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🔎 "Desafio ao Leitor!"
🔍🔦Torneio de Problemística Policiária - Seja Detective!🔍
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5.ª Melhor Solução
🔍1.º Torneio de Problemística Policiária do Blogue RO🔎
👣 »»» Primeiros passos
dedutivos! «««
Dedicado ao “Inspector FIDALGO” 🧐
PROVA N.º 03
PROBLEMA POLICIÁRIO
O ASSALTO AO PATRIMÓNIO DE TERESA SILVA
Um Original de: O
Gráfico
(INÉDITO)
Nuno Ki (08 Pontos) – L
“Boa
tarde, segue a minha solução ao problema n.º 3 amigo Luís, RO. Grande Abraço,
votos de um bom domingo.
1.º Torneio -
Problemística
Policiária do Blogue RO!
Problema/Desafio N.º 03
DETECTIVE EXCALIBUR
(Foto 01)
Saudações policiárias.
Numa bela tarde de verão estavam os
velhos amigos e companheiros de profissão de uma vida, Inspetor Rodriguinho e
Inspetor Fidalgo, em amena cavaqueira depois de resolverem mais um caso
policial e eis do que se lembrara o Inspetor Rodriguinho:
– Oh, Fidalgo, tive uma ideia...
– Ui, não me digas que queres ir picar
o nosso grande amigo Detetive Excalibur para tentar resolver este caso da casa
na praia?
– Ah, ah, ah, bolas, até parece que
me conheces de há uma vida rapaz, é que é isso mesmo.
– Oh, pá, o homem está de férias,
deixa-o lá estar a descansar que bem merece.
– Oh, e tu achas que ele não vem logo
a correr se eu lhe disser que temos em mão um caso complicado? Vou ligar-lhe
agora mesmo.
Conversa entre o Insp. Rodriguinho e
o Detetive Excalibur:
– Estou sim? É o meu velho amigo
Detetive Excalibur?
– Eh pá, nem de férias tu me deixas
em paz rapaz, não me digas que me ligaste ao menos para me convidares para
irmos beber uma cervejinha e que pagas tu? Melhor, vai o Fidalguinho também, ah,
ah, ah...
– Olha que é isso mesmo amigo, mas
primeiro vamos dar uma voltinha à praia, pode ser?
– Ui, à praia? Estou mesmo a ver... O
que se passou na praia? Bom, vou já ter convosco.
Já na companhia dos seus amigos Inspetores,
Excalibur percebeu logo, assim que chegaram perto de uma bela casinha de praia,
que ali se tinha passado algo de estranho. Assim que viu vidros no chão, a
primeira coisa que fez foi calçar umas luvas, desviar as fitas da polícia que
limitavam a entrada na residência e deitar a mão à maçaneta da parte interior
da porta e tentar abri-la, o que aconteceu. Olhou atentamente todos os
pormenores especificamente naquele lugar, tentando encontrar vestígios de
sangue, pingas de suor ou saliva no chão, pelos ou cabelos para identificação
de ADN destas substâncias orgânicas, mas nada. Logo então sorriu e
virando-se para os dois amigos disse:
– Eu a pensar que me tinham desafiado
para um caso difícil. Afinal, se calhar foi por ser fácil demais? Será??? Havia
certamente dentro desta residência algo valioso e que estava coberto por um
seguro, certo?
– Certo.
Responderam os 2 Inspetores ao mesmo
tempo. Depois de lhe contarem os depoimentos da proprietária da casa e do casal
amigo da mesma e de todos os pormenores que tinham obtido, o Detetive
Excalibur, apontou minuciosamente cada informação que via e que lhe era
facultada no seu caderninho preto e depois de ter colocado mais vincadamente o
último ponto nos seus apontamentos, o ponto final, concluiu:
– Meus caros, penso que estarão de
acordo comigo ao afirmar que aqui não houve nenhum roubo ou assalto efetuado
por desconhecidos, mas sim um roubo, ou melhor, um desvio, premeditado e
mais ou menos bem engendrado pela D. Teresa Silva, a proprietária desta
residência, às preciosidades que se encontravam no interior da sua residência.
– Ahhhh, a sério Detetive? -
Interromperam os dois amigos Inspetores
em tom de troça.
– Pois o que salta logo à primeira
vista é o facto de haver vidros do coração vermelho (porta) apenas na parte de
fora da casa, o que indica que os vidros da porta foram partidos do interior
para o exterior e não ao contrário. Sendo assalto, com uma fechadura destas seria de facto
difícil entrar na residência, partir os vidros seria a melhor opção e ao
acontecer isso, os vidros partidos teriam de se encontrar no chão do interior
da residência, uma vez que eram partidos do exterior. Por
outro lado, como os meus amigos também sabem muito bem, os gatunos evitam ao
máximo fazer barulho e a primeira coisa que fariam antes de partir isto tudo
era tentar ver se a porta estava fechada só no trinco e se fossem verdadeiros
artistas do crime até poderiam conseguir abrir a porta sem partir vidro nenhum,
pois muitos são peritos a fazê-lo. Ou então, partir primeiro só um dos vidros
ou uma pequena parte do vidro, a diamante, para deitarem a mão à maçaneta da
fechadura para ver se esta estava só no trinco e não terem de partir tanto
vidro que quase dava para passar aqui um elefante (um corte com diamante
manual afiado de forma circular e com uma ventosa no vidro, basta depois
uma ligeira pancada seca e salta um círculo de vidro perfeito e sem se fazer
barulho nenhum).
Estando trancada à chave, uma
fechadura destas, já era mais complicado abrir.
Sorriu.
Nota pessoal: “A porta principal e
frontal, foi edificada em forma de um coração vermelho, totalmente envidraçado
e por cima tinha uma janela, também
composta por quatro vidros cintilantes!” Quer dizer que se a janela também tinha quatro vidros,
então é porque a porta tinha quatro
vidros também, :-) logo, bastaria partirem apenas 1 deles. Ou no caso
de ser má interpretação do texto, mais de 1 vidro teria certamente.
– Por outro lado, a areia da praia
como é fina mete-se em tudo o que é recanto da sola de um sapato, ténis,
chinelo, ou seja, lá que calçado for. Ora, estando o chão no interior da casa
tão limpinho, sem vidros, nem areia, é porque não foi ninguém estranho que lá
entrou dentro, a não ser que deixasse os sapatinhos à porta, como certamente
fariam os “de casa”, mas ao sair podia cortar-se nos vidros existentes no chão
e também não vemos vestígios de sangue em lado nenhum. Como ninguém fala em mais nenhuma
porta arrombada ou com vidros partidos, a entrada e saída teriam sido, se fosse
assalto de verdade, feitas por ali. Como tal, foi naturalmente alguém que
gostava de tudo muito limpinho e na perfeição e que frequentava habitualmente a
casa (quem melhor que a própria dona) que, do seu interior, partiu os vidros
para simular ter sido um assalto, tendo entrado por esta porta, e talvez
saído por outra (no texto refere-se “A porta principal e frontal”, o que
significa que havia outra porta lateral ou traseira), pois ao ver o casal
aproximar-se de regresso nem teve tempo de trancar de novo a porta.
– Ahhh, brilhante, brilhante nosso
caro Watson, continue por favor. -
Aplaudiram os dois Inspetores, em
todo de brincadeira, rejubilando com a dedução do amigo.
– Quanto a esta questão da fechadura
da porta, se o casal ao sair referiu ter trancado a porta e esta se encontrava
no regresso deles fechada só no trinco, alguém a terá aberto. Estou certo, ou estou errado? Ou
esqueceram-se de a trancar quando saíram? MISTÉEEERIOOOO... Ora, quem poderia
mais ter a chave da porta senão a proprietária da residência? Foi por isso a
D. Teresa Silva, que entrou com outra chave em casa e ao sair, com a
atrapalhação, ou por ver o casal a aproximar-se no seu regresso, se esqueceu,
ou nem teve tempo, de trancar a porta ou então saiu por outra porta.
Também podia ter sido combinado entre ela e o casal esta simulação toda,
cabendo-lhes só a eles sair e trancar a porta, coisa que terá sido esquecida? e
depois darem o alerta. Não está fora de questão, pois afirma-se que “A notícia
chegou a Teresa Silva, através de telefonema dos seus próprios amigos que lhe
disseram que a casa fora assaltada, durante uma manhã, quando estavam,
ambos, na praia!”. Durante uma manhã? Foi erro de quem
escreveu o relatório? Uma manhã qualquer? Não ligavam de imediato à D. Teresa
nessa mesma manhã? Nesse mesmo momento? Requer um inquérito mais cuidadoso
ao casal e à D. Teresa e confrontar as afirmações de ambos os lados, deixem
comigo. De qualquer forma,
sinceramente, arranjar 2 cúmplices aumentaria as hipóteses de algum vacilar e
ser apanhado no depoimento. Nada mais óbvio, uma vez que tinha todo
o seu património coberto por um seguro, desde incêndio, roubo, catástrofe, tudo
e mais alguma coisa, que esta simulou um assalto, para não ter o trabalho de
andar a vender peça a peça e assim receber uma bela maquia tudo de uma só vez
do seguro. Embora afirma-se “nunca pretender vender… nada, apesar de ser
abordada para fazê-lo!”, seria certamente para levantar menos suspeitas da sua
verdadeira intenção.
– Posto isto, meus caros, vamos então
beber a nossa cervejinha que pago eu, só pelos meus amigos se terem lembrado de
mim.
– E lá seguiram os 3 amigos para mais
um agradável fim de tarde em amena cavaqueira, e o que haverá melhor nesta vida
que passar o tempo com bons amigos e um bom copo na mão ;-)
Muita saúde e alegria, são os votos
do:
Detetive Excalibur
FIXES
(Foto 02)

COMENTÁRIO do Blogue RO
UF!! Nuno Ki (Detective Excalibur) apresentou um relatório/solução “à
antiga”! Bastante técnico e simplesmente realista nos pormenores… da
vistoria ao local do assalto, etc, etc! Um texto só possível para quem tem
muita experiência em matéria Policial!! Muito bem escrito, também,
absolutamente delineado e de muita leitura, extraordinariamente perfeito…
acabando, porém, as suas deduções a “arrasar” Teresa Silva,
a Proprietária da sua bela casinha à beira-mar tanto adorada por
ela!! Azar enorme… para o Nuno Ki culpar de uma maneira tão abrupta a
generosa Teresa Silva que considerava aquele seu “cantinho”
tão harmonioso perfeitamente a condizer consigo própria! Nada nos diz no texto
que a Teresa Silva necessitava de dinheiro… que vivia mal e estaria
aflita com qualquer necessidade, porquanto o móbil do crime… não se
justificava para ela!! O Detective Excalibur – Nuno Ki
escolheu “caminhos errados”… para as suas conclusões embora
tenha admitido, em certo momento, a cumplicidade do casal amigo… dizendo depois
que não se justificava tal ideia porque eram 2 e… algum podia vacilar!!
Nuno Ki fixou-se na “coitada” da Proprietária e foi
atrás do “engodo” do Seguro… talvez motivado por “problemas
policiários” de outrora, mas… aí… havia sempre um motivo ou móbil
que se justificasse receber o dinheiro do Seguro… o que não se coaduna
com a vida desafogada de Teresa Silva, neste caso… porque jamais quis
vender as suas preciosidades!! Foi pena! A estar correcto e certo… Nuno Ki
podia contar… COM A MELHOR SOLUÇÃO! Acontece. Um grande abraço e agradecido
pela dedicação e disponibilidade e nada de desanimar!