PÁGINA CULTURAL DE DIVERTIMENTO

Divirtam-se neste espaço onde não se ganha milhões de euros e ninguém fica rico! Este é um local de diversão e puro lazer onde a única riqueza se granjeia a fomentar e divulgar a amizade, a alegria e a liberdade de expressão — e lucrando-se, isso sim, montes de Companheirismo e Fraternidade! (RO)

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quinta-feira, 4 de junho de 2026

🔎 Concurso Anual dos "GOSTOS" - Prova n.º 21 - Dia 8 👌Problema Policiário - Os 4 Pauzinhos - Por: O Gráfico

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 *** Antelóquio! 🧐 📖

 


A Loja das Crónicas – de: O Gráfico VAI REGRESSAR ao "Blogue RO", precisamente no próximo dia 8, integrando a Prova N.º 21 do Concurso Anual dos "GOSTOS" que... ESTÁ AO RUBRO! Faltam apenas 4 Etapas para o seu final e... tudo, ainda, pode acontecer na Classificação Geral, de pontuação, no respeitante aos Títulos a atribuir de REI, RAINHA, HOMEM e MULHER dos "GOSTOS" (2025-2026). Exige-se, portanto, muita atenção aos concorrentes da frente... se, na realidade, estão interessados na Competição, o entretenimento principal deste ano (2025/2026) que levamos a efeito neste lúdico espaço!

 

📜...Recordando...👀

 

 


26 de Dezembro de 2018

A Loja das Crónicas

*** Histórias de Natal!

Escreveu: Repórter de Ocasião (RO)

NOS anos sessenta, em Burgau, Algarve, Aldeia do Concelho da Vila do Bispo, Distrito de Faro, os habitantes deste lugar viviam essencialmente da Pesca e da Agricultura! A Televisão em Portugal tinha sido criada em Dezembro de 1955, edificada no ano seguinte para, finalmente, nascer em Março de 1957. A "caixinha mágica", um grande fenómeno Nacional, não estava ao alcance de todas as bolsas porque, naquela época, ainda, as jovens juntavam os tostões para comprar a colcha do casamento, quando chegasse o momento! Ninguém tinha possibilidades de comprar a Televisão pelo que as pessoas se reuniam, normalmente aos fins de semana, para ver filmes e noticiários, no único aparelho existente na Aldeia, no Café público de um habitante dos mais ricos da Terra! Eram os tempos do Bonanza, uma série de TV, sobre Western, que passou nos écrans de Setembro de 1959 até 1973, com o viúvo rancheiro Ben Cartwright a defender o seu rancho Ponderosa, em Nevada, na companhia dos seus três filhos, de mães diferentes, Adam, Hoss e Little Joe.

Em Burgau, as crianças instruíam-se até à 4.ª classe e somente os filhos dos mais abastados prosseguiam os Estudos partindo para as Cidades de Lagos, Portimão ou Faro, onde já existiam outros e mais sofisticados Estabelecimentos de Ensino. Com respeito à conservação da saúde e à higiene, as instalações sanitárias eram precárias e poucas haviam no seio das Famílias. Tomava-se banho, aos Domingos, num alguidar gigante e satisfaziam-se as necessidades fisiológicas num bacio, cujos dejectos eram depositados num balde apropriado para depois ser despejado num enorme cano de esgoto que ia desaguar no interior longínquo do mar! Que horror! Pensará o Leitor mas… era mesmo assim!

No meio destas condições e privações, contudo, as Pessoas eram felizes e um dos meninos da Aldeia, depois de aprender a ler, já na 3.ª e 4.ª Classe, começou a visitar frequentemente a Barraquinha do Senhor Zeferino, situada no Largo principal de Burgau que se intitulava como a “Loja das Crónicas”! Com efeito o seu proprietário era um contador de Histórias que escrevia as suas crónicas em Sebentas, os cadernos para rascunhos e exercícios da altura, nas Escolas. As crianças que gostavam de ler dirigiam-se à Barraquinha, onde se vendiam artigos Escolares, peças de Vestuário, utensílios Domésticos e algum Tabaco, e ao troco de um tostão… solicitavam uma crónica… para ler! O Senhor Zeferino facultava a Sebenta, os meninos liam as crónicas, sentados, no chão, ou num banco comprido, junto à Barraquinha, e devolviam ao Autor!

Este menino, um dos melhores visitantes e dos mais assíduos na procura das Crónicas, adorava as Histórias e leu muitas como “Um Conto de Natal”, “Os Verdadeiros Manos da Bola”, “O Homem que gostava de Flores”, “Irmãos”, “Iagooolo o menino dos golos encantados!”, “O Menino Golfinho” e entre muitas, também, a Crónica que narrava o episódio da Abóbora do Tio Manuel Peneireiro intitulada como “A Bôla do Senhor Marcos e a Abóbora do Tio Manuel Peneireiro!”. 

Entretanto, sob a batuta do "Repórter de Ocasião" e/ou de "O Gráfico" já se narraram 13 episódios de "A Loja das Crónicas"! O 14.º, portanto, está inserido na Prova n.º 21 do Concurso Anual dos "GOSTOS" e trata-se de um Problema Policiário... colocado à argúcia, conhecimentos e perspicácia dos Leitores!

Boa-sorte! 

 

 

 



 

 

A LOJA DAS CRÓNICAS »»» HISTORIAL

Luís Rodrigues RO O Gráfico

 

# CRÓNICAS – CONTOS:

1 - A LOJA DAS CRÓNICAS - Natal 2018

2 - "OS DANÇARINOS" - Ano Novo 2019 

3 - O MENINO GOLFINHO - 09 Janeiro 2019

4 - A Bôla do Senhor Marcos e as Abóboras do Tio Manuel Peneireiro! - Março de 2019 - PÁSCOA

5 - As Meninas muito Feias e os Rapazes que eram Bonitos - 17 Outubro 2019 

6 - As 3 CHAVES (Problema Policiário) - PÁSCOA - Abril 2020

7 - Os da VELHA GUARDA da VERDADE ou Os GUARDAS VELHOS da AMIZADE - Crónica de NATAL (em verso) - Natal 2020

8 - A CAMISOLA - Natal 2021 (Policiário)

9 - O MELHOR AMIGO DO BLOGUE RO - Natal 2022 

10 - NATAL – SÓ!? OU O HOMEM MISTERIOSO… (2007) - Natal 2022

11 - O Homem que Gostava de Flores (2014) - Janeiro 2023

12 - O Misterioso desaparecimento de uma Aliança Velha - Natal 2023

13 - O Jarrão e o João! - Páscoa 2024

14 - Os 4 Pauzinhos - Problema Policiário - Concurso dos “Gostos” - Junho 2026

15 - 

segunda-feira, 25 de novembro de 2024

🔎 *MEMÓRIAS DO POLICIÁRIO! - (Por: O Gráfico) - 070 * Torneio Cinquentenário "Mistério... Policiário" - TCMP

 🔦🧐🕵️🔍 Torneio Cinquentenário "Mistério... Policiário" - TCMP 👣👣 

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 *** Antelóquio! 🧐 📖


Memórias do Policiário – 070 🧐

 

Memórias do Policiário – 0(7)0

Torneio Cinquentenário 
MISTÉRIO... POLICIÁRIO

TCMP – “Sete de Espadas”

SECÇÃO POLICIÁRIA

– MUNDO DE AVENTURAS –

1975 - 2025

 

 

 


 

(7)0 EDIÇÕES das Memórias do Policiário – O Gráfico SETENTA, para homenagearmos, o saudoso “SETE DE ESPADAS” – mais uma homenagem, no meio de muitas que lhe foram prestadas, ao longo dos anos, enquanto vivo e depois de nos deixar e certamente, que não será a última! – desta feita, porém para recordarmos e comemorarmos os 50 ANOS do seu fantástico e magistral “MISTÉRIO... POLICIÁRIO” em feliz hora... criado no inigualável “Mundo de Aventuras”, uma revista de banda desenhada! Singular e inolvidável espaço de problemística policiária e outros passatempos variados que durou somente onze anos (de 13 de Março de 1975 até 1 de Abril de 1986), mas foi o suficiente para o despertar de uma nova geração de Policiaristas – praticantes de problemística – que aliados aos chamados veteranos do momento – aqueles que outrora já tinham dinamizado e participado no mesmo entretenimento desde 1927 e nos anos 40 e 50 – jamais deixaram cair o designado POLICIARISMO que sobreviveu, apesar dos seus esmorecimentos, até aos dias de hoje!

Passaram cinquenta anos e os orientadores dos variados espaços virtuais que se dedicam, presentemente, à divulgação da Problemística Policiária, conjuntamente com outros confrades da chamada velha guarda, não hesitaram um segundo, perante esta magnânima efeméride POLICIÁRIA, uniram-se, dialogaram e em sintonia a merecida e mais do que justa homenagem irá ser prestada durante todo o ano de 2025, em Torneios de Decifração e Produção prolongando-se durante os primeiros meses de 2026 para que se concretize em Convívio Policiário, memorável, a devida e solene entrega de troféus aos decifradores, solucionistas e produtores participantes nos certames!

Os espaços policiários da actualidade, que irão promover e organizar o TCMP, durante o dia de hoje – o escolhido para o pontapé de saída – já divulgaram nas suas páginas o regulamento e a lista oficial de prémios só faltando a contribuição do designado como “Blogue RO” e é o que estamos a fazer com estas linhas para justificar que decidimos produzir um pequeno “Antelóquio” sobre o “SETE DE ESPADAS” para que aqueles que não conhecem a sua história, de tão ilustre Policiarista, se inteirem de modo inequívoco sobre a grandeza deste nobre HOMEM!

Fomos à procura de uma Secção Policiária de um outro consagrado e CULTOR do Policiário – INSPECTOR ARANHA – para compor o trabalho da nossa intenção.

Terminamos com o desejo que apareçam bastantes Decifradores no TCMP, novos, iniciados e antigos... PORQUE O “SETE” MERECE E O MOMENTO É... SUBLIME E... ÚNICO!

SAUDAÇÕES POLICIÁRIAS.

O Gráfico

 

 


* O POLICIÁRIO tornou-se ÚNICO, bastante sério e valorizou-se de sobremaneira com a criatividade, participação e dinamização do inigualável “SETE DE ESPADAS”!

 

 


 

 

 

SETE DE ESPADAS", de seu nome José Manuel Tharuga Lattas, ribatejano nascido na Chamusca em 01.02.1921. Faleceu em 08.12.2008. Foi incontestavelmente um dos mais carismáticos e importantes personagens da problemística policial portuguesa. Já lhe foram prestadas várias homenagens - aqui também em Santarém, com uma exposição de recortes, fotografias, secções, publicações, etc., efectuada no Convento de S. Francisco, em 2009, integrada no Convívio comemorativo do n.º 1000 da Secção Policial do Jornal "Público" - mas nunca será demais evocar e falar do "Sete", pelo extraordinário trabalho desenvolvido por este homem em prol do Policiário, ao longo dos 65 anos que lhe dedicou dos 88 que viveu. Foi solucionista, produtor de problemas, contista, responsável por muitas Secções (uma das quais, a do "Mundo de Aventuras”, criada em 1975, desempenhou um papel excepcional na divulgação da modalidade e na captação de muitas centenas de jovens adeptos, muitos dos quais ainda cá andam), criador e impulsionador dos Convívios Policiais, que se realizaram às muitas dezenas por todo o país, proprietário e director de Revistas (“Lente”, “XYZ Magazine”), dirigente (ideólogo e co-fundador do Clube de Literatura Policial e do “Clube XYZ), simpático, jovial, dedicado, amigo, tudo isto foi o “Sete de Espadas” a quem dedicamos inteiramente a nossa Página de hoje – insuficiente todavia para quanto gostaríamos de aqui publicar.

Assim seleccionámos um texto do próprio “Sete” e dois depoimentos, de Luís Pessoa e L. S.. Mas “Sete de Espadas” voltará, naturalmente, a ser falado nesta página. Um até sempre, Amigo.

Domingos Cabral


 

 

 

 


Foi, este homem, um  visionário, que fechou sempre os olhos à realidade para avançar, com apoios ou sem eles, arrostando todas as dificuldades? Foi, este homem, que se empenhou financeiramente para tentar dar luz às suas ideias, apenas mais um "louco" que não foi reconhecido? Foi, enfim, este homem, apenas e só mais um, que com a sua simplicidade e poder de sedução trouxe multidões de miúdos para o mundo do Policiário? Este homem, está bom de ver, é o "SETE DE ESPADAS !"

Viu a luz do dia no dia 1 de Fevereiro de 1921, na vila ribatejana da Chamusca e, pelos anos 40 do século passado, já respirava Policiário por todos os poros, já divulgava o romance e a problemística e praticava o saudável convívio que se prolongou até aos nossos dias.

Mas, que me desculpem os mais antigos confrades, foi nos anos 70 que o SETE atingiu o seu ponto mais alto, com uma secção de "êxito impossível", numa revista de histórias aos quadradinhos, chamada "Mundo de Aventuras".

Depois de boas e ricas experiências em outras publicações de grande cartel no mundo dos quadradinhos, com o "Camarada" ou o "Cavaleiro Andante", foi na publicação da Agência Portuguesa de Revistas que o SETE conseguiu fazer um trabalho de base e conquistar toda uma geração de jovens, mesmo muito jovens, completamente abertos para o Policiário nos tempos seguintes ao 25 de Abril de 1974. Primeiro eram dezenas, depois centenas, de miúdos espalhados por todo o país, que adoptaram nomes interessantes, pelos quais passaram a ser chamados para sempre, que deram a cara, que apareceram nos convívios policiários do SETE DE ESPADAS, que aprenderam a ler, a compreender os textos e a dar-lhes resposta! Foram, como toda a gente ligada ao meio, hoje reconhece, "anos de ouro", com grande dose de "loucura" pelo meio!

No centro de tudo, uma figura curiosa, de barba branca e pouco cabelo, sorriso franco, quase gaiato: o SETE DE ESPADAS.

Com o desmoronar da APR (...) este "velho" confrade arrosta as tempestades, arrisca tudo e lança projectos, sem apoios monetários, de que o "XYZ MAGAZINE" é o exemplo maior.

A ideia é criar um grande clube de "Amigos do XYZ" que confira à Revista um suporte capaz. Não é completamente bem sucedido. O Clube é uma realidade, a Revista vai sobrevivendo, mas o seu espírito aberto acaba por o conduzir ao abismo. Muitos dos "Amigos do XYZ" recebem todos os números, mas não os papam! O SETE, resignado, comenta: "Ó pá, o que é que queres, não lhes vou cortar a Revista, se calhar não pagam porque não podem..."!

Afogado em dívidas, mas sem cedências, levou a sua resistência até ao extremo, só sendo travado pelo encerramento da tipografia onde estava a ser ultimado mais um número do XYZ, que nunca mais conseguiu ver a luz do dia!

No dia 10 de Dezembro de 2008, o "nosso" SETE DE ESPADAS encerrou a sua participação activa neste nosso mundo. Levou consigo um dos seus grandes sonhos nunca concretizados. Uma colecção de romances policiais, os melhores entre os melhores, devidamente apresentados, estudados sob os mais diversos ângulos, analisados exaustivamente.

Certos de que há vultos que pela sua qualidade e importância jamais desaparecem, aqui queremos deixar os nossos votos:

Parabéns SETE DE ESPADAS, onde quer que te encontres.

Luís Pessoa


 

 

O Policiário, mais concretamente na sua vertente de Problemística Policiária, é uma arte cultural e um desporto mental que gera o desenvolvimento das “células cinzentas” e tem proporcionado ao longo dos anos, montanhas de camaradagem, entretenimento e convívio entre os seus praticantes! - O Gráfico

 

 

 


Testemunho de L. S., Policiarista da "Sementeira" do "Sete" no "Mundo de Aventuras" e colaborador de várias outras, em tempos também Seccionista, e de há uns bons anos a esta parte, por influência daquele, profissionalmente Inspector da Polícia Judiciária. 

 


Pois, meus caros, fui apanhado a frio ontem, dia 15 Dez 08, pela tarde, quando abri a página do Amigo Falcão e vi a infausta notícia do falecimento do nosso Mestre! Embora a sua saúde andasse, nas anteriores semanas, bastante abalada, nada fazia prever este desenlace. Fiquei deveras transtornado! Passado um dia da notícia ainda não me conformo ser isso real... O Sete? Aquela máquina que muitos de nós conhecemos e privámos! Não! Não é possível! Ele é imortal!!! Mas, infelizmente, é e não é. Quero dizer, vai ser imortal pelo legado deixado, a sua escrita, a sua mensagem, o seu espírito conciliador e agregador, serão eternos. Disso não tenho, não devemos ter dúvidas. O corpo físico, esse naturalmente tem um prazo de validade. É igual para todos, não há volta a dar... O que foi o Sete de Espadas para mim? Pois, meus amigos, terá sido certamente uma parte de leão na minha vida! Como estudante do secundário, com 16 ou 17 anos, e já entusiasta de há muito da BD, venho a descobrir no "Mundo de Aventuras" (V série), em duas páginas, um espaço estranho às próprias estórias aos quadradinhos... Como hoje soe dizer-se, primeiro estranha-se e depois entranha-se — assim foi com "Mistério... Policiário", do "Sete de Espadas". Trazido para ali pela mão do Jorge Magalhães (outro grande e velho amigo!) rapidamente o mestre das barbas "agarrou" muitos de nós nessa juventude florescente, viciando-nos e educando-nos. Educou-nos Essencialmente no saber, na pesquisa desse saber, em usar as “células cinzentas” que tão bem propalava aos sete ventos, na sã camaradagem, nos convívios (...) e nos superiores valores que nos devem reger como seres humanos! É lugar comum dizer-se termos ficado pobres com a sua perda, mas é a pura verdade! Esta noite finda, para mim tormentosa. Inquieta e nada pacífica..., ainda não consegui digerir esta tremenda notícia! A verdade é essa. (...) Sempre foi um prazer dialogar com ele! Apesar da sua proveta idade de que não se percebia o “número” pois aquele seu espírito sempre jovem, inteligente, perspicaz e muito lúcido subvertia qualquer ideia sobre isso.

Ele era um jovem eterno! Por esta razão, imagino, deve ter sido medonha a sua luta interior a tentar superar o mal que o atingia, pois aquele dantesco espírito contido naquele corpo doente colidia com o próprio corpo. 


 

 

 

👏🔎🎓📑 Nada é eterno, inalterável, constante, tudo muda..., mas a resiliência do Policiário em Portugal, nascida em 1927 e eternizada por “SETE DE ESPADAS” (JOSÉ MANUEL PIEDADE THARUGA LATTAS”) em 1975, no meio de outros (descendentes) cultores -e são bastantes! -deste interessante, sublime e inquestionável desporto mental revelador de capacidades distintas intelectuais, é de todo mágica, fantástica e inolvidável e ainda estará longe o dia... em que cessará inequivocamente todo o seu dinamismo conversor, acima de tudo, deveras e de sobremaneira, de amizades longas e duradouras de vidas com paixão aliadas ao conhecimento, cultura e fraternidade! –

O Gráfico (2023)

 

 

 

Nasci para o policiário praticamente no mês de Julho de 1934 quando, na deslocação ao velhinho Liceu Sá da Bandeira, em Santarém, pretendia fazer a prova escrita de Francês, do 2º ano.

Fiquei na Ribeira, em casa de um factor da C. P., familiar da minha avó, e foi aí que eu, em vez de reler algo de fran-

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Por: Sete de Espadas

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cês, olhei para a prateleira situada em frente da minha cama com vários opúsculos e, sem mais aquelas, estava a bisbilhotar...

 


Entre esses opúsculos, um de Aventuras de Sherlock Holmes, mas sem os pastiches que nos apresentavam o Harry Taxon como Sherlock...

 

Em 1937-38, recordo-me, e isso marcou-me, de ter lido em folhetins, não sei se no “Diário de Notícias”, se no “Século”, uma espécie de Robin dos Bosques na senda das aventuras de Arséne Lupin e do Raflles... Tudo isto na Chamusca, terra natal.

Na passagem do ano 1939-40 fui para Lisboa e, passados dois anos, casei com aquela que sempre me acompanhou, a “Dama de Espadas”.

Em 1941-42 comecei a interessar-me pelos Foto-Crime que na altura começavam a aparecer em diversos semanários...

Em 1944-45 comecei a magicar a criação de uma secção... E não foi uma, foram logo duas! Nasceu a primeira, no dia 12 de Janeiro de 1947, no “Jornal de Sintra”, chamada “Mistério e Aventura”, em homenagem ao amigo Gentil Marques, o “Inspector Handsom”, e a segunda na Revista “Camarada”...

A partir daí, todo o mundo policiário começou a saber, se nisso estivesse interessado, quem foi, é e será sempre o “Sete”, que fundou a Revista “Lente”, o Clube Português de Literatura Policiária e a Revista XYZ...

 

 

 



LEMBRANDO COM MUITA SAUDADE O “SETE DE ESPADAS”

 

…Nas extraordinárias Tertúlias do Palladium e/ou Café Lisboa… (velhos tempos!) quando tentávamos “sacar” alguma dica ao “Sete de Espadas”… sobre determinado Problema Policiário publicado, apresentando as nossas teses e teorias… ele respondia, sempre, enigmaticamente:

“-AÍ… É QUE ESTÁ O BUSÍLIS!!”

…Quando questionávamos o “Sete de Espadas” sobre determinados pormenores de um Problema Policiário e mantínhamos a nossa total discordância com as suas opiniões… e… quando o enervávamos… ele respondia… irritado:

“Ai… a gaita da Margarida!”

…QUEM SE LEMBRA?

…Abraços para todos.

O Gráfico

12.Jan.2021

 


* O “Sete de Espadas” identificou-se, sempre, como um ser humano de gargalhada fácil, voz serena e fraterna, mas poucas, ou nenhumas (!), são as fotografias, da sua existência, particularmente nos Convívios Policiários, onde o MESTRE se mostre de amplo sorriso e alegria extrema pelo que esta fotografia, obtida pelo consagrado M. LIMA (Porto), num dos Convívios de Almada, na companhia do seu pupilo “O Gráfico” se revele como uma raridade... de manifestação ímpar da FAMÍLIA POLICIÁRIA. – 18.º Convívio da TPA (30 de Maio de 1993)

O Gráfico (RO)

 

Blogue RO – 25 de NOVEMBRO de 2024

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*** MEMÓRIAS DO POLICIÁRIO! – (Por: O Gráfico) - 058

👤HOMENAGEM AO "SETE DE ESPADAS" -- Prova n.º 6

🔎 Memórias do Policiário – 058 🔍

🧐 O Gráfico 🕵