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quarta-feira, 21 de janeiro de 2026

Como se resolvem Problemas Policiários!? - "SETE" 🂧

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🎦 Blogue MOMENTO DO POLICIÁRIO 🔖 

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O Gráfico RO



🕵🔎🎥🧐 O Blogue MOMENTO DO POLICIÁRIO recordou, ontem, mais um "Mundo de Aventuras", com a carismática Secção do "SETE DE ESPADAS"... "Mistério... Policiário"! A referida página contém umas palavras do "SETE" que se tornaram intemporais... porque se tratam de explicações de... como resolver Problemas Policiários! O "Blogue RO" decidiu transcrever, por aqui, as descrições e os ensinamentos do "SETE"... porque são bastante pertinentes, úteis e... históricos! 

O GráficoRO

 

 

https://momentodopoliciario.blogspot.com/

viroli@sapo.pt

O GRÁFICO: 21 de janeiro de 2026 às 15:24

- Este número do "Mundo de Aventuras"... lembra-nos mais uma secção histórica do "Mistério... Policiário"... onde o saudoso "Sete de Espadas" explica aos seus fãs e discípulos que se estavam a iniciar na Problemística Policiária como se resolviam (ou se solucionam) problemas Policiários! INTEMPORAL.

 

CONVERSANDO…

        Olá, Amigos!

        Já por mais do que uma vez, alguns leitores, às revoadas, têm vindo com perguntas, e até desculpas... porque não sabem resolver «problemas policiários»… Depois isso passa… e quanto menos se espera, zás!... Outra revoada…

        Para satisfazer a curiosidade desses leitores, desejosos de saber para poderem concorrer com segurança, e estarem habilitados, aqui ficam algumas ideias já expendidas noutras ocasiões e em outras publicações. Claro que elas não são tudo…, mas podem ajudar... Vejamos:

        Para a resolução dos problemas policiários, não basta indicar, secamente, se há crime… ou se há suicídio… Quem foi o ladrão ou quem foi o criminoso… É necessária muita atenção ao texto, muita atenção ao desenho ou à fotografia — se as houver — pensar um pouco em ambos e depois, melhor ou pior, construir uma «hipótese». Dentro dessa «hipótese», fazer coincidir as «pedras», isto é: — ajustar perfeitamente todos os dados, mais ou menos espalhados e escondidos pelo texto e por este ou pelo desenho ou fotografia que o acompanha. Para construir com segurança a nossa «hipótese», há que recorrer aos dados que o produtor ocultou... Estes podem ser-nos apresentados em datas que não concordem com certo e determinado facto (ou factos); com horas que não coincidam com o «momento do crime»; com declarações que falseiem a verdade, por haver urna contradição entre elas; na posição do corpo, depois de assassinado...; na posição da arma ou instrumento que serviu para cometer o crime... e em relação ao local da ferida; na posição dos objectos no local do crime; nas descrições dos respectivos locais; nas declarações dos suspeitos e tantos, tantos outros dados que a imaginação mais ou menos fecunda de um produtor possa espalhar por um texto mais ou menos agradável de ler...

        Aqui, alguém pode interromper para perguntar se todos os problemas policiários obedecem àqueles pontos...

        — Devo esclarecer que não! E não, porquanto, a construção de um problema policiário varia de produtor para produtor, conforme a imaginação e a dose de conhecimentos. E mais ainda: — Quando tem imaginação e conhecimentos gerais, arquitecta uma história que distrai o leitor e onde os dados estão tão bem espalhados e mascarados que é difícil apercebermo-nos de todos eles... Não há regras imutáveis e os solucionistas, mais ainda do que os produtores, são obrigados a possuir vastos conhecimentos gerais. Os solucionistas são sempre obrigados a interpretar a ideia do produtor e confessemos que, muitas vezes, essa Ideia é bastante nublosa na exposição...

        Aliás, para resolver um problema policiário, há que seguir os métodos de um Padre Brown e um pouco de Poirot e Maigret... Misturar tudo, agitar e atirarmo-nos para o barulho... que é como quem diz. —Para resolver um policiário há que, em primeiro lugar, interpretar psicologicamente a maneira de sentir, de estar e de agir do produtor... Nada melhor do que conhecê-lo pessoalmente ou dele ter lido muito... Não sei se vocês me estão a seguir e a ver a coisa... Temos que nos meter dentro da sua maneira de pensar, seguir atentamente a exposição do seu raciocínio e ver, sempre que possível, as duas anteriores produções... Depois, tudo será mais fácil, porquanto, psicologicamente, achámos a solução...

        Mas cuidado... Nem sempre as soluções feitas psicologicamente, estão dentro da verdade... É preferível limitarmo-nos à análise exaustiva dos factos, escalpelizar os mínimos pormenores e deixarmos a psicologia para as «altas esferas»... de uma literatura que se considera superior... para errar à vontade!

       Espero que não os tenha aborrecido e... prometo voltar.

 

»»» Mistério… Policiário – Mundo de Aventuras «««

N.º 94 – 17 de Julho de 1975



1 comentário:

  1. Poder-se-ia considerar aqui ser esta conversa do SETE, um genuíno manual para a resolução de problemas , um guia até , com orientações em detalhe sobre os caminhos a seguir , ou ter ainda por outro lado, de deixar-se levar e só depois fazer então a clivagem dos assuntos expostos, de onde se poderá sumariamente extrair a informação que nos pode levar à solução do problema . Simplesmente a palavra do Mestre .

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