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domingo, 31 de agosto de 2025

🎓 Borda D`Água do Conto Curto - ☝Edições Fora da Lei 🗝 4.ª EDIÇÃO - ANO 2025 -- AUTORES Desconhecidos ❕

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CARNAVAL! CARNAVAL!

   A garagem cheirava a construção recente e no espaço, ainda liberto de tralhas, improvisava-se uma bancada com uma placa de MDF montada em cavaletes. Depois de abertos, os sete pequenos caixotes de cartão, e um outro um pouco maior, com um carimbo Made in China, transformaram o ambiente um pouco frio e cinzento num festival de alegria e algazarra. Não havia lugar para dúvidas, preparava-se o desfile para o Carnaval 2025! Os sete miúdos presentes, muito franzinos, sem carimbo, mas de autocolantes com o nome nos bonés, apressaram-se animadamente a vestir os fatos idênticos no estilo, mas bem diferentes nas cores e nos adereços. Logo de seguida colocaram as caraças e enfiaram os barretes na cabeça. O único adulto do grupo, a “Holandesa”, supervisionava, mas também se equipou. Distribuiu as luvas e o calçado por todos e recapitulou as regras, com um ar sério, de quem não brinca em serviço.

No dia seguinte, os meios de comunicação implodiram! Mais do que os corsos e os desfiles, o grande destaque de primeira página e abertura de telejornais ia para o mais arrojado e o mais lucrativo roubo do primeiro quartel do séc. XXI, ocorrido num lugarejo do Portugal profundo.

Facto: antes de colapsar, o sistema segurança, garantido por Inteligência Artificial, registava a presença da Branca de Neve, no exterior, e de Sete Anões, que supostamente teriam entrado pela tubagem de ventilação e retirado uma fortuna incalculável do maior centro europeu secreto de lapidação de diamantes.

 

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FELICIDADE

   Acordou, devagarinho, com os primeiros raios de sol. Esfregou os olhos, meio ensonado, e pensou como era agradável começar o dia desta forma quente e tranquila. Sem pressas, alongou os músculos e preparou-se. Saiu. Estava decidido: iria a dar um passeio sem destino.

O dia estava magnífico. No pequeno bosque, que despertava, tudo tinha um brilho especial. Era o que costumava ouvir dizer: a natureza em todo o seu esplendor! Tencionava vasculhar cada arbusto, cada tronco de árvore, cada... Enfim, tudo que pudesse ser vasculhado e onde os seus olhos castanhos curiosos conseguissem encontrar qualquer coisa de diferente e inesperada.

De súbito, um silencioso ruído de um ramo seco a quebrar-se fê-lo parar. Seria algum animal? Teria razão para ficar assustado? A dúvida instalou-se. Recomeçou a caminhada, mais atento a qualquer sinal. Parecia que alguém o seguia pelo estreito carreiro. A dúvida cresceu. Tentou esquivar-se entre as silvas, mas uns passos miúdos insistiam na perseguição. Neste ponto a dúvida abandonou-o. Estava a ser perseguido por várias criaturas pequenas. Procurou abrigo sem sucesso. Sentia-se acossado. Sentia-se uma presa prestes a ser descoberta por quem o caçava. De repente, um clarão iluminou-lhe a mente e descontraiu por completo. Como era possível ter-se esquecido? Era domingo? Domingo, 20 de abril. Todas as crianças o procuravam. Claro! Afinal de contas ele era o coelho da Páscoa!

 

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»»» A PRÓXIMA EDIÇÃO,"🎓 Borda D`Água do Conto Curto - Edições Fora da Lei 🗝 4.ª EDIÇÃO - ANO 2025 - AUTORES Desconhecidos❕" voltará ao convívio dos leitores, com a publicação dos Contos de Maio e Junho, no próximo Domingo, 7 de Setembro!


 

🙆 FELIZ Domingo!

📑BOAS Leituras!

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