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🧐🕵️ 2.º Torneio de Entretenimento de Problemística
Policiária 🔍
Torneio de Entretenimento
Problemística Policiária
Em memória de notáveis Policiaristas:
Sete de Espadas, Detective Misterioso
M. Constantino, Detective Invisível
Problema Policiário – 5
Inspector Rodriguinho Investiga
Mataram o Gulliver
Um Original (inédito) de: O Gráfico
Solução do Autor:

JORGE Baixinho, apesar de se mostrar fiel ao
João Silvestre (o “Gulliver” desta história) foi ele quem disparou sobre a
vítima e mentiu descaradamente nas suas declarações porque... se afirmou não
distinguir, ao longe, quem disparou, era quase noite, jamais poderia saber
tratar-se de um daqueles dois... que incriminou... Joaquim ou José.
Se a vítima estava de joelhos quando levou
com o tiro, estando o seu assassino de pé, a bala nunca poderia ter entrado
pelo seu queixo e sair pelo occipital... aconteceria precisamente o
contrário... a bala entraria pela parte superior do crânio, talvez testa e
sairia pela parte de trás... do pescoço! É sabido que o João, o José e o
Joaquim eram todos de elevada e semelhante estatura!!
O Jorge Baixinho, sendo pequenino,
considerado anão e minorca, com metade da altura do João Silvestre, arreliado
pelas constantes provocações do “Gulliver”, aproveitou aquela ocasião para se
vingar e dar-lhe um tiro... devido à sua baixa estatura desferiu o disparo de
baixo para cima apanhando de surpresa o “Gulliver” a bala entrou pelo queixo e
saiu pelo occipital! Ficou próximo do corpo e atirou a arma de fogo para o meio
de um dos arbustos que se situavam próximos! Como não foi mencionado nenhum
invólucro no local do crime depreende-se que a arma utilizada foi um revólver
que não o ejecta após o disparo! Ou usou uma pistola e recolheu a cápsula
ejectada... que não é mencionada no local do crime! Depois, quando chegaram o
“Fortalhaço” e o “Musculoso” engendrou a sua história... que não convenceu o
Inspector Rodriguinho nem o seu Ajudante Lumafero peritos em desvendar crimes,
roubos, casos complicados e outras coisas mais! Caso o “anão” assassino não
usasse luvas... uns posteriores exames às suas mãos revelariam partículas de
pólvora provenientes do disparo! Uma busca aos arbustos próximos resultaria na
descoberta da arma utilizada para vitimar o “Gulliver” e provavelmente com as
impressões digitais do autor do crime!

Resposta simples:
O assassino foi o Jorge Baixinho porque dadas
as características da trajectória do disparo -que fez com que a bala entrasse
por baixo do queixo e saísse pelo occipital -só ele, devido à sua baixa
estatura, poderia ser o seu autor! Se tudo tivesse sucedido como ele contou...
estando a vítima de joelhos... esta nunca receberia um disparo com aquele
trajecto... proveniente dos outros suspeitos, José e Joaquim, porque eram do
seu equivalente tamanho... neste caso a bala entraria pela testa e saía pela
parte de trás do pescoço. Jorge, cansado de ser vítima de gozo e constantemente
rebaixado e achincalhado pelo
“Gulliver”, aproveitou a ocasião e disparou sobre ele, de baixo para cima,
porque tinha metade do tamanho do “Gigante”! Atirou a arma para os arbustos
circundantes e inventou a sua história!
O Gráfico
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DESIGN - ILUSTRAÇÃO - INSPECTOR PEVIDES - OEIRAS
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PORMENOR INCRIMINATÓRIO:
- a)
Trajectória do disparo, só possível por uma pessoa muito baixa
comparada com o “Gulliver”! Culpado Jorge Baixinho. b) Disparo
efectuado de baixo para cima. c) Móbil: Vingança por se sentir
menosprezado.
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ILUSTRAÇÃO DE BERNIE LECEIRO - MATOSINHOS
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FACTORES DE VALORIZAÇÃO:
1 – O
crime ocorreu num local sombrio, era quase noite, impossível o Jorge Baixinho
identificar as pessoas ao longe.
2 – Supostamente
se a vítima estivesse de joelhos, quando recebeu o tiro, a bala entraria pelo
osso frontal e sairia pelo occipital.
3 – Arma
do crime possivelmente atirada para os arbustos circundantes.
4 – Ausência
de cápsula no local do assassínio, provavelmente porque a arma utilizada foi um
revólver que não a ejecta após disparo. Ou o assassino utilizou pistola e
recolheu o invólucro!
5 –
Vestígios de pólvora nas mãos do Jorge Baixinho, caso não usasse luvas.
6 –
Impressões digitais na possível arma encontrada.
7 –
Explicação de como ocorreu o assassinato!

NOTA DO AUTOR: (O Gráfico)
...APESAR
de se tratar de um caso aparentemente de fácil resolução... haveria muita
“coisa” para explicar num relatório a condizer, minucioso e pertinente,
técnico, directo e infalível, se se tratasse de um torneio para “especialistas”
de Problemística Policiária... pelo que a indicação de Jorge Baixinho como
culpado... devido à trajectória do disparo (de baixo para cima!) por se tratar
de uma fraca e baixa figura comparada com a vítima... foi o suficiente para os
decifradores, na maioria estreantes (!), conseguirem os “10 pontos” da
praxe! Todavia, para a “selecção” dos “melhores”... todos aqueles
factores de valorização... contaram... não importando
apresentações de textos muito longos ou... curtos... o importante foi
referir... OS PORMENORES! E estes são critérios classificativos de quem
coordena, dirige e orienta, não ficando expostos a qualquer contestação! A
maneira como os relatórios foram apresentados, textualmente ou com desenhos,
fotos e “bonecos” serviram para os destaques da “originalidade”...
nunca esquecendo que os critérios de avaliação são sempre submetidos, e
indubitavelmente, à subjectividade da criatividade do orientador!

NÚMERO DE PARTICIPANTES NAS 5 PROVAS
ATÉ AO MOMENTO:
Problema
Policiário n.º 1 = 52 Concorrentes.
Problema
Policiário n.º 2 = 46 Concorrentes.
Problema
Policiário n.º 3 = 50 Concorrentes.
Problema
Policiário n.º 4 = 48 Concorrentes.
Problema
Policiário n.º 5 = 50 Concorrentes.
Total de
participantes, até à Prova n.º 5: 60!
