🧐 POLICIÁRIO 🕵️
Episódio 14
14. ª colaboração - "Bomba"
(por: MED VET)
É verdade, apesar de me considerarem quase um anti-cristo, não me parecia que fossem tão longe. Mas, quem sabe!... Como se me tivesse lido os pensamentos, Vargas replicou:
- Há aqui qualquer coisa que nos escapa. Quem teria interesse em comprometê-lo? Você é uma visita habitual aqui, mas o sujeito que desapareceu não o era, pelo menos ninguém afirmou conhecê-lo... Talvez tenha vindo encontrar-se com alguém de fora?
Deixei-o a falar sozinho e fui buscar mais café. Enquanto estava no cubículo que servia de cozinha ao Posto da GNR ouvi o telefone tocar na sala onde ficara o agente. Antes que eu pudesse dar meia-volta este já levantara o auscultador e, com um gesto, impôs-me silêncio.
- Está lá?... É o próprio... Ah, sim... O quê?! Está doido?!... Está bem, está bem... Vou já para aí! Não o deixe sair daí, ouviu?!
Virou-se na minha direcção. O seu rosto impassível estava muito pálido e de olhos esgazeados.
- Não vai acreditar... Era o Seromenho -a dizer que está no Posto de Socorros o homem assassinado, quero dizer, o primeiro cadáver que, pelos vistos, não o era… pois está vivo!
(Continua no próximo número)
REGRESSAREMOS na próxima semana, 15 de Julho, com o texto do 15.º Episódio, “Recordações da casa dos mortos”, de: MED VET, publicado na Secção “Código Secreto” n.º 230, Jornal “Barlavento” (28 de Julho de 1988).






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