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quarta-feira, 22 de julho de 2026

"Não há crimes perfeitos!" - Romance Colectivo - 1988🖋️Secção Policiária-Código Secreto-Jornal Barlavento

🧐 POLICIÁRIO 🕵️ 

 


 

Episódio  16

 




16. ª colaboração - "A grande Bronca"

(por: LUÍS CORREIA)

        O silêncio que se fez em seguida só não foi de chumbo porque eu, passados os primeiros segundos, desatei à gargalhada.

        Então que raio de terra era aquela, onde as notícias corriam como o vento, onde toda a gente sabia que tinha havido uma morte nas redondezas (que agora se verificava não ter acontecido com o corpo ali presente), em que, este, inclusivamente, se dera ao “luxo” de ir ao café-taberna da Aldeia, falara com o indivíduo mais conhecido do local, e sem que ninguém, mas mesmo ninguém, até ali, e tendo para isso várias oportunidades, dissera saber algo sobre o assunto ou sobre aprovável identidade e presença do “morto vivo”

        - Só numa terra de doidos...! - disse já alto e quando a gargalhada acabou.

        - Você está a pensar o mesmo que eu?! - quase gritou Matos Vargas com a voz irritada.

        - Se está a pensar que há, nesta terreola, uma série de gente a jogar à defesa, então, estou a pensar o mesmo que você...!

        Os olhos do Matos pareciam chispar, deu um soco forte na parede da sala e voltou-se para o cabo Seromenho que se tinha afundado numa cadeira.

        - Você...! Você...! - depois, vendo os olhos atarantados do Seromenho, estacou, fez um gesto de desalento e, quase num murmúrio acrescentou: - Deixe estar... ao fim e ao cabo o parvo sou eu...!

(Continua na próxima semana)

 



REGRESSAREMOS na próxima semana, 29 de Julho, com o texto do 17.º Episódio, “O Lago Niassa”, de: MASC, publicado na Secção “Código Secreto” n.º 232, Jornal “Barlavento” (11 de Agosto de 1988).



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