📚Aspecto geral de como ficou a nova SALA das PESQUISAS, após as obras de remodelação, onde a "Família MVP", os "Animadores do "Blogue RO"... se reúnem em colaboração e tratam da recolha dos artigos a publicar!📖
📓 Este é o vosso Blogue RO! 👦👧👨👩 👀
⌛🌷🚦 https://reporterdeocasiao.blogspot.com/ ️🔍
🔦📂 reporter.de.ocasiao@gmail.com ️📱
💑 🎓 Concursos ♛ "Rainha” 👸 e “Rei” 🤴 🏰
"Homem" 👨 e "Mulher" 👩 dos "GOSTOS"!👌
🧐 POLICIÁRIO 🕵🂧
🔎 Uma homenagem ao cónego Novenat 🔍
Episódio Final de Inspector Boavida
(A novela da vida real no Castelo de Chamborg)
Cerca de meia hora depois de se terem ouvido os gritos de Tempicos, toda a gente que habita no Castelo de Chamborg rodeava já o marquês. Salvador Santi, lavado em lágrimas, tinha acabado de comprovar que ele e os leitores da Bancada Directa haviam caído numa novela da vida real. O marquês era de facto o “seu” marquês, o homem da sua vida, o Jeff Château Blanc! E Lilly de Chamborg era mesmo a Betty Frank Stein, a sua rival, a mulher que convertera o seu amor à realidade heterossexual, destroçando, assim, o seu pobre coração de menino apaixonado. Mas o seu infortúnio tivera ainda outro grande responsável. O chaufer Joseph, que Santi sempre conhecera como o “papa milhas”, também teve muitas culpas no cartório!
Nessa altura, o “papa milhas” andava de olho no Santi e meteu na cabeça que havia de o sentar no seu utilitário. Ele queria dar umas voltinhas com Santi, mas o rapaz só tinha atenções para o marquês. Convencido de que, lançando o Château Blanc nos braços daquela que viria a ser a sua patroa, ganharia espaço no coração de Santi, o “papa milhas” começou por montar um esquema no Castelo, com a cumplicidade do cónego e do sacristão, que visava demonstrar que o rapaz gastava mais tempo agarrado à batina do padre do que a cuidar do bem-estar do marquês. E para ajudar à “festa” a enfermeira alemã jurava ter visto Santi entretido com os binóculos do sacristão em posições pouco ortodoxas e em trajes menores… na sacristia!
Mas há mais. Não se pense que a cozinheira do Castelo era uma santa. Também ela entrou no jogo. Algum tempo antes de o marquês trocar Santi por Betty, a bretã dos tachos e das panelas sussurrou ao ouvido do patrão que tinha visto o seu jovem amante num bar, em Paris, embevecido com um cantor muito em voga, um tal de Johnny Hallyday que encantava meninas e meninos nesses idos de 60. O marquês não resistiu e foi ver com os seus próprios olhos. E foi aí, por entre copos, risos, haxixe, beijos e abraços, que o marquês virou macho, para desespero de Santi. Betty Frank Stein ganhou um homem, um castelo e o título de marquesa! Santi perdeu o seu amor e ganhou um ódio visceral a toda a gente que rodeava o marquês.
Betty cantou Brell, Aznavour, Becaud, Greco e… António Mourão! «Ó tempo volta para trás» foi o tema que mais comoveu Santi naquela funesta noite no Caveau de la Huchette, no Quartier Latin. Por entre os efusivos aplausos que premiavam a “cantora espontânea” (Betty, a maviosa voz dos states, estava inspirada!), Santi chorava o desgosto de perder o seu amor. O marquês já não largava a futura marquesa. Ele que fora na sua juventude a Tatiana Kuleva, o mais louco e sensual travesti das noites parisienses, transformara-se de repente num homem, num verdadeiro homem em toda a acepção da palavra (até que uma recaída o traga de novo ao mundo da bichice – dizia-se). Enquanto isso, Santi chorava baba e ranho pelos cantos.
Santi foi arrancado dos seus pensamentos por um súbito alarido. «É ele. É ele. Foi ele. Prenda-o» – gritou Tempicos, que se aproximou do grupo que rodeava o cadáver do marquês. Vinha acompanhado de um belo jovem gendarme, que conquistou de imediato as atenções de Kátinha. Tempicos continuou: «Assassino! Assassino!», enquanto se aproximava lentamente da marquesa, que esboçou um malicioso sorriso no momento em que ele se juntou ao grupo. «Prenda-o, senhor gendarme» – continuou Tempicos. Mas o jovem polícia só tinha sentidos para Kátinha, que estava toda derretida a olhar para ele desde a sua chegada. O gendarme perdeu a timidez e sussurrou, enquanto beijava as mãos da jovem: «O meu nome é Tou, S Tou».
«Prenda-o, gendarme, prenda-o» – repetiu Tempicos, no que foi acompanhado em uníssono por quase todos os presentes. Porém, o gendarme S Tou não tinha essa intenção. Há várias semanas que vigiava o Castelo de Chamborg, por denúncia do animador do blogue Bancada Directa, que andava intrigado com o processo de escrita da novela proposta pelo detective Tempicos e temia que algo de grave pudesse estar por detrás daquilo. Ao saber que a gente do marquês de preparava para realizar um piquenique no Bosque, o gendarme montou guarda de proximidade no local. Mas ele só percebeu a verdadeira gravidade da situação quando viu toda a gente do Castelo a afastar-se do marquês sob os mais diversos pretextos.
Quando o marquês ficou só, Tempicos apareceu de arco e flecha em riste. E… zás! O gendarme correu no seu encalço. Tempicos, ao vê-lo, já fora do Bosque, pensou tratar-se de um encontro ocasional e pediu que o acompanhasse, pois tinha assistido a um assassínio. S Tou fez-lhe a vontade. Sempre queria ver até onde ia a hipocrisia de Tempicos. «Este homem, este ser híbrido, é um assassino. Eu vi. Ele matou o marquês. Prenda-o» – insistia Tempicos. Mas como é que ele podia saber que quem jazia no chão era marquês? – interrogava-se S Tou. E como é que ele podia questionar a masculinidade de Santi, se não o conhecesse? E o que andava ele a fazer por ali? A resposta podia ser esta: Tempicos havia engendrado tudo aquilo.
Katinha não se conteve. Ela tinha ouvido na véspera uma conversa entre o sacristão e a enfermeira que a deixou de pulga atrás da orelha. Segundo a alemã das seringas, a partir do dia seguinte não iria faltar dinheiro no Castelo. Já antes, aliás, Kátinha ouvira a cozinheira dizer ao cónego que a despensa iria finalmente ser abastecida. Para além de que avistara depois o “papa milhas” a dar saltos de contentamento, enquanto dizia que ia poder voltar a atestar o depósito do Ferrari. A marquesa, por seu lado, rejubilava com algo que a fazia garantir de que, a partir de agora, o forreta do marquês não conseguiria impedir que o dinheiro jorrasse naquela casa. E toda esta agitação teve lugar após ela ter recebido um telefonema de um tal Tem Picos.
Conjugando as informações recolhidas no local com os capítulos já publicados na Bancada Directa, sobretudo o último da autoria de Inspector Boavida, o gendarme S Tou não hesitou nem mais um instante: mandou prender todos! Todos, excepto Salvador Santi, que continuava debruçado sobre o cadáver do “seu” marquês alheio a tudo o que se passava à sua volta, recordando os momentos felizes com ele vividos na sua juventude. Até os autores dos sete capítulos da novela da vida real iriam ser intimados a explicar muito bem – na justiça francesa, porque a portuguesa é muito lenta – o seu envolvimento em toda aquela tramóia. E quanto a Kátinha, essa já está condenada. Irá viver para sempre prisioneira… do amor de S Tou!
👌 FELIZ Domingo!
📔BOAS Leituras!










Mais vale presa a um amor do que atrás das grades👮♂️
ResponderEliminar