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segunda-feira, 15 de junho de 2026

👣 Primórdios da Problemística Policiária Portuguesa »»» PPPP »»» CORREIO POLICIAL - Domingos Cabral ☝ (Re)publicação -- "CORREIO POLICIAL" de: 05.NOV.2021 3.ª Parte PPPP - A. Araújo Pereira 🕵Problema Policial

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 *** 61.ª Edição! 🎓 📖

 

 

PRIMÓRDIOS DA PROBLEMÍSTICA POLICIÁRIA PORTUGUESA

POR: DOMINGOS CABRAL - CORREIO POLICIAL

 

3.ª PARTE - PROBLEMAS N.ºs 5 e 6 

CICLO SECÇÃO "PROBLEMA POLICIAL"

- DE A. ARAÚJO PEREIRA 

 

*  *  *  *  *

 

SEMANÁRIO JUVENIL

“O MOSQUITO”

 




 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

PROBLEMA N.º 5

        O Inspector Rosan foi fazer uma pequena viagem de recreio e estudo. A sua mulher, que o não poude acompanhar, manda constantemente notícias. Já enviou, entretanto, 4 cartas e não recebeu resposta. Finalmente numa localidade onde a mulher sabia que ele teria seguramente que passar, encontrou um telegrama nestes termos: "Como levaste a chave do receptáculo postal da nossa casa e não posso retirar a tua correspondência..."

        - Que distraído sou! – exclama Rosan; e sem demora envia à esposa a chave solicitada.

        Três semanas depois, noutra localidade, recebeu uma carta nestes termos: "Escrevo para comunicar-te que continuo sem notícias tuas..."

QUE SE TINHA PASSADO?

 

CONSIDERANDOS:

        Esta série de problemas que a secção da revista "0 Mosquito" publicou de Dezembro de 1940 a Novembro de 1941 teve a caracterizá-la, entre outros, dois factores que os diferenciavam significativamente dos padrões que algum tempo depois se vieram a tornar norma na problemística policiária. De facto, os textos que os compunham eram curtíssimos e, como os nossos leitores já verificaram pelo que nas últimas semanas, aqui temos vindo a reproduzir – tal como hoje – ilustrados (com raras excepções) por uma ou mais gravuras que se complementavam. Actualmente os problemas são muito mais elaborados e, por isso, naturalmente bastante mais extensos - atingindo, por vezes, algumas páginas de A-4, registando também naturalmente uma qualidade muito superior e incomparável dificuldade de decifração.

        Atrás ficou o problema número 5, e precisamente por ser tão curto, permite-nos inserir também o número 6 da série. Aqui fica:

 

  

PROBLEMA N.º 6

        - Em que posição estava? Perguntou o inspector Rosan ao filho do SR. X, que tinha sido encontrado morto e cujo cadáver jazia sobre a cama.

        - Não tendo visto meu pai à hora do jantar, - explicou o filho - procurei-o e encontrei-o aqui, enforcado, com as pernas dobradas e contraídas. Cortei imediatamente a corda, mas era já demasiado tarde! - Não existe dúvida. A morte foi devido a estrangulamento. Enforcou-se prendendo a corda ao anel metálico destinado a pendurar o candeeiro. E dizendo isto o inspector levantou o braço e agarrou na ponta da corda pendente unindo-lhe o pedaço que fora cortado e apanhara do chão. A corda tocava-lhe no ombro.

        - É curioso - observou o médico que o acompanhara e que, entretanto, estivera examinando o cadáver - quando o morto tinha a cabeça na laçada os pés deviam tocar o chão. Todavia, morreu estrangulado!

        Disso não existe a mais pequena dúvida!

        Deve ter sido um assassinato que pretendem fazer passar por suicídio!

        - Crê nisso, doutor?

        - Sim, creio; e no seu lugar indagaria imediatamente, para descobrir o criminoso. É inútil, doutor. Asseguro-lhe que se traria dum suicídio.

QUE PROVAS POSSUI O INSPECTOR ROSAN,

DE QUE SE TRATA DUM SUICÍDIO?

 


SOLUÇÃO DO PROBLEMA POLICIAL N.º 5

        A esposa do Inspector Rosan não podia abrir o receptáculo postar, porque, distraidamente, o nosso célebre detective ao enviar a chave pelo correio não se lembrou que iria fazer companhia às cartas, ficando dentro do receptáculo!

        Os grandes homens também têm as suas fraquezas!

 

SOLUÇÃO DO PROBLEMA POLICIAL N.º 6

        As pernas contraídas do enforcado indicam que foi suicídio pois se fosse crime a tendência seria para a rigidez com distensão das pernas.

        Além disso, se fosse crime, o criminoso teria cuidado de não deixar as pernas do cadáver tocar o solo, para dar a aparência de ter sido um suicídio.

 





DOMINGOS CABRAL DA SILVA

 »»» Publica-se aos dias 15 e último de cada mês! «««  

 

 

 

Saudações Policiárias

3 comentários:

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