PÁGINA CULTURAL DE DIVERTIMENTO

Divirtam-se neste espaço onde não se ganha milhões de euros e ninguém fica rico! Este é um local de diversão e puro lazer onde a única riqueza se granjeia a fomentar e divulgar a amizade, a alegria e a liberdade de expressão — e lucrando-se, isso sim, montes de Companheirismo e Fraternidade! (RO)

sexta-feira, 16 de outubro de 2026

Charadismo e Policiário de braço dado!!! Saiu o n.º 561 de O CHARADISTA com Secção Policiária👣INÉDITO!🕵

Charadismo!

 Tertúlia Edípica!

📓 Revista Quadrimestral 📝

 ⛄ Setembro, Outubro, Novembro e Dezembro de 2026 🎄🌠  

 


Secção Policiária🔍

 


Problema Policiário

ASSALTO NA SEDE DO FUTEBOL CLUBE OS SARDINHENSES

Um Original, de: Paulo (Viseu)

      Na sede do Futebol Clube Os Sardinhenses tinha havido um assalto, tendo sido roubada a taça do campeonato que o clube tinha ganhado. O facto foi comunicado às autoridades pelo presidente, única pessoa que, além da polícia, entrara na sede.

      No exterior, havia repórteres de todas as televisões e das principais rádios, que entrevistavam quer os passantes, quer pessoas que estavam de permanência no local, os designados mirones, que tinham sempre opinião sobre tudo. Bastava surgir-lhes um microfone pela frente e não paravam de falar, sendo normalmente interrompidos pelos jornalistas, que, regra geral, também gostavam de se fazer ouvir, ou então, recebiam ordens para isso.

      Durante toda a manhã, tiveram que trabalhar apenas com o comunicado da polícia, indicando que desde as duas horas da madrugada, hora em que o presidente saíra, até às nove, hora em que entrara novamente na sede, houvera um assalto. O presidente estava incontactável, o que só mostrava inteligência da sua parte.

      Quem, daquela rua, esteve em casa, além de ver polícias a entrar e a sair, conseguiu acompanhar o caso pela televisão.

      – Então senhor chama-se…

      – Jorge. Jorge Esteves.

      – E estava aqui de passagem?

      – Sim, estava a passar aqui, mas já sei que houve um roubo de madrugada. Só posso dizer que não fui eu.

      – Muito obrigado, Jorge Esteves.

      – De nada.

      – E o senhor, como se chama?

      – Marco Gaibrinhas. Tenho estado aqui, a ver o que se passa.

      – Então deve ter uma opinião sobre o assalto?

     – Claro! Não fui eu! Estava a dormir. Ah! Ah! Ah! Um assalto é sempre mau. Desde que começaram a vir os estrageiros que isto é uma desgraça.

      – Muito obrigado, senhor Marco. Agora temos aqui uma senhora, que é…

      – Estela Marques

      – Então a senhora estava de passagem?

      – Não senhor. Eu moro aqui em frente e, quando vi na televisão o que se passava, vim para a rua. Olhe que eu não vi ninguém aqui entrar de madrugada.

      – Muito obrigado, senhora Estela.

      – Não tem que agradecer. Eu é que agradeço tudo o que estão a fazer por esta rua. É sempre bom surgir na televisão.

      – Temos aqui outro senhor. Como se chama?

      – Mário Esteves.

      – Estava de passagem?

      – Não! Vim de propósito para ver. Eu sou um sardinhense e não admito que roubem a taça do único campeonato que vencemos.

      – Muito obrigado, senhor Mário

      – Passamos agora a mais uma senhora

      – Olhe, eu estava de passagem. Moro ali no fundo da rua. Não faço ideia de quem fez o roubo. Eu não fui. Estava a dormir.

      – Muito obrigado! Passamos mais uma vez aos estúdios.

      Da porta da sede do clube Os Sardinhenses, Cláudia Eustáquio.

      Foi assim toda a manhã, até ao início da tarde. Fosse a Cláudia Eustáquio ou qualquer outro repórter, as declarações dos presentes eram quase sempre as mesmas. Inócuas e inúteis.

      Às quatro da tarde a polícia comunicou que ainda não tinham qualquer pista. Nada mais disseram. O presidente continuava a não se mostrar em público.

      Perante isto, o que têm os leitores a dizer?

 

 

Problema Policiário

COM UM GRÃO NA ASA

Um Original, de: Smasher Smile (Setúbal)

 

A ambulância parou mesmo defronte ao Hotel Universal, na Av. Dos Aliados e desligou a estridente sirene. Os paramédicos saíram com uma maca e entraram no hotel. Uma recepcionista, morena e elegante, mas estranhamente pálida levou-os até ao quarto 211.

Dois polícias fardados à porta e no interior um homem de gabardine espiolhando o local.

Na cama um corpo, ainda vestido. Na mesa de cabeceira um frasco com o dístico Euthasol Vet e uma seringa.

Os paramédicos levaram o corpo e o comissário Magrinho, com as suas luvas de borracha calçadas, agarrou num caderno que estava colocado sobre a mesa do quarto e sentou-se no único maple, começando a ler aquela espécie de diário.

“Hoje tive de pôr fim à existência do meu fiel Pavia. E ele era o único companheiro de velhice que eu tinha. Quem mais quer perder tempo com um velho professor de línguas clássicas. Conheci-o na minha terra natal, na velha Quinta de Apleita. Sempre foi a minha maior alegria. Nunca fui rico. Sempre amei o belo e o antigo, mas não podia lá chegar. Mas no fim ganhei coragem e o que desejava e não conseguia comprar, roubei. Uma obra maravilhosa com 497 anos. A imagem do primeiro “construtor de pontes” sentado num trono, segurando na mão as chaves das sete esferas concêntricas culminadas pelo Empíreo. Não vai ser fácil encontrá-lo. Está tudo no meu nome.

ἀνάγραμμα E está guardado na minha velha camionete, serenamente parada atrás do Anjo de Portugal. E eu vou atravessar o Hades para me juntar àqueles que o anjo homenageia.”

O comissário Magrinho saiu do quarto e dirigiu-se à recepção.

“Então menina, o que sabe dizer do defunto?”

“Muito pouco. Chegou ontem à tarde, sozinho e cambaleante, como quem tem um grãozinho na asa. Vinha sozinho. Registou-se sob o nome Vasco de Apleita. A camareira encontrou-o morto hoje de manhã, quando foi arrumar o quarto”.

O comissário exibiu um sorriso triste: “Pobre Anaxágoras. Por vezes é melhor ser ignorante”.

 

Pergunta-se:

– O que aconteceu no quarto.

– Que objecto roubou o defunto e como fundamenta essa conclusão.

– Onde foi efectuado o roubo.

– Em que localidade e sítio está escondido o objecto roubado. Como chegou a essa conclusão?

Quem é homenageado pelo Anjo de Portugal referido no texto.

 

 

 📌📑💻📃📧

 Respostas para qualquer um dos emails dos Orientadores da Secção, até ao dia 15 de Dezembro, 24 horas!


 DIVIRTA-SE...

 

 Participe!

 

Sem comentários:

Enviar um comentário

Os seus comentários são bem-vindos. Só em casos extremos de grande maldade e difamação é que me verei obrigado a apagar.