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CAPÍTULO DEZASSEIS
Toda a Verdade Sobre as Mulheres da Família Purificação
De: Inspector Boavida
A verdade é como o azeite, vem sempre à tona. A mentira, por mais bem orquestrada e repetida, jamais vence a força robusta da verdade. Esta constatação não é de ontem ou de hoje. É de sempre. Toda a gente sabe isto.
O que ninguém sabe é quem lucra com as falsidades, como aquelas que têm ensombrado a vida de Kátinha e a memória da sua saudosa mãe biológica e da sua adorada tia Mary Lou. A explicação pode estar na dor que causa a inveja e na azia que ela provoca nos que sofrem desse mal. É essa maldita dor que move quase sempre usurpadores, falsários, pessoas que fazem da maledicência a sua arma de arremesso contra a honra e o bom-nome dos vencedores da vida.
E cada uma daquelas meninas venceram na vida, cada uma à sua maneira, ultrapassando com arreganho, denodo, coragem e determinação, todas as armadilhas lançadas por diáconos de belzebu, detectives falhados, blogers ressabiados, tifosis frustrados e terríveis malandrins que vestem pele de búfalo manso.
Basta de mentiras! As notícias que nos chegam dos mais prestigiados órgãos de comunicação do Estado de Nova Iorque repõem toda a verdade acerca de tudo o que à distinta família Purificação diz respeito, deitando por terra as mais horríveis e maquiavélicas atoardas que alguns energúmenos têm posto a circular entre nós. Kátinha não é, nem nunca foi, barriga de aluguer; Nélinha só amou um homem na vida; e Mary Lou morreu virgem! Todas elas eram dadas à brincadeira, amigas do convívio e da camaradagem, disponíveis para uma conversa a dois em noites calientes à luz do luar, mas jamais qualquer delas teve um comportamento frívolo, algum devaneio ou um só momento de fraqueza feminina. Elas souberam sempre preservar a honra, o respeito e a moral.
Kátinha só será mãe quando encontrar um amor para toda a vida; Nélinha levou para a cova o segredo de um amor por consumar, sofrido em terras do norte de Portugal; e Mary Lou amou em português… o mesmo homem que sua irmã amou.
Este homem, interpretado por um irresistível e talentoso galã norte-americano que dá pelo nome de Brad Pita, atravessa quase todo o espectáculo agora em ensaios finais num velho teatro da Broadway, encarnando o amor, todo o amor, que as duas manas gozaram em vida de forma plena, mas… platónica.
Este homem do norte português, respeitável cidadão, fidelíssimo chefe de família, amante das artes do palco, acabaria também por seduzir involuntariamente a jovem Kátinha, que se perdeu de amores assim que o viu, numa amena tarde de um não longínquo mês de Maio, num convívio de amigos realizado em verdejante quinta na Serra da Arrábida. Todos os outros homens, interpretados por velhos canastrões, não passam de novenas sem chama, rosas cor de raposa sem picos, bichos travestidos de críticos de pena romba, machões sintrenses de pavio curto, e outros fanfarrões de igual quilate, que não souberam merecer a amizade sincera e desinteressada das mulheres da família Purificação.
As Memórias de Nélinha, que em breve veremos nos palcos portugueses, reporta episódios caricatos vivenciados pela adorada mãe de Kátinha, que suportou com santíssima benevolência as mais absurdas e indecentes propostas libidinosas de gente sexualmente quase tão inofensiva quanto eunucos balofos à beira de Vénus desnudada e ávida de prazeres carnais. Tudo começou na planície alentejana, quando as duas inseparáveis manas, adolescentes formosas e belas, foram raptadas por uma velha bruxa de Grândola que levou Mary Lou (Maria Luísa) para os States e abandonou Nélinha num convívio policiário. Melhor sorte teve Mary Lou.
Nélinha ficou nas mãos de gente menos recomendável. Enquanto a bela actriz lusa vivia momentos de glória nos palcos e brilhava nas telas dos cinemas norte-americanos, a sua irmã perdia-se em cenas pouco edificantes, que culminaram com a sua morte. No Museu do Teatro, em Lisboa, um ser abjecto e impiedoso, envenenado por ciúmes, espeta-lhe uma faca no peito.
Mas a peça não acaba aqui. Na última cena do espectáculo, Nélinha, envolta em fumo e luzes multicores, levita rumo aos céus, onde o Senhor e os seus Santos protectores a esperam de braços abraços e com longo sorriso de paz. Uma mulher como ela é imortal! E a cena da sua ressurreição parece tão real, que os seres mais insensíveis não deixarão de experimentar uma estranha sensação do divino.
Mas o que é mais estranho, curioso e inexplicável é que, no dia em que esta cena foi ensaiada pela primeira vez, a campa da mamã de Kátinha foi encontrada aberta e a sua urna vazia. Nesse mesmo dia, a jarra de porcelana branca onde haviam sido depositados os restos mortais de Mary Lou tombou e as suas cinzas foram levadas pelo vento. Confrontada com estes dois acontecimentos, Kátinha, em lugar de ficar destroçada, ergueu um olhar aos céus, esboçou um sorriso doce, terno e cúmplice e balbuciou uma misteriosa frase, que pareceu vinda das suas entranhas: «bem-vinda mamã, bem-vinda titi».
👌 FELIZ Domingo!
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