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sábado, 7 de novembro de 2026

🕵️O POLICIÁRIO no Jornal de Almada (1985 a 1997)📰

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Secções Números 3 e 4

(19 de Julho e 16 de Agosto de 1985) 

 

  

Conto curto

«O INIMIGO»

por: GANELÃO

        A mulher abriu os olhos, imóvel, tensa, tentando localizar na sombra do quarto o seu inimigo. Susteve a respiração, num segundo infinito. Silêncio absoluto...

        Ter-se-ia equivocado?... Mas tinha a sensação nítida de que acordara com a presença incómoda do seu inimigo, na intimidade do seu quarto...

        Ansiosa, aguardou. A arma sobre a mesa de cabeceira atenuava a inquietude que a perturbava... Mas havia que detectar o intruso antes de ser atacada por ele...

         Havia duas noites que despertava com aquela sensação esquisita. Ele conseguira entrar no seu quarto de dormir… Acendera a luz, e estava só... Será que sonhara, ou estava a ficar doida com aquela perseguição desconcertante?...

        Quase lhe apeteceu gritar quando constatou, de novo, o rumor do seu inimigo, movendo-se nas trevas. Não havia qualquer dúvida. Estava ali, o maldito. E ela não sonhava; estava bem acorda…

        Muito lentamente, quase a medo, estendeu a mão, tacteando, em silêncio, a arma... Empunhando-a com a mão direita, com a esquerda buscou o comutador, sem premir, o dedo em cima... E esperou, outra vez, que no silêncio sepulcral do quarto se tornasse a ouvir o ruído denunciador da presença do seu terrível inimigo…

         Segundos que eram Séculos... Concentração que era ansiedade...

        Aí estava!…

        Bruscamente premiu o botão e disparou a arma na direcção do rumor que escutara...

        Vitória!!!... O spray acertara em cheio na melga zumbidora que, havia duas noites, a não deixava dormir...

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CRÓNICAS DE UM DETECTIVE COM ASPAS

Por: Ferman (Portimão)

 

        A vítima tinha sido assassinada, sendo morta por quem lhe pôs termo à vida, ou seja, pelo criminoso.

        O Detective Tapadas foi chamado a resolver o caso, primeiro porque não havia na P. J. mais ninguém disponível, segundo pelo mesmo motivo e terceiro porque não há duas sem três.

        Tomando nota de todas as indicações existentes, depressa chegou à conclusão que não podia concluir rigorosamente nada.

        Contudo, uma das coisas que mais intrigavam Tapadas era não existir nadinha intrigante em todo este homicídio.

        A dúvida que se lhe colocava era não haver um único ponto de interrogação a exclamar...

        Deu o trabalho por encerrado, escrevendo no relatório: Florival Almôndegas de Bronze, talvez do sexo masculino, morto; motivo — se calhar algum; Móbil — possivelmente, sim; Causa — morte por falecimento; Observações — bem tentei, mas não dei por nada; Indicações — enterrá-lo quanto antes.

Ferman/TPA

 

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        Colaboraram nestas duas edições:

        — The Punk

        — PRMS

        — Maria do Carmo

        — O Gráfico

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        A SECÇÃO n.º 4 apresentava um problemas policiário... cujo texto e respectiva solução podem ser visualizados no "Clube de Detectives".

http://clubededetectives.pt/p_excalibur_19850816.html

http://clubededetectives.pt/p_excalibur_19850816s.html

RO - O Gráfico

 

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