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domingo, 21 de junho de 2026

TEMPICOS NO CASTELO DE CHAMBORG - Mais "Crimes"! 🕵 Autores: A. Raposo, Detective Jeremias, Onaírda, Zé Arnes, Inspector Boavida e Nove -- Os Sete Magníficos! 📚 Edições TPL -- 📖 1.ª Edição, Lisboa, Outubro, 2011

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 🔎 Uma homenagem ao cónego Novenat 🔍 

 

CAPÍTULO UM

Malandrices no Castelo de Chamborg

De: A. Raposo & Lena

Mendés- de- Chamborziac já não era rapazola. Fizera seis meses de viuvez e começava a sentir umas comichões. O médico garantia que não era sarna nem bretoeja. Amigo de longa data receitara-lhe uma visita a Paris para consulta ao dermatologista e uma dose antes de deitar de Moulin Rouge, intercalado com umas idas a um célebre caveau, ouvir umas sessões de Jazz, calmante e regenerador.

De manhã, dormir até tarde para retemperar, e um creme hidratante, atendendo às sessenta e muitas primaveras do Marquês. Sugeriu ainda a mudança dos dias dos banhos.

Passavam a ser: dia sim, dia não, nos feriados nacionais. Excepto Natal e Páscoa, dias santos.

Foi nessa fase de tratamentos que Mendés conheceu Madame Point. Foi-lhe apresentada por Juliette Greco que cantava no Caveau de la Huchette, no Quartier Latin.

Apesar da diferença de idades, a coisa foi avante. Madame Point (Aliás Maria Pontes, ex-concierge, portuguesinha das Beiras) transformou-se em Madame de Chamborg, mudando-se de armas e bagagens para as margens do Loire.

Para elevar o “status social” exigiu um motorista profissional e um veículo vermelho, descapotável e que fazia um ruído maluco – tinha um cavalinho pintado e dava por nome Ferrari. Custara os olhos da cara ao Marquês, mas dias não são dias.

Madame de Chamborg, passou a ser Marquesa, por afinidade. Para tentar entrar no jet-set local passeava-se pelas redondezas com o seu motorista, fazendo pic-nics e entrando em “rallies-papers”. O pessoal local, labrego e má-língua começou a dizer coisas. Alguns espreitaram e viram cenas. Foi-se passando a informação boca a orelha e o Marquês se os chifres fossem o que contavam já não cabia no portão do castelo! Mas é assim. As pessoas são mázinhas e sobretudo tendem a atacar a Monarquia.

Certo é que o motorista da senhora de seu nome Joseph d´Ambrosio começou a definhar, emagrecendo a olhos vistos, apesar de ter sempre uns bombomzinhos no tablier, para satisfazer a madame mas onde ele às vezes ia depenicar.

A cozinheira bretã, de nome Arnéss, baixinha mas muito esperta, dizia que a perda de peso de Joseph se devia aos muitos quilómetros que tinha que fazer ao serviço da patroa.

Anardá um rapaz que tinha vindo do sul e gostava de se expor todo nu, nas zonas altas da mansão apalaçada. Anardá, uma espécie de criado para todo o serviço dizia coisas mas como era em surdina não se sabia bem o que dizia. Bom não seria!

Ao domingo, a família e os lacaios reuniam-se na capela do castelo e vinha da aldeia o Padre Novenat dizer missa. Antes da missa havia sempre umas grandes confusões com a menina Kátinha e os paramentos. Mas nada de mal poderia passar-se na casa do Senhor. O sacristão Anardá (fazia tudo!) vestia os paramentos ao cónego com a ajuda da menina Kátinha. Falava-se que se passavam coisas na sacristia porque se ouviam uns barulhos, mas nunca ninguém conseguiu transformar as suspeitas e apresentar provas. Talvez Tempicos, mas por agora andava em passeio a visitar os “Castelos do Loire”. Chamborg era o próximo.

Falta-nos mencionar Kátinha Vanessa. Estava em casa do Marquês por troca com a sua filha na modalidade muito em voga chamada “Au pair”.

A filha do marquês não entra na história, para que possamos apresentar o romance ao prémio Nobel, logo que esteja terminado. Ela tem toda a liberdade para ser o que é mas nestas coisas das letras temos limites que não iremos transgredir.

Falta mencionar ainda uma personagem importante no decorrer da história, mas que passa despercebida, por entre os umbrais. Estamos a falar de Frau Jeremein uma mulher misteriosa que se supunha estivera a governar um asilo de alienados. O seu ar altivo e peremptório sempre de seringa em riste (era enfermeira diplomada) assustava qualquer camponês que se aproximasse do castelo. Dizia-se que conseguiu tirar prazer quando estava a espetar a agulha na bimba do Marquês. Más-línguas.

Porque Frau J. podia não ser uma boa rapariga, mas era uma rapariga boa. No sentido de esmoler e de coração ao pé da boca. A história dar-nos-á razão.

Não vamos falar de Tempicos esse grande mestre da actividade dedutiva pois é por demais conhecido. Tempicos entra na história só para desvendar o assassinato que a páginas tantas se irá concretizar. 

 


 

 






 

🔎 VOLTAREMOS na PRÓXIMA SEMANA, DIA 28 de JUNHO, COM A DIVULGAÇÃO do CAPÍTULO DOIS "O Paraíso num Ferrari", De: ZÉ.



 

👌 FELIZ Domingo!




📔BOAS Leituras!

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