🧐 🕵️ Primórdios da Problemística Policiária Portuguesa...👣👣 🔍
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PRIMÓRDIOS DA PROBLEMÍSTICA POLICIÁRIA PORTUGUESA
3.ª PARTE - PROBLEMAS N.ºs 5 e 6
CICLO SECÇÃO "PROBLEMA POLICIAL"
- DE A. ARAÚJO PEREIRA
* * * * *
SEMANÁRIO JUVENIL
“O MOSQUITO”
PROBLEMA N.º 5
O Inspector Rosan foi fazer uma pequena viagem de recreio e estudo. A sua mulher, que o não poude acompanhar, manda constantemente notícias. Já enviou, entretanto, 4 cartas e não recebeu resposta. Finalmente numa localidade onde a mulher sabia que ele teria seguramente que passar, encontrou um telegrama nestes termos: "Como levaste a chave do receptáculo postal da nossa casa e não posso retirar a tua correspondência..."
- Que distraído sou! – exclama Rosan; e sem demora envia à esposa a chave solicitada.
Três semanas depois, noutra localidade, recebeu uma carta nestes termos: "Escrevo para comunicar-te que continuo sem notícias tuas..."
QUE SE TINHA PASSADO?
CONSIDERANDOS:
Esta série de problemas que a secção da revista "0 Mosquito" publicou de Dezembro de 1940 a Novembro de 1941 teve a caracterizá-la, entre outros, dois factores que os diferenciavam significativamente dos padrões que algum tempo depois se vieram a tornar norma na problemística policiária. De facto, os textos que os compunham eram curtíssimos e, como os nossos leitores já verificaram pelo que nas últimas semanas, aqui temos vindo a reproduzir – tal como hoje – ilustrados (com raras excepções) por uma ou mais gravuras que se complementavam. Actualmente os problemas são muito mais elaborados e, por isso, naturalmente bastante mais extensos - atingindo, por vezes, algumas páginas de A-4, registando também naturalmente uma qualidade muito superior e incomparável dificuldade de decifração.
Atrás ficou o problema número 5, e precisamente por ser tão curto, permite-nos inserir também o número 6 da série. Aqui fica:
PROBLEMA N.º 6
- Em que posição estava? Perguntou o inspector Rosan ao filho do SR. X, que tinha sido encontrado morto e cujo cadáver jazia sobre a cama.
- Não tendo visto meu pai à hora do jantar, - explicou o filho - procurei-o e encontrei-o aqui, enforcado, com as pernas dobradas e contraídas. Cortei imediatamente a corda, mas era já demasiado tarde! - Não existe dúvida. A morte foi devido a estrangulamento. Enforcou-se prendendo a corda ao anel metálico destinado a pendurar o candeeiro. E dizendo isto o inspector levantou o braço e agarrou na ponta da corda pendente unindo-lhe o pedaço que fora cortado e apanhara do chão. A corda tocava-lhe no ombro.
- É curioso - observou o médico que o acompanhara e que, entretanto, estivera examinando o cadáver - quando o morto tinha a cabeça na laçada os pés deviam tocar o chão. Todavia, morreu estrangulado!
Disso não existe a mais pequena dúvida!
Deve ter sido um assassinato que pretendem fazer passar por suicídio!
- Crê nisso, doutor?
- Sim, creio; e no seu lugar indagaria imediatamente, para descobrir o criminoso. É inútil, doutor. Asseguro-lhe que se traria dum suicídio.
QUE PROVAS POSSUI O INSPECTOR ROSAN,
DE QUE SE TRATA DUM SUICÍDIO?
SOLUÇÃO DO PROBLEMA POLICIAL N.º 5
A esposa do Inspector Rosan não podia abrir o receptáculo postar, porque, distraidamente, o nosso célebre detective ao enviar a chave pelo correio não se lembrou que iria fazer companhia às cartas, ficando dentro do receptáculo!
Os grandes homens também têm as suas fraquezas!
SOLUÇÃO DO PROBLEMA POLICIAL N.º 6
As pernas contraídas do enforcado indicam que foi suicídio pois se fosse crime a tendência seria para a rigidez com distensão das pernas.
Além disso, se fosse crime, o criminoso teria cuidado de não deixar as pernas do cadáver tocar o solo, para dar a aparência de ter sido um suicídio.

DOMINGOS CABRAL DA SILVA
»»» Publica-se aos dias 15 e último de cada mês! «««

Saudações Policiárias









Boa tarde.
ResponderEliminarViva, Caro Amigo, Inspector Ryckyi! Abraço. (O Gráfico)
EliminarMuito bons👍
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