📚Aspecto geral de como ficou a nova SALA das PESQUISAS, após as obras de remodelação, onde a "Família MVP", os "Animadores do "Blogue RO"... se reúnem em colaboração e tratam da recolha dos artigos a publicar!📖
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E tudo acabou, inesperadamente, bem!!!
Quando o telefone tocou naquela esquadra do vale do Loire, o gendarme que o atendeu estava muito longe de imaginar que a sua hora de almoço estava irremediavelmente estragada:
– O Marquês de Chamborg está morto! Foi assassinado, há minutos, no seu couto de caça. Encontrarão o corpo a 200 metros do caminho florido, para sul da curva da pedra dos mistérios.
– Quem fala?
– Bonjour, mon ami...
O polícia deu o alarme e a patrulha saiu.
Não foi difícil encontrar o que restava daquele que tinha sido o Senhor de Chamborg. Isolaram o local, identificaram os seus próprios sinais e chamaram os patologistas e a polícia científica.
O quadro era sinistro, mas impressionante! De pé, o Marquês tido sido, literalmente, pregado a uma grossa árvore, por uma seta que o atravessou e se incrustou no velho tronco!!! Apesar dos seus defeitos e das suas (muitas) limitações, o Senhor de Chamborg saiu da vida em grande estilo e com dignidade – morreu de pé!
De pé e dando uma trabalheira à equipa técnica, para o tirar de lá, sem corromper as provas. E lá foi ele e parte do tronco para a morgue. Pobre Marquês... Até depois de morto foi um fardo pesado!
Abreviando os pormenores, a polícia não identificou o autor da chamada e apenas detectou, na seta, um aroma muito agradável a perfume Juliette Greco, cujo frasco foi encontrado no castelo.
No chão, ainda fresco da forte chuvada da véspera, foram encontrados dois pares de pegadas diferentes, que paravam a 30 passos do corpo. Um, feminino, a Oeste, compatível com botas de cavaleira. Um rasto leve, do caminho até uma pedra alta, e outro, de regresso, muito apressado, ao caminho.
O segundo, a Leste, de um homem, calçando botas com polainitos de xadrez. Rastos calmos, tanto à ida como à vinda (em relação ao caminho). Do caminho até à estrada que passava em frente da porta do Castelo, apenas um rasto de ida das mesmas botas de cavaleira e um rasto de ida e volta das botas masculinas bem conhecidas.
O mais potente dos arcos da colecção do Marquês foi encontrado, escondido, entre o corpo e o caminho, sem outros sinais (impressões digitais, ADN) para além do mesmo perfume.
Ao longo de todo caminho florido, rastos de largos pneus italianos, desde o início (estrada em frente do castelo) até ao fim (estrada municipal que levava à cidade). Rastos erráticos, ziguezagueantes, com arranques e travagens fortes e muito frequentes, muitas idas à relva lateral e passagens demasiado perto de bastantes árvores, descascadas e com fortes marcas de tinta vermelha...
O Comissário tocou a reunir os moradores do castelo e recolheu os seus depoimentos:
Joseph, Frau Jeremein e Arnéss tinham saído, no Alfa, cedo, para a cidade, dispensados por Madame. Fizeram compras, almoçaram, conviveram, comentaram as últimas da vida castelã. Ao regressarem, depararam com o aparato da polícia. Souberam as (tristes) notícias e tentaram contactar Madame, pelo telefone, sem sucesso. Avisaram Anardá, que se encontrava, desde o nascer do sol, do outro lado do Castelo, longe, a dirigir uma plantação de tomates. Conseguiram falar com Novenat, que se estava, desde a véspera, em retiro, numa reunião com o Bispo, na cidade.
Kátinha regressara a Portugal, 3 dias antes. De Tempicos nada sabiam, pois não tinham autorização para o contactar.
Ao entrar na garagem, Joseph deu por falta do tesouro – o Ferrari! Ficou em pânico, pois Madame conduzia mal e nem lhe passava pela cabeça que mais alguém tivesse acesso ao comando do carro. A não ser que Madame o tenha emprestado a alguém, pensou, ao reparar num pedaço de pano de xadrez, junto à porta da garagem. O carro foi encontrado, mais tarde, em estado mais que lastimável, no aeródromo local, de onde partira, há muitas horas, um rapidíssimo jacto particular, fretado.
Joseph ficou louco. Não sabia quem era mais criminoso – se quem matara o Marquês se quem desfigurara aquela obra dos deuses...
Organizou-se um comité de sobrevivência, comandado por Frau Jeremein e Arnéss, até esclarecimento completo da situação...
Dias depois, chegaram a polícia, o advogado do Marquês e o notário. Por eles souberam que todas as contas do casal de patrões (locais e internacionais) tinham sido transferidas, na véspera da morte, para destino protegido por sigilo bancário. Das centenas de milhões de Euros, nem um cêntimo...
Quando foi lido o testamento, foi a surpresa total. O marquês, casado em comunhão de adquiridos com Madame Point (Lilly, para os amigos), nada lhe deixara – zerinho! 50% dos bens para Novenat; 30% para Frau Jeremein; 20% para dividir entre Anardá e Arnés. Para Joseph, nem uma palavra quanto mais dinheiro!!!
Posto tudo à venda (e era muuuito!), rapidamente um multimilionário texano (conhecido produtor de petróleo) adquiriu o lote inteiro. Dividiram a “massa” e foi cada qual à sua vida:
Novenat (a eminência) é, agora, bispo da sua diocese. Instalou o Paço num convento de freiras e continua a divulgar a sua mensagem, confessando quem lhe aparece a jeito.
Anardá (o leal) seguiu Novenat e é o chefe da sua “Casa Civil”. Não tem mãos a medir e já não precisa de binóculos.
Jeremein (a firme) foi tirar um curso de Investigação Criminal a Nova Iorque e passou com tal distinção que é, actualmente, presença indispensável nos maiores cursos e colóquios mundiais sobre a matéria.
Arnéss (a doce) investiu tudo numa Escola de Hotelaria, no Norte de Portugal, frequentada pelos melhores “chefs” do mundo, em cursos de formação e actualização. Prepara-se para ser dona de um clube de futebol e pugnar por arbitragens mais isentas.
Kátinha (a louca) anda na vida ... dela! Faz que estuda Relações Internacionais, mas só frequenta as aulas práticas.
Joseph (o utópico) voltou à Ferrari. É ele quem manobra o lollipop (aquela esfera de metal que, quando levantada, manda o piloto de Fórmula Um voltar à corrida, após mudança de pneus, nas boxes). Fica irreconhecível com aquele capacete de astronauta, mas eu sei que é ele e está feliz...
Madame Point (Lilly, a recauchutada) está onde todos calculamos – num paraíso fiscal, sem acordo de extradição com a França, nadando em piscinas douradas, rodeada do seu harém...
E Tempicos (o bom malandro)? O que faz Tempicos? Por onde anda Tempicos?
👌 FELIZ Domingo!
📔BOAS Leituras!










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