Zepote e Jeco. Desde 1912, dirige O Charadista e preside à Direcção da Tertúlia Edípica de Lisboa.
Com sua mulher, é autor do Dicionário Prático de Locuções e Expressões Correntes, publicado em 2007, com 2.ª edição aumentada em 2008.
Nota do Blogue RO: - Este currículo do MAGNO foi publicado na Revista O CHARADISTA.
https://reporterdeocasiao.blogspot.com/2025/10/um-tropecao-31-anos-depois-27out1994.html
https://reporterdeocasiao.blogspot.com/2025/10/poligraficos-1991-1996-trofeus-o_18.html

✌👏🔎🎓📑 “Nada é eterno, inalterável, constante, tudo muda..., mas a resiliência do Policiário em Portugal, nascida em 1927 e eternizada por “SETE DE ESPADAS” (JOSÉ MANUEL PIEDADE THARUGA LATTAS”) em 1975, no meio de outros (descendentes) cultores -e são bastantes! -deste interessante, sublime e inquestionável desporto mental revelador de capacidades distintas intelectuais, é de todo mágica, fantástica e inolvidável e ainda estará longe o dia... em que cessará inequivocamente todo o seu dinamismo conversor, acima de tudo, deveras e de sobremaneira, de amizades longas e duradouras de vidas com paixão aliadas ao conhecimento, cultura e fraternidade! – O Gráfico (2023)

“No Policiário, a competição é uma maneira de animar a confraternização. Mais do que pontuações, nós gostamos de investigações! 😁
– Vic Key (Bombarral)

MAGNO e O GRÁFICO - Almada - 28 de Maio de 1995
ESTE TALVEZ TENHA SIDO O 1.º PROBLEMA POLICIÁRIO ESCRITO PELO POLICIARISTA MAGNO
in
http://clubededetectives.pt/p_magno_19930702.html

Autor
Data
2 de Julho de 1993
Secção
O Detective - Zona A-Team [185]
Publicação
Jornal de Almada
A FAMÍLIA JEREMIAS E O PASSEIO AO CC BELÉM
Magno
No Centro Cultural de Belém foi inaugurada no último fim-de-semana uma grande exposição de pintura, que reúne obras dos mais famosos mestres. Para a sua montagem, foram convidados os mais célebres especialistas neste campo.
O sr. António Jeremias, caixeiro na «baixa», de 32 anos e estatura normal, convenceu a mulher, D. Maria, que rondava a mesma idade, baixota e doméstica, a irem nessa altura ao CC Belém, pois já tinha ouvido dizer que nas redondezas fora instalada uma feira popular. E, já agora, levavam a filha, Carla, de 12 anos, anã, que frequentava a escola secundária do bairro.
Depois do almoço, a família Jeremias abalou para os lados dos Jerónimos entusiasmada com a ideia de passarem uma tarde agradável, junto de um dos mais famosos pilares da arquitectura europeia contemporânea. Quando ali chegou foi a decepção total. Afinal, não havia feira, só um carro ou outro para venda de pipocas e gelados.
O caixeiro, desanimado, queria regressar, mas a mulher – que só podia passear no fim de semana – virou-lhe o juízo e arrastou-o e à filha para o Centro, pois tivera conhecimento que tinham gasto milhões e milhões a construir aquilo, pelo que era natural que lá houvesse alguma coisa digna do se ver.
E assim, foi, mas o único sector aberto ao público era onde estava patente a exposição. Mesmo assim lá entraram, muito embora não se interessassem muito por este género artístico. Havia pouca gente… e a medo lá foram espreitar.
À entrada do salão da esquerda e ao observar as obras expostas na parede à direita, todas à mesma altura do tecto, a D. Maria, que se encontrava a poucos metros de distância, ao apreciar as lindas molduras ao alto virou-se para o marido e observou: – Olha António. Se reparares bem, a parte de cima destes quadros está a inclinar-se para o lado esquerdo, até ao fundo! Vê bem querido, mas que coisa!?
O sr Jeremias, não ligou ao desabafo da mulher, enquanto a filha ruminava para consigo a razão do comentário da mãe. Saíram logo do salão e passaram ao da direita, pouco passando além da porta. Aí Carla, ao olhar para os quadros suspensos na parede da esquerda, com a mesma disposição, segredou, temerosa de alguma repreensão: – Olhem! Nestes, a parte inferior da moldura está a subir para a direita. Como é possível?! A mamã enganou-se – argumentou a rapariga, esperando uma resposta dos pais, mas ambos fizeram ouvidos de mercador.
O pai Jeremias já estava a ficar incomodado com os comentários das mulheres. – Que raio de coisas vieram elas descobrir aqui!» pensava ele, desejoso de se pôr a andar dali para fora. E assim fez. Aprontavam-se para deixar o Centro quando, ao passar a meio de um dos corredores, o sr. António reparou que uma porta dava acesso a outra sala de exposição. Por curiosidade, abeirou-se. Aí à entrada e olhando para a parede em frente, ao fundo, não conseguiu aguentar por mais tempo a sua indisposição pelas observações das suas companheiras e exclamou! – Olhem bem! Pelo menos aqueles estão todos direitos, na horizontal! Não se inclinam, nem sobem!
E, abruptamente, deu meia-volta e com a família deixou o CCB a caminho de casa, numa discussão acalorada, não só devido à inexistência da feira, onde poderiam ter passado um bom bocado da tarde, como pela fastidiosa visita à exposição e às críticas tecidas por cada um.
Quem tinha ou não razão e porquê?

http://clubededetectives.pt/p_magno_19930702s.html
Autor
Data
29 de Outubro de 1993
Secção
O Detective - Zona A-Team [194]
Publicação
Jornal de Almada
A FAMÍLIA JEREMIAS E O PASSEIO AO CC BELÉM
Magno
Todos os elementos da família Jeremias têm razão. É uma questão de perspectiva.
No 1º caso, a linha visual desce para a esquerda, no 2º a linha visual sobe para a direita; no 3º caso é mesmo horizontal. Estas linhas visuais, encontram-se todas quando projectadas no espaço.
O Gráfico (RO)
Blogue RO – 12 de MARÇO de 2026
https://reporterdeocasiao.blogspot.com/







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