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quinta-feira, 16 de abril de 2026

👣 Primórdios da Problemística Policiária Portuguesa »»» PPPP »»» CORREIO POLICIAL - Domingos Cabral ☝ (Re)publicação -- "CORREIO POLICIAL" de: 08.OUT.2021 3.ª Parte PPPP - A. Araújo Pereira 🕵Problema Policial


# UM dia depois do prometido, por uma questão de apresto, damos início ao 3.º CICLO da continuada divulgação dos Primórdios da Problemística Policiária, designado como CICLO A. ARAÚJO PEREIRA - "PROBLEMA POLICIAL", publicados na Secção "CORREIO POLICIAL", Jornal "CORREIO DO RIBATEJO", sob a Orientação do "Inspector Aranha" (Domingos Cabral).


 

🧐 🕵️ Primórdios da Problemística Policiária Portuguesa...👣👣 🔍

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 *** 57.ª Edição! 🎓 📖

 

 

PRIMÓRDIOS DA PROBLEMÍSTICA POLICIÁRIA PORTUGUESA

POR: DOMINGOS CABRAL - CORREIO POLICIAL

 

3.ª PARTE - PROBLEMA N.º 1 

CICLO SECÇÃO "PROBLEMA POLICIAL"

- DE A. ARAÚJO PEREIRA 

 

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SEMANÁRIO JUVENIL

“O MOSQUITO”

             

        Damos hoje início à terceira (e última) parte dos “Primórdios da Problemística Policiária Portuguesa” que temos vindo a publicar há já alguns meses. E assim, e durante mais algumas semanas, será a história da secção que foi denominada “PROBLEMA POLICIAL” – que, com início em 3 de Dezembro de 1940, conheceu a sua existência nas páginas da revista juvenil “O MOSQUITO” – que aqui irá ser objecto da nossa atenção.

        E ao começarmos ao fazê-lo é de toda a justiça manifestarmos o nosso reconhecimento ao “velho” amigo e prestigiado policiarista João Artur Mamede (“Jartur”) pela importante colaboração prestada com a cedência de grande parte do material que iremos reproduzir neste terceiro capítulo dos "Primórdios" – ele que, não por acaso mas pelos vastos conhecimentos que possui sobre as temáticas da problemística policiária e da banda desenhada, é o grande “timoneiro” do "Arquivo Histórico da Problemística Policiária Portuguesa”.

        Reproduzimos seguidamente o que ele oportunamente escreveu sobre a Secção agora em apreço – “PROBLEMA POLICIAL” – que, dirigida por A. Araújo Pereira, o “MOSQUITO” divulgou:

 

        “Em 18 de Novembro de 1940, a EDITORIAL ORGANIZAÇÕES, LIMITADA”, que já desde Janeiro de 1936 editava o jornal de histórias ilustradas “O MOSQUITO”, lançou o n.º 1 duma nova publicação do mesmo formato, semanário, mas de características diversas, com o título “Mosquito Magazine” e com o estatuto de conter UM POUCO DE TUDO PARA TODOS.

        Inseria, nas suas 20 páginas, poesia, contos, anedotas ilustradas, artigos de cultura geral, curiosidades do mundo, lavores femininos, e uma secção para a propaganda da Arte Charadística, designada “CHARADISMO”, dirigida por “IRMÃOS UNIDOS” (Africanista e Raspa).

        Mas, a partir do seu n.º 3, publicado em 3 de Dezembro de 1940, os desportos da inteligência e da cultura, que até ali apenas as Palavras Cruzadas e o Charadismo, passaram a ter também a companhia de uma nova secção, ladeada pelas colunas de Xadrez e Bridge.

        Entre o cabeçalho ilustrado por uma máscara negra, e o quadro onde se inseria o problema n.º 1, sem título, escrevia-se um curto texto de natureza explicativo:



Nesta secção expomos à inteligência dos nossos leitores um curto conto ou enigma policial. Com um pequeno esforço de raciocínio e imaginação podem sem dispêndio, formar uma pequena biblioteca, pois entre os que nos enviarem as soluções exactas, sortearemos alguns bons volumes de literatura policial.

        O que publicamos hoje é um problema fácil que parece difícil ou um problema difícil que parece fácil?

        Tem a palavra o leitor.

        O prazo para a entrega das soluções é de 15 dias para o Continente e de 1 mês para as Ilhas e Colónias.



*** PROBLEMA N.º 1 ***

        O inspector da Polícia, Rosan, é chamado ao Restaurante X, onde pelas 10 horas da noite; num gabinete particular, é encontrado um cadáver de um indivíduo, que não possue papéis nem outros documentos de identificação. Ninguém tocou no cadáver, que não apresenta vestígios de ferimento e se encontra junto da mêsa onde jantava. Sôbre esta encontra-se uma garrafa de espumante e uma taça semi-cheia. No prato um bife cortado em pedaços. – Uma embolia, sugere o gerente. O criado que servia o cliente desconhecido, afirma que êste deve têr falecido a meio da refeição, após têr ingerido um comprimido dum calmante que lhe encomendou. O inspector Rosan pede para ficar sózinho no gabinete. Passados alguns momentos chama o gerente e o criado. Este ao entrar olha para a mêsa, solta um grito e tenta fugir. O inspector Rosan subjuga-o, acusando-o de têr morto o cliente, o que êle confessa. Qual foi o motivo que levou o criado a supôr-se descoberto? Que viu êle na mêsa?

 

 

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SOLUÇÃO DO PROBLEMA:

              “O Inspector Rosan deitou na garrafa de espumante o conteúdo da taça, verificando que aquela ficou completamente cheia. Portanto, o cliente nada bebera.

        Juntando com um garfo os bocados de carne que se encontravam no prato, reconstituiu o bife, que também estava intacto.

        O criado afirmara que o cliente morrera a meio da refeição. Portanto mentira.

        Ao ver o bife intacto reconstituído e a taça vazia, o criado compreendeu que o seu “truc” foi descoberto, e, denuncia-se. Tenta fugir e a sua fuga é uma prova da sua culpabilidade.”

 

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“COMENTÁRIO E CLASSIFICAÇÕES:

        Este problema não era fácil e os nossos leitores viram-se um bocadinho atrapalhados com ele. Estão, no entanto, desde já aprovados os detectives: Esmeralda Vidal (Lisboa), Nunes da Silva (Braga), Neoarte e Novoarte - Amigo de Édipo (Lisboa), à disposição dos quais se encontram os livros policiais que a “Casa do Livro” ofereceu. Ainda que não tivessem encontrado a solução exacta, deram, no entanto, grandes provas de imaginação: João Moreira Narigão (Lisboa), António de Sousa (Porto), Manuel Cândido (Lisboa), Amadeu Pereira (Barcelos), Manuel Lamprião (Lisboa), A. C. Silva (Lisboa), F. Vasconcelos Moeira (Penafiel), Américo Lopes (Lisboa), José Arraiano (Lisboa), Rui Edmundo Alvim (Fafe), Agente 18 (Lisboa), Trio Musical (Lisboa), Raul T. Anselmo (Lisboa), Peromento (Lisboa), Sombra Negra (Lisboa), J. Guilherme (Lisboa), J. Moura e Silva (Fafe), Joaquim Gomes (Lisboa), Sphing (Porto), Eduardo Leiria Dias (Lisboa), Hip Hipólito Duarte (Gaia) e M. Cardoso do Carmo (Porto).”

 

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Nota, do responsável por esta “Página”:

        Excepcionalmente – uma vez que não iremos repetir o procedimento – inserimos também a lista dos nomes dos concorrentes, realçando a particularidade de nela já constar o nome de Eduardo Leiria Dias, que viria a ocupar posição de muito destaque, durante dezenas de anos, nas modalidades de Charadismo, Palavras Cruzadas e Policiário, quer também como responsável de várias Secções das mesmas (inclusivamente no Brasil) e que só relativamente há poucos anos nos deixou.

D. C.

 

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DOMINGOS CABRAL DA SILVA

 »»» Publica-se aos dias 15 e último de cada mês! «««  

 

 

 

Saudações Policiárias

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