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domingo, 11 de outubro de 2026

1.ª Rapidinha Policiária TPL 📖Convívio 27.Maio.2012 Nova Aventura dos FORA DA LEI 🕵- Edição Junho 2013

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Intróito

1.ª Rapidinha Policiária – Colectânea de Problemas Policiários

VIII Convívio TPL – 27 de Maio de 2012 – Edição de Junho 2013

 

        DESTA vez os famigerados “FORA DA LEI”, elementos da Tertúlia Policiária da Liberdade (TPL) e quejandos… resolveram digladiar-se entre si e esgrimindo as suas armas brancas, entenda-se esferográficas e folhas de papel, quiseram ficar na História do Policiário cometendo um “crime” inédito (mais uma façanha ímpar, única, nunca vista!) que consistiu em reunir sete “capangas” onde todos eles competiriam, entre si, no Convívio Policiário de 27 de Maio de 2012 através de um pequeno torneio policiário rápido e original em que cada um foi simultaneamente produtor de um problema, solucionista de outro, júri dos dois e fornecedor de prémios a atribuir.

        ESTÃO a ver a confusão… quase deu para o torto, no final, como o leitor se aperceberá, pois perderia a piada revelarmos, já, no início de mais esta aventura, a ponta do véu… desta nova urdidura dos enigmáticos FORA DA LEI da TPL.

        O BLOGUE do “Repórter de Ocasião” iniciará, já na edição de hoje, domingo, 11 de Outubro, a publicação do primeiro trabalho e respectiva “solução”… de um dos sete “meliantes”, juntamente com as explicações, notas introdutórias, etc… e durante mais seis semanas encerraremos o “assunto”… que foi editado, em livrinho, em Junho de 2013 e, que, agora, fica perpetuado neste nosso espaço de policiaristas, mais conhecido como o “Blogue RO”!

        Ah… os nomes dos autores: Nove, A. Raposo & Lena, Búfalos Associados, Cloriano, Inspector Boavida, Detective Jeremias e Inspector Aranha… olha que “meninos”!

O Gráfico (RO)

Luís Rodrigues

 


 

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1.ª RAPIDINHA POLICIÁRIA

 

PRÉMIO DICK ROLAND

 

 

 


 

 

 

VIII CONVÍVIO ANUAL

QUINTA DO RIO – AZEITÃO MAIO 2012

 






 

Ficha Técnica

Título: 1.ª Rapidinha Policiária – Prémio Dick Roland

Autor: TPL – Tertúlia Policiária da Liberdade

Copyright © 2013 TPL

Capa: TPL

1.ª Edição, Lisboa, Junho 2013

A TLP utilizou a ortografia consagrada antes do novo acordo ortográfico, mas respeita a vontade do autor em cada texto.


 


 

ÍNDICE

NOTA EXPLICATIVA........................................................................ 4

REGULAMENTO – RAPIDINHA POLICIÁRIA..................................... 4

RAPIDINHA 1 - Crime na Casa Amarela.............................................. 5

RAPIDINHA 2 - Quem Matou?............................................................ 6

RAPIDINHA 3 - A Herança do Comendador........................................... 6

RAPIDINHA 4 - O “Mistério” do nº SETE e a sua origem no “Policiário”..... 7

RAPIDINHA 5 – A Confraria dos Gémeos.............................................. 9

RAPIDINHA 6 - Pela Boca Morre o Peixe............................................... 9

RAPIDINHA 7 - O Problema.............................................................. 10

SOLUÇÕES....................................................................................... 11

Rapidinha 1 - Crime na Casa Amarela................................................. 11

Rapidinha 2 - Quem Matou?............................................................... 11

Rapidinha 3 - A Herança do Comendador............................................. 12

Rapidinha 4 - O “Mistério” do nº SETE e a sua origem no “Policiário”....... 12

Rapidinha 5 - A Confraria dos Gémeos................................................ 12

Rapidinha 6 – Pela Boca Morre o Peixe................................................ 12

Rapidinha 7 – O Problema................................................................. 13

BALANÇO E CONCLUSÃO.................................................................. 14

AGRADECIMENTOS.......................................................................... 14

DIPLOMA VENCEDOR....................................................................... 15

 


 

NOTA EXPLICATIVA

No domingo 27 de Maio de 2012 teve lugar na Quinta do Rio, entre Brejos de Azeitão e Sesimbra, o VIII Convívio anual da Tertúlia Policiária da Liberdade.

Além do tradicional almoço de confraternização, antecedido de uma prova de vinhos de alta qualidade e várias surpresas, realizou-se um pequeno torneio policiário rápido e original em que cada um foi simultaneamente produtor de um problema, solucionista de outro, júri dos dois e fornecedor de prémios a atribuir.

O regulamento, os problemas do torneio e as respectivas soluções são agora apresentados de acordo com a ordem ditada pelo sorteio.

 

REGULAMENTO – RAPIDINHA POLICIÁRIA

Cada concorrente deverá fazer-se acompanhar de um livro à sua escolha que irá enriquecer a mesa dos prémios a atribuir. Terá ainda de ter elaborado um pequeno problema policial, bem como a respectiva solução, em textos separados, cada um não excedendo uma página A4, identificados apenas com o título comum e sem qualquer assinatura.

Deverá introduzir as duas folhas num sobrescrito, esse sim, identificado no exterior com o nome do concorrente e o título do problema, que entregará ao Secretariado da prova. Receberá por sorteio um dos outros problemas a concurso, que terá de solucionar num máximo de 20 minutos. Depois de entregar à mesa esta solução, receberá a oficial, devendo então classificar o trabalho do autor (problema + solução) com uma apreciação de 0 a 5 pontos. Finalmente cada autor será chamado a avaliar a solução elaborada pelo concorrente ao seu próprio problema, também com uma pontuação de 0 a 5. Somando as duas avaliações (como autor + como solucionista) obtém-se uma classificação final de 0 a 10 pontos. Os mais bem classificados terão então oportunidade de escolher os prémios da mesa onde estarão os livros que cada um terá trazido. A TPL fará também a sua oferta de livros que se juntarão aos restantes e determinará a quantidade de livros a premiar cada concorrente. Pretende-se que tudo decorra no melhor espírito de camaradagem e são desportivismo mas fica estabelecido que a Comissão Organizadora decidirá sobre reclamações. Claro que a presença no Convívio não obriga a concorrer à prova, mas a TPL lança um desafio a todos os convivas para esta inovadora competição. O importante é participar.

 

 

 


 

 

 



RAPIDINHA 1 - Crime na Casa Amarela

Autor: Nove

O coronel Ferraz vivia com os seus dois sobrinhos, Carlos e João, numa vivenda chamada “Casa Amarela”, da qual fazia parte um vasto terreno que se estendia das traseiras da moradia até uma linha de caminho-de-ferro, que corria a cerca de 100 metros de distância.

Numa bela mas infeliz manhã de Maio, o coronel apareceu morto no seu escritório, uma divisão situada na parte da frente do rés-do-chão da “Casa Amarela”. Foi a empregada quem encontrou o corpo, cerca das 9h10, pouco depois de ter entrado ao serviço.

A polícia foi chamada e, pelas 10h20, chegou o Inspector Pereira, o agente Dias e o Dr.

Martins, médico legista.

Foi tudo examinado com cuidado. Concluiu-se que o coronel Ferraz havia sido atingido com um tiro na nuca, desferido a uma distância entre 0,5m e 1,0m e que a morte ocorrera entre as 7h45 e as 8h15. A cápsula do projéctil estava no chão do escritório mas a arma fatal não se encontrava lá. Não havia sinais de movimentação do cadáver.

O Inspector Pereira chamou a empregada e os dois sobrinhos para um primeiro interrogatório.

A senhora fora ao posto médico daquela povoação, onde estivera, segundo se comprovou, das 7h45 às 8h50.

O sobrinho Carlos declarou o seguinte: “Desci para o meu exercício matinal cerca das oito menos um quarto. O meu primo João estava a tomar o pequeno-almoço com o tio. Quando eu andava lá por baixo, na nossa quinta, perto da linha de caminho-de-ferro, ouvi um barulho, semelhante a um tiro, vindo do lado de casa. Estranhei o facto mas não lhe dei importância. Deviam ser 8h10 porque, no momento em que senti o tiro, estava a passar o primeiro comboio rápido da manhã, que costuma ser muito pontual. Regressei já depois das oito e meia e fui para o duche. Fiquei muito surpreendido ao ouvir os gritos da nossa empregada... tinha eu acabado de me vestir. Depois de ver o que acontecera telefonei de imediato para os senhores.”

O sobrinho João disse: “Vi o meu tio ao pequeno-almoço. Ele estava bem-disposto e encarregou-me de tratar de uns assuntos na cidade. Saí um ou dois minutos antes das oito. Fui primeiro falar com o empreiteiro com quem ajustámos o arranjo da garagem e depois desloquei-me ao nosso banco. Quando aí me encontrava, perto das nove e meia, telefonou-me o meu primo Carlos a dizer que o tio tinha sido encontrado morto no escritório. Por uns instantes fiquei sem fala. Recompus-me, pedi-lhe pormenores e vim logo para aqui.”

Após ter interrogado os dois sobrinhos o Inspector Pereira ficou satisfeito. O caso não parecia complicado.

Foi acidente? Foi suicídio? Se foi assassínio, quem o terá perpetrado? Justifique a sua resposta.

 

 



 

SOLUÇÃO

 

Rapidinha 1 - Crime na Casa Amarela

 

As hipóteses de acidente ou de suicídio têm de ser postas de lado por duas razões de peso:

· O coronel Ferraz foi atingido na nuca e com um tiro desferido a uma distância compreendida entre 0,5m e 1,0m. Ora não é de esperar que alguém se mate com um tiro na parte de trás da cabeça e com a arma a mais de meio metro de distância. Também não se compreenderia um acidente devido ao manuseamento de uma arma de fogo que a vítima estivesse a segurar atrás da cabeça e a mais de meio metro de distância.

· A arma fatal não se encontrava no local onde o coronel Ferraz foi atingido, ao contrário do que aconteceria em caso de suicídio ou acidente devido ao manuseamento da arma. (Dir-se-á que alguém poderia ter retirado o instrumento de morte por não estar interessado em que o falecimento do coronel fosse dado como consequência de suicídio. No presente caso, todavia, não temos razões para aventar tal hipótese nem a tese do suicídio poderia prevalecer face ao facto do tiro ter sido dado na nuca e a uma distância superior a meio metro).

A hora da morte do coronel Ferraz ocorreu, segundo a estimativa do médico legista, entre as 7h45 e as 8h15.

Neste período de tempo a empregada esteve, conforme se comprovou, no posto médico. Ela, portanto não é suspeita.

O sobrinho João, embora sem um álibi perfeito, nada disse que o pudesse comprometer.

Já o sobrinho Carlos tentou, sem dúvida, enganar a polícia, ao declarar que ouvira o barulho de um tiro, vindo da vivenda, quando se encontrava perto da linha de comboio, no momento em que estava a passar o rápido das 8h10. Com efeito, como poderia ele ter dado conta do tiro a cerca de cem metros da moradia e quando estava sujeito ao elevado ruído que o comboio produzia perto de si? Claro que não lhe era possível ouvir o som do tiro nessas condições. Além disso, o disparo ocorreu dentro de casa e numa divisão virada para a frente.

Portanto, é lícito concluir que Carlos, muito provavelmente, matou o coronel Ferraz.

Pode-o ter feito quando o tio ficou sozinho, imediatamente depois de João sair.

 



🔎  VOLTAREMOS na próxima SEMANA, DIA 18 de OUTUBRO, com a Rapinha (2) - QUEM MATOU? - Autores: A. Raposo & Lena, da Aventura "1.ª Rapidinha Policiária (Junho 2013) - Colectânea de Problemas Policiários do VIII Convívio TPL realizado em Maio de 2012"... Edições FORA DA LEI.


 

👌 FELIZ Domingo!

 


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