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Divirtam-se neste espaço onde não se ganha milhões de euros e ninguém fica rico! Este é um local de diversão e puro lazer onde a única riqueza se granjeia a fomentar e divulgar a amizade, a alegria e a liberdade de expressão — e lucrando-se, isso sim, montes de Companheirismo e Fraternidade! (RO)

sábado, 2 de setembro de 2023

☝Problema Policiário n.º 5 Insp. Rodriguinho Investiga *Mataram o "Gulliver" - Original (inédito) de: O Gráfico

 🧐🕵️ 2.º Torneio de Entretenimento de Problemística Policiária 🔍

📝 https://reporterdeocasiao.blogspot.com/  🔐

 


Torneio de Entretenimento

Problemística Policiária

Em memória de notáveis Policiaristas:

Sete de Espadas, Detective Misterioso

M. Constantino, Detective Invisível

 

Problema Policiário – 5

Inspector Rodriguinho Investiga

Mataram o Gulliver

Um Original (inédito) de: O Gráfico

 

D

ESDE tenra idade que o jovem João Silvestre se evidenciava perante os seus amigos devido à sua estatura e quando chegou aos 15 anos já o seu corpanzil servia para se distinguir dos demais... e ser uma espécie de “Rei” no bairro onde vivia, um líder incontestável, aplaudido por muitos, mas como em todo o lado, lugar ou situação, odiado também por alguns, no entanto, todos os seus rivais e amigos eram, na sua grande maioria, mais baixos do que ele... à excepção do José Fortalhaço e do Joaquim Musculoso que se equivaliam em tamanho, todavia o minorca Jorge Baixinho, que lhe dava pela cintura, era o mais perigoso... pelos ciúmes da liderança do “Gulliver” -a alcunha do João Silvestre -e por complexos de inferioridade devido à sua altura, como pessoa!  

O bairro onde viviam não tinha boa fama e quando havia um assalto na zona ou nos arredores a polícia das redondezas logo se dirigia para detenções e averiguações ao “Bairro do Gulliver”, como era sobejamente conhecido.

 O “Gulliver”, de alcunha, por ser quase considerado um gigante... recebeu e aceitou este epíteto porque em criança leu o romance satírico do escritor Jonathan Swift, um clássico da literatura Inglesa. Enquanto frequentou a Escola adorou “As Viagens de Gulliver”, mais concretamente conhecer a ilha fictícia de Lilliput, com os seus habitantes que não tinham mais de 15 centímetros de altura, por isso, quando queria gozar ou achincalhar o Jorge Baixinho... chamava-lhe “Liliputeano” e às vezes... anão! Este, resignado, ficava furioso, mas não tinha outro remédio senão aceitar os comportamentos do “Gulliver”... por uma questão de liderança, poder físico, etc.

Os gigantes são figuras lendárias de grande força e resistência, considerados inteligentes e amáveis, mas também estão identificados, em várias ocasiões, como burros e ignorantes... no entanto de “burro” e “ignorante” o “Gulliver” desta história não tinha nada... porque queria inimigos e amigos junto de si... para os poder controlar melhor!

As ameaças de morte por parte de muitos eram imensas, especialmente do “Fortalhaço” e do “Musculoso” mas o “Baixinho” era fiel... nunca deu a entender que odiava o João Silvestre.

O bairro onde residiam era problemático e todos, à socapa, andavam armados... com armas de fogo, facas ou punhais e, apesar de todos os cuidados..., um dia, o “Gulliver” foi encontrado já sem vida, quando se ouviu um forte disparo, no bairro onde moravam, num local sombrio, repleto de arbustos, entre dois prédios... era quase noite! Os primeiros a se mostrarem junto do corpo foram precisamente... Joaquim Musculoso, José Fortalhaço e Jorge Baixinho e algum tempo depois lá surgiu o Inspector Rodriguinho com a inseparável companhia do seu Ajudante Lumafero, juntamente com outros elementos da Polícia, Ambulância e Carro de Bombeiros, mas já nada havia a fazer a morte foi imediata.

O “Gulliver” levou um tiro à “queima-roupa” cuja bala entrou por baixo do seu longo queixo e saiu pela parte superior do occipital, abaixo dos parietais. Morreu instantaneamente. A bala foi encontrada, desfeita, numa parede.

O Inspector Rodriguinho não esperou por mais suspeitos para interrogatório e chamou para depor as primeiras figuras que chegaram perto do cadáver. O Ajudante Lumafero tomou nota das declarações.

 

Jorge Baixinho: -Olhem, as ameaças de morte foram tantas que um destes dois -referia-se ao José Fortalhaço e ao Joaquim Musculoso -foi o assassino! Eu não vi bem qual deles... mas apercebi-me, ao longe, que após gestos de aparente discussão e alguns sopapos, quando o “Gulliver” se ajoelhou... o assassino, em pé, sacou de uma arma e deu-lhe um tiro! Depois fugiu... e quando eu cheguei junto do corpo caído apareceram eles os dois!

 

José Fortalhaço: -Mas... o que é que estás para aí a dizer... meu minorca, anão!? Um tiro dava-te eu, agora, meu mentiroso! É verdade, disse várias vezes que dava um tiro no João... mas seria incapaz de uma coisa dessas... eram apenas desabafos! Ouvi o disparo e desci do meu 1.º andar para vir ver o que se passava e deparei com o “Baixinho” ao pé do “Gulliver”!

 

Joaquim Musculoso: -O Jorge deve estar a contar histórias para rir... eu odiava o Silvestre, sim senhor, mas até ao ponto de o matar com uma bala... nada disso! Estava a ver televisão quando ouvi um disparo e desci de imediato para ver o que tinha acontecido! Quando aqui cheguei já cá estavam o José e o “Baixinho”! O “Gulliver” tinha a mania que era o “maior” e alguém lhe deu um tiro e... fugiu, penso eu!

 

...Recolhidos os depoimentos, o Inspector Rodriguinho e o seu Ajudante Lumafero não tiveram dúvidas em deter um destes três indivíduos e entregá-lo à Polícia.  Agora é a vez dos decifradores e solucionistas do Blogue do “Repórter de Ocasião” (RO), dizerem de sua justiça perante este assassínio do “Gulliver”! Apresentem a sua resposta/solução de como tudo teria acontecido e indiquem o nome do culpado e o(s) pormenor(es) que o incrimina(m).

(10 pontos)

 


ENDEREÇOS E PRAZO PARA O ENVIO DE RESPOSTAS/SOLUÇÕES:

As respostas dos Concorrentes/Solucionistas aos Problemas Policiários deste Torneio ou de outro qualquer Passatempo... podem e devem ser, sempre, enviadas através de três exemplos:

 

a - Via Messenger, Facebook, mensageiro instantâneo e aplicativo de Luís Rodrigues. 

 

b - Por emails, correio electrónico, de Luís Rodrigues:

reporter.de.ocasiao@gmail.com

lumaferoma1958@sapo.pt  

 

c - Utilizando o Correio Normal (CTT):

Luís Manuel Felizardo Rodrigues

Praceta Bartolomeu Constantino, 14, 2.º Esq.

FEIJÓ 2810 – 032 ALMADA

 


📑 IMPRETERIVELMENTE, para

este quinto Desafio, até ao dia 30 de Setembro de 2023, Sábado, 24 horas, conforme descrito no Regulamento.

 

 

 


*** MEMÓRIAS DO POLICIÁRIO! - (Por: O Gráfico) - 056 👣 PEGADAS - ANEXO DA EDIÇÃO N.º 056 -- O GRÁFICO

🔎 Memórias do Policiário – 056 🔍


🕵️ O Gráfico

👣 Pegadas...

https://reporterdeocasiao.blogspot.com/

 


 O Gráfico

Detective Invisível

 

*** AS “Pegadas” de hoje, da 56.ª Edição das “Memórias do Policiário - O Gráfico”, são também de homenagem a David Vargas Martins! Lembram uma sua “solução policiária” considerada a MELHOR num Campeonato Nacional de Problemas Policiários! Uma “proposta de solução” muito técnica a revelar os conhecimentos do solucionista e/ou as buscas que teve de realizar para mostrar a firmeza das suas deduções! O “Detective Invisível” era... assim... PERFEITO!

O Gráfico


I CAMPEONATO NACIONAL

 DE PROBLEMAS POLICIÁRIOS

SOLUÇÕES E CLASSIFICAÇÕES

PROVA Nº 8

ETAPA DE ELVAS

«O CASO DA MORTE DO MAGNATA»

SOLUÇÃO

(A que para nós foi considerada a melhor,

de autoria de DETECTIVE INVISÍVEL) 

 

 

1— Artur Lane — Sobrinho da vítima.

Artur Lane mente ao dizer que deu ao tio uma injecção contra a febre. O Inspector ao verificar o que continha o caixote que estava na casa de banho, encontrou várias coisas, entre elas um bocado de algodão que havia sido embebido em álcool e que continha ainda vestígio de sangue. Prova-se, assim, que realmente foi dada uma injecção, só que não foi contra a febre, pois não existia nem a ampola vazia nem a respectiva caixa. O que realmente foi encontrado foi uma cápsula vazia de noradrenalina de 1,5 mg.

Outra prova de que realmente foi dada uma injecção é o facto de a seringa encontrada na mesa de cabeceira ter sido utilizada.

Prova-se ainda que Artur Lane foi o criminoso devido a ter sido ele a única pessoa a ministrar os medicamentos ao tio naquele dia e, como veremos adiante, a morte de Sir Henry Lane ficou a dever-se a esse facto.

 

2 — Artur Lane sendo médico era a única pessoa de casa que sabia que um doente que tivesse a necessidade de tomar regularmente Digitóxina, não se lhe podia aplicar Noradrenalina, já que este produto produz um efeito antagónico às necessidades do doente.

Artur Lane deu uma dose exagerada de Digitóxina ao tio. O frasco tinha sido comprado na véspera e quando o Inspector o viu sobre a mesa de cabeceira estava quase vazio...

Os frascos existentes no mercado têm 10 c.c. Portanto, Henry Lane tomou de um dia para o outro quase 10 c.c., quando sabemos que a dose de manutenção semanal deve ser de 1mg. Como no dia anterior o remédio ainda foi ministrado pelo seu médico assistente, ficámos a saber que quase todo o conteúdo do frasco foi-lhe dado pelo sobrinho de uma só vez.

Já agora vamos descrever um dos dois produtos existentes no mercado e cuja substância activa é a Digitóxina, Têm eles os nomes comerciais de Digitalina Mialhe e Digitalina Nativelle. Propriamente com o nome de Digitóxina, existiu um produto da Sandoz (existia em 1975, mas já não em 1978).

 

Digitalina Nativelle

 

Composição: Princípio activo, puro, cristalizado e invariável da «Digitalis purpúrea».

Indicações: insuficiências cardíacas, especialmente quando o pulso se apresenta rápido e irregular. Insuficiência ventricular direita ou esquerda, crónica ou paroxística, Lesões valvulares descompensadas (sobretudo as mitrais), Miocardites com taquiarritmia. Astenia cardíaca (doenças infecciosas ou operações).

Perturbações do ritmo. Arritmia completa por fibrilhação auricular, especialmente a dos corações insuficientes e muito rápidos (batendo a mais de 100), nos mitrais, nos velhos, etc. «Flutter» auricular (digitalização intensiva). Pulso alternante. Extra-sistoles traduzindo um:

insuficiência cardíaca (sobretudo no início) Tratamento de manutenção: uma dose semanal variando de 0.2 a 1mg. ou mais, repartida por 2, 3 ou vários dias consecutivos, ou administrada de uma só vez. Esta dose será fixada por reajustamentos sucessivos durante as primeiras semanas e poderá ser continuada durante meses ou anos, permanecendo o doente sob vigilância mais ou menos espaçada. Mas regular.

Apresentação: Frasco com 40 comprimidos a 0,1mg (1 comprimido=5 gotas). Frasco com 10 c.c. de solução a 1/1000 (50 gotas=1 mg). Caixa com 6 ampolas a 0,2 mg, para injecções I.V. e I.M.

 

Mas continuando:

Sendo uma dose tão grande dada de uma só vez (o que eventualmente também poderia causar a morte), Sir Henry Lane ficou intoxicado. Depois, o sobrinho injectou-lhe em vez da ampola para a gripe. A Noradrenalina 15 mg.”

Ao ser injectado com noradrenalina, Henry Lane foi condenado à morte, pois em caso de intoxicação com Digitóxina, evitar-se-á rigorosamente qualquer administração de adrenalina, noradrenalina ou sais de cálcio, em virtude destas substâncias sensibilizarem o coração à Digitalina (Digitóxina).

Mesmo que Sir Henry Lane não ficasse intoxicado com a dose «cavalar» da Digitóxina, ou morresse devido à quebra brusca do coração, ele não poderia sobreviver. Isto, porque, como já dissemos, a Noradrenalina actua completamente ao contrário da Digitóxina e, portanto, Sir Henry Lane receberia uma «chicotada» no coração que lhe seria mortal.

 

Resumindo: enquanto a Digitóxina acalma (normaliza o ritmo) a Noradrenalina acelera.

A Noradrenalina é um simpaticomimético e como tal origina:

 

Organismo — Acção

Coração — Aceleração

Vasos — Constrição e Hipertensão

Brônquios — Dilatação

Vista — Dilatação da pupila. Midriase

 

Um forte abraço do

"Detective Invisível”